FB_init

Thursday, March 13, 2008

Igreja Emergente no Contexto Brasileiro

Publicado originalmente no saite Renovation Café: http://www.renovatiocafe.com/

Igreja Emergente no Contexto Brasileiro - K-fé

Neste artigo desejo pensar sobre a conversa emergente no Brasil. Penso que as práticas e ênfases da igreja emergente têm muita aplicabilidade no contexto atual brasileiro. E creio que o contexto cristão brasileiro necessita de uma profunda reforma, sendo que a conversa emergente pode vir a ser o veículo dessa reforma. Vejamos algumas características atuais do cristianismo brasileiro. O Brasil tem cerca de 160 milhões de cristãos. 138 milhões de católicos nominais e 30 milhões de evangélicos. Os evangélicos vêm crescendo rapidamente. Cresceram de 2,6% para 15,4% da população de 1940 ao ano 2000, isto é, quase 6 vezes. Dentre os evangélicos, o maior grupo é de pentecostais e neopentecostais. Num contexto mundial, o hemisfério sul é onde o cristianismo mais cresce. Principalmente a América Latina e África. Na América Latina o Brasil é uma das maiores forças econômicas, senão a maior. Na edição comemorativa de 10 anos da revista Next-Wave (umas das mais influentes na conversa emergente) em Janeiro de 2008, Mark Van Steenwyk (americano) faz três exortações. Ele escreve “Envolvam o Pentecostalismo. O mundo em desenvolvimento é o futuro do cristianismo. Na maior parte, a expressão dominante do cristianismo no mundo em desenvolvimento é o Pentecostalismo.” [1]. Ao mesmo tempo em que o Brasil conta com um grande número de evangélicos, experimenta grandes desafios sociais: grandes desigualdades sociais (má distribuição de renda), desemprego, acesso à justiça, violência, prostituição infantil, educação e saúde precárias e corrupção, entre outros. “Em um ranking mundial que inclui 126 nações, o Brasil ainda aparece com a 10ª pior distribuição de renda, atrás de países como Haiti - o país mais pobre da América Latina - e a Índia.“ [2] Sob o risco de simplificação, diria que uma grande parte da igreja cristã brasileira tem problemas nas suas eclesiologia e ortoprática e não tem mostrado de uma forma efetiva e prática comunidades alternativas que, entre outras coisas, viveriam de maneiras que mitigariam esses problemas.

Por que alguém se interessaria por diferentes formas de igreja? Creio que várias pessoas têm boas intenções ao se importarem com a "pregação do evangelho"[3] ou a "disseminação do evangelho". Podem existir problemas, porém, quando começamos a averiguar melhor intenções e métodos. É um problema especialmente para pastores. Várias vezes o desejo de "disseminação do evangelho" se traduz em "atrair mais pessoas para a minha igreja" ou “mais pessoas em estádios”. "Evangelho" e "conversões", portanto, não têm relação direta com "boas notícias", mas sim com mais sucesso ou ibope. Dessa forma, medidas de eficácia ou sucesso de uma igreja geralmente são o número de pessoas que vão aos cultos. Os neopentecostais talvez incluam renda per capita (e não o desvio padrão da renda, claro). Os capítulos iniciais do livro "The Great Giveaway: Reclaiming the Mission of the Church from Big Business, Parachurch Organizations, Psychotherapy, Consumer Capitalism, and Other Modern Maladies" de David Fitch me ajudaram a pensar em outras formas de ver saúde ou êxito de uma igreja local. Em vez de enfatizar igrejas grandes, Fitch advoca por pensarmos em "igrejas mais fiéis". Em vez de as igrejas serem fábricas de produção de "conversões" em série elas deveriam ser comunidades locais que demonstram de formas práticas vidas de discípulos transformadas. Por exemplo, em vez de perguntar quantas conversões houve ou quantas pessoas vão a certa igreja, ele lista perguntas do tipo quantos batismos houve, quantos mendigos e indigentes tiveram suas vidas restauradas e permanecem na igreja local, quando foi a última vez que uma pessoa se abriu com outra, etc. Além disso, em vez de uma igreja crescer numericamente no mesmo lugar, é concebível o trabalho da igreja crescer por implantações de novas igrejas. Em suma, leio Fitch focalizando a qualidade e não a quantidade. Parece-me fazer sentido, até mesmo considerando que após a morte de Jesus havia somente onze discípulos. Ao ver a conversa emergente no contexto brasileiro se desenvolver não gostaria de ver pessoas concentrando em métodos de crescimento de igreja. Mas gostaria de ver uma ênfase no interesse genuíno das pessoas umas pelas outras. Isto é, o interesse em "ter igrejas maiores" deve ceder ao interesse genuíno pelas pessoas na sua integralidade, incluindo suas realidades e relacionamentos. Incluindo não somente o destino da sua alma após a morte, mas o aqui e agora. O interesse genuíno pelas pessoas teria conseqüências em várias áreas. Um episódio relatado por Spencer Burke ilustra os paradigmas diferentes: “Em uma ocasião, nossa comunidade estava sendo expulsa de um parque por causa da nossa interação com os mendigos. ‘Vocês não podem dar comida aos mendigos aqui; precisam de uma permissão’, falou o policial. Eu respondi, ‘Nós não estamos alimentando os mendigos. Nós estamos fazendo um piquenique. Nós estamos comendo com eles.’”[4].

Neste respeito pelo próximo, gosto do caminho que a conversa emergente tem tomado no hemisfério norte. Várias dessas ênfases se aplicam diretamente ao contexto brasileiro. Em vez de proselitismo vejo uma ênfase na formação de comunidades que demonstram na prática o que é ser discípulo e discípula de Jesus. O respeito ao outro também tem gerado uma preocupação com justiça. Em vez de arrogância e presunção de assumir que se tem todas as respostas vejo respeito e interesse pela história do outro. Em vez de categorias de crentes, crentes mais abençoados que outros, mais santos ou mais proeminentes vejo uma preocupação em incluir todos na conversa. Em vez de super crentes e, pior, super pastores vejo lideranças distribuídas e humildes. Em vez de empurrar um pacotão da salvação procura-se desenvolver relacionamentos com as mais variadas pessoas. Em vez do monólogo vejo o diálogo. Isto é, em vez de só falar vejo um ouvir e falar. Meus pais cresceram com a televisão empurrando informação num só sentido. Hoje os blogs, forums, chats e torpedos tornam o diálogo a norma com a Internet e os celulares. Em vez de sermões pré-fabricados busca-se o "sermão" em meio à interação e ao convívio (ver o livro "Preaching Re-Imagined" de Doug Pagitt). Em vez de sentenças sobre comportamentos pré-processadas vejo pessoas caminhando juntas com responsabilidades mútuas e franqueza.

Gosto também do caminho que a conversa emergente tem tomado na África. O livro “Everything Must Change” de Brian MacLaren registra as palavras de Claude Nikondeha, do Burundi, em Maio de 1994 num encontro de líderes do Burundi, Ruanda, Congo e Uganda: “Cresci indo à igreja o tempo todo, talvez cinco vezes por semana. O que talvez os surpreenda, porém, é saber que durante toda minha infância, em todos os cultos aos quais assisti, eu só ouvi um sermão. [...] O sermão era mais ou menos assim: ‘você é pecador e você vai para o inferno. Você precisa se arrepender e crer em Jesus. Jesus talvez volte hoje, e se ele voltar e você não estiver preparado, você vai queimar para sempre no inferno’. [...] Quando fiquei mais velho, me dei conta de que minha vida inteira tinha por pano de fundo genocídios e violência, pobreza e corrupção. Mais de um milhão de pessoas morreram no meu país numa série de genocídios começando em 1959, e cerca de um milhão em Ruanda [...]. Tanta morte, tanto ódio e falta de confiança entre tribos, tanta pobreza, sofrimento, corrupção e injustiça, e nada nunca mudou. De repente me dei conta de uma coisa. Eu nunca ouvi um sermão que se dirigisse a essas realidades. Será que Deus só se importava em nossas almas irem para o céu depois de morrermos? Nossas barrigas vazias não teriam importância para Deus? [...]” [5]

Tony Jones afirmou no podcast do Emergent Village de 20 de Janeiro de 2008: "Não existe nada do tipo 'essas são as crenças dos emergentes [6]: (preencha aqui)'" (no original: "There's no such thing as 'Emergent's belief: (fill in the blank)"). Para mim isto resume uma característica do movimento emergente: a aparente ausência de crenças. A tempo, esta é uma das características mais debatidas e tida como prejudicial por muitos. Talvez a interpretação mais popular da característica seja mais ou menos assim: não podemos definir o que é a igreja emergente porque no momento em que fizermos isso ela vai parar de emergir (isto é, evoluir). Ou ainda, prescrever declarações de fé seria listar uma série de proposições lógicas que explicam tudo o que cremos. Isto é o que a igreja fez no modernismo com a presunção de que conseguiria conceber tudo incluindo o próprio Deus. Tais declarações, conceitos e prescrições fundamentalmente criariam limites de interpretação teológica, além de serem intrinsecamente míopes conforme a semântica de quem os criou. E mesmo que fosse possível compilar uma lista de proposições, não faria sentido portar definições de igrejas locais para outras, porque cada comunidade é única. Comunidades são encorajadas a descobrir e experimentar por si próprias expressões do evangelho que fazem sentido, na maioria das vezes resgatando e reconstruindo a tradição histórica das suas denominações caso a comunidade tenha essa tradição histórica. Por exemplo, várias comunidades emergentes compõem sua própria liturgia criativamente, incluindo sua próprias músicas. Em vez de enfatizarem apenas a ortodoxia (crença correta), comunidades emergentes enfatizam também a ortoprática (prática correta). Uma outra interpretação da aparente lacuna de crenças seria mais histórica. A transição do modernismo para o pós-modernismo e o fim do período da Cristandade naturalmente leva a igreja no hemisfério norte a reformular vários conceitos e práticas. Sendo a transição um fenômeno social, essas novas comunidades acabaram por adotar valores, ênfases e práticas similares de uma forma paralela e independente umas das outras. Essas comunidades são oriundas de uma ampla gama de denominações. Enquanto o termo “igreja emergente”, que foi artificialmente criado, é abrangente para incluir tais comunidades e características comuns, as lacunas teológicas seriam portanto apenas aparentes já que cada comunidade acaba por definir sua teologia teórica ou praticamente. Penso que esta característica portátil das idéias emergentes permitem-nos pensar melhor nos rumos da conversa emergente no contexto brasileiro. Nossa concepção de mundo e nossa teologia são sempre vistas com os olhos da nossa própria cultura. Elas moldam e dão sentido à linguagem e fazem a associação entre a linguagem e a nossas vidas com suas experiências.

Listo não exaustivamente alguns fatores colaboram para um ambiente propício para a conversa emergente no Brasil: a falta de figuras líderes de credibilidade e um descontentamento com maus exemplos de conduta, a globalização e Internet, pressões sociais e cultura mais comunal.

O primeiro ponto ao meu ver tem um contexto histórico genérico e um outro componente específico do meio evangélico brasileiro. O período de ditadura militar no Brasil foi um período de violência, polarização, tortura e suspensão da democracia. Como diz a wikipedia, “O ufanismo generalizado pelo regime militar acabou tendo conseqüências gravíssimas para a cultura nacional. Como o governo passou a associar tudo que era bom do Brasil ao regime militar, o povo passou a imediatamente rejeitar tudo que era nacional. Além disso, a entrada dos produtos norte-americanos, e lançamentos de modismos entre os jovens, fizeram que após a abertura política, as rádios fossem invadidas com músicas estrangeiras, [e] o cinema nacional começou a decair”. Após anos de chumbo, as esperanças da retomada da democracia e de um primeiro presidente civil em 1985 morrem com Tancredo Neves. Anos depois levanta-se Collor. Um presidente jovem, moderno que anda de jetski, “o caçador de marajás”. Mas ele mesmo é corrupto. Só os jardins da sua casa custaram US$ 2,5 milhões. Impeachment nele. Depois morre Ayrton Senna. Lá se vai mais um super-herói. Depois vem Lula, o primeiro presidente “de esquerda” por assim dizer. Existem grandes expectativas de soluções para a crise social. Após mais escândalos de corrupção (Correios, venda de dossiê em SP, Lulinha e Telemar, cartões corporativos) a figura de Lula se desgasta, e a figura de super-herói e a esperança se desfazem para muitos. Talvez algum historiador possa explicar melhor este ponto, mas a idéia é de que vez após vez as projeções de heróis idealizados se destroem e a dura realidade cotidiana continua. Especulo que diante deste grande e complexo quadro a massa evangélica não tenha muito o que dizer além de declarar mais alto que “O Brasil é do Senhor Jesus”, sem saber ao certo o que isto queira dizer.

Dentro do próprio meio evangélico, a “queda” de Caio Fábio também frustrou a esperança de muitos. Infelizmente a palavra “evangélico” é associada por muitos a problemas de conduta. Isto é irônico, uma vez que um dos meios de evangelização mais enfatizados pelos evangélicos seja justamente o testemunho através da moral. Isto é, não dançar, não fumar, não ir a festas e não fazer sexo antes do casamento seriam instrumentos de evangelização, mostrando uma “vida de santidade” e conduta, uma vida separada do mundo que atrairia os não-crentes. Contudo o tiro sai pela culatra quando a população vê as indulgências da Igreja Universal do Reino de Deus, dólares escondidos na Bíblia por Sônia e Estevam Hernandes, o escândalo das sangue-sugas que envolveu vários políticos evangélicos, ou o deputado e pastor Mário de Oliveira aparentemente planejando matar o pastor colega Carlos Willian. Em vez de verem os evangélicos como exemplar vêem-nos como hipócritas ou charlatões. Dentro dos evangélicos, portanto, parece haver uma espécie de descontentamento sem nome e orgânico. Por exemplo, várias pessoas que conheço dão a entender que por causa do desgaste da imagem do “evangélico” pretendem passar a autodenominarem-se “cristãs”. Não dizem que mudarão suas crenças, mas que gostariam de ter um outro rótulo. Semelhantemente, nos Estados Unidos o termo “evangelical” passa por uma crise. Michael Patton comenta o desgaste do termo nos Estados Unidos: “Tem pessoas falando já faz 15 anos que a igreja evangélica tem poucos anos de vida sobrando.[7] E ela precisa ser ‘reavivada’[8]. Pode ser ‘reavivada’? Precisa de uma mudança de nome? Eu não sei. [...] O problema é o seguinte: a mídia [...] tomou posse da capacidade de caracterizar quem quer que seja da forma que querem. Os evangélicos perderam várias características. Este talvez seja um termo que não tem mais recuperação”.[9] O site de redes de relacionamento Orkut contém comunidades com nomes do tipo “Sou Cristão apesar da igreja”. O músico João Alexandre expressa sua incompatibilidade e frustração compartilhadas por muitos outros na música “É Proibido Pensar” do CD de mesmo nome por não conseguir “se encaixar nesse esquema”.

A globalização e a Internet podem ser vistas como agentes catalizadores de mudanças. Por um lado tornam o mundo menor, facilitando o contato entre as pessoas e novos tipos de relacionamentos. A Internet, por sua vez, é vista por alguns como um elemento de mudança social abrupta, de proporções semelhantes à transição da tradição oral para a escrita. Pessoas criam identidades novas numa nova dimensão digital, e o conceito de “comunidade”, portanto, muda. Considerando esses fatores, grupos diferentes esforçam-se por entender as conseqüências da era digital no conceito de ‘igreja’, como o projeto Wikiklesia [10]. No Brasil, o Wiki Cristianismo[11] é uma enciclopédia que, por ser um wiki[12], fomenta a participação coletiva em suas definições. Enquanto idéias de igrejas virtuais e “realidade virtual” tendam a ser categorizadas como estranhas por várias pessoas, o fato é que emails, torpedos, chats, blogs, sites de redes sociais e fóruns mudaram a forma das pessoas se comunicarem e relacionarem. Rachelle Mee-Chapman, da igreja Thursday PM, de Seattle, EUA, afirma:

“Meu blog[13] é meu púlpito. Eu raramente prego numa igreja. É no blog onde questões teológicas são discutidas” [14]

Por “cultura mais comunal” quero dizer que de forma genérica em comparação com certos países do hemisfério norte o Brasil tem uma cultura menos individualista. Não saberia dizer se um instinto coletivo de sobrevivência em meio a duras dificuldades tenha desenvolvido este espírito cooperativo ou se a coisa simplesmente não tem muita explicação. Enquanto no Brasil a comadre ainda pede emprestado açúcar à comadre vizinha, pessoas em países com os Estados Unidos se isolam bastante nos seus subúrbios, sem muitas vezes saberem o nome de seus vizinhos. Enquanto o brasileiro aparece na casa do amigo sem avisar e ainda fila uma bóia, o canadense (inglês) liga uma semana antes para o amigo chegado para agendar uma visita. Mas o fato é que Igrejas emergentes no hemisfério norte “lideraram como corpo” por buscarem conscientemente a participação de todos e por repensarem liderança. A idéia para a conversa emergente no Brasil é de aproveitar o espírito comunal e de cooperação na concepção de comunidades que enfatizam os relacionamentos. Nesse tópico dois desafios aparecem. Formas de lideranças existentes tendem a pôr holofotes na figura do pastor. E a violência desgasta a confiança entre as pessoas, isolando cada vez mais as pessoas.

No contexto brasileiro penso que a conversa emergente incluirá duas correntes: a Evangélica e a “livre”, sendo que na primeira deve-se pensar em vertentes pentecostais. A corrente Evangélica traçaria ainda uma linha histórica ininterrupta com convenções ou mesmo “ministérios independentes”, mesmo quando comunidades emergentes venham a sair de tais denominações. Desta forma a nova comunidade seria mais facilmente identificada como “igreja” como os evangélicos concebem o termo hoje. Certos elementos permaneceriam, como “cultos” em local central de encontro. E a igreja se identificaria como “igreja cristã”. Nesta corrente também poderíamos esperar igrejas ou movimentos que vivem e se desenvolvem dentro de convenções históricas, talvez com suporte das convenções. Nos Estados Unidos, movimentos desse tipo incluem Presbymergent[15], Anglimergent [16], Luthermergent [17], EmergenceUMC (Metodista) [18], e Submergence (Menonita)[19]. Esta ala também incluiria grupos não aceitos em suas denominações, mas que ainda gostariam de manter ligações históricas ou doutrinárias. De fato, alguém constatou que muitas comunidades auto-designadas emergentes mantém suas tradições históricas. Aliás, nos Estados Unidos este tipo de comunidade mantém com mais interesse e mais deliberadamente tradições antigas (desconstruídas e reconstruídas na maioria das vezes principalmente no tocante a liturgia) do que a maioria das igrejas das convenções originárias. Isto contra argumenta insinuações de desconsideração da herança histórica e apostólica por comunidades emergentes. Por corrente “livre” classifico comunidades emergentes de formas e costumes diferentes do que os evangélicos costumam chamar de “igreja”. Seriam grupos de pessoas que querem intencionalmente seguir a Jesus, mas que teriam formas ou estruturas ainda mais alternativas. Aqui teríamos inicialmente mais pessoas vindo de experiências negativas com o establishment. Teríamos uma gama de tipos muito heterogêneos de comunidades. Redes de amigos cristãos e não-cristãos que são intencionais e conscientes nas suas expressões de fé e que têm algum nível de responsabilidade mútua. Igrejas nos bares, igreja nos lares, igreja nos ares. Igrejas-cafés. Igrejas-sapatarias. Igrejas-torcidas-organizadas. “Terceiros espaços” como descritos nos livros “The shaping of things to come” e “The Great Giveaway” seriam comuns tanto na corrente evangélica quanto na ‘livre’ (terceiros espaços são lugares “neutros” onde crentes e não-crentes interagem). Espero particularmente ver, em decorrência da conversa emergente no contexto brasileiro, muitos “laboratórios” e “experimentos”. Tais exercícios dariam asas à imaginação e embasariam a conversa emergente com termos práticos. Cito um episódio interessante envolvendo Karen Ward: “Em uma ocasião, depois de gastar horas com ela na Sala de Estar, o bar da igreja, um visitante perguntou a Karen Ward (Igreja dos Apóstolos, de Seattle, [Estados Unidos]: ‘Quando é o culto da sua igreja?’ ‘Você acabou de [vê-lo], respondeu Karen”. [20]

Uma das características interessante da igreja emergente é o fato de “ainda estar emergindo”. Como diz o livro “Emerging Churches”, líderes de igrejas emergentes “talvez olhem mais para trás de onde estão emergindo do que para frente para onde estão emergindo.”[21] Nesta fase primeiro se desmancha o antigo e depois se reconstrói o novo. Nesse processo de desmanche podemos esperar que a linguagem em especial seja repensada e modificada. Podemos esperar críticas à conversa emergente, com acusações de ter tom negativo, ou por não “amar a igreja” ou por desconstruir estruturas eclesiásticas. Desempacotando o discurso negativo nessas ocasiões as pessoas deverão notar que a desconstrução de certas idéias de igreja acontece por tais idéias não serem viáveis na cultura pósmoderna. Nem o evangelho nem a cultura requerem tais expressões de fé. Portanto a nova conversa emergente, as novas comunidades (principalmente as ‘livres’), e os novos líderes precisam ser nutridos e encorajados se desejamos ver o evangelho traduzido e inserido na cultura (brasileira) do século XXI.

A pentecostalização no Brasil tem a capacidade de trazer coisas positivas para a conversa emergente no nível nacional e mundial. As características de crença no sobrenatural e experiência com Deus, em vez da racionalização da fé, têm a simpatia da filosofia pósmoderna. Na verdade, muitos americanos evangélicos (“tradicionais”, como nós brasileiros os classificaríamos) e ingleses admiram tais características. Isto pode ser um item de diálogo entre os hemisférios norte e sul. A pentecostalização também é fator comum com a África [22], onde a conversa emergente se desenvolve (ver também os capítulos iniciais do livro “Everything Must Change” de Brian MacLaren).

Certas pessoas migram de comunidades tradicionais para pentecostais motivadas por descontentamentos e anseios de mudanças nas comunidades originais, não tanto pela atração da doutrina pentecostal. Às vezes se frustram com a burocracia de suas denominações originais, ou com a liturgia aparentemente antiga, ou com a conduta de seus líderes, ou com a incapacidade da igreja e pastores de comunicarem em uma linguagem relevante. Este seria um grupo que provavelmente gostaria de considerar uma das duas correntes emergentes nas versões não-pentecostais. E desconfio haver um grupo maior: os dos pentecostais não contentes com a alienação da cultura, linguagem desconexa do cotidiano, conduta de líderes e desconsideração para com problemas sociais. Este seria um grupo que provavelmente gostaria de considerar uma das duas correntes emergentes nas versões pentecostais.

Sugiro quatro temas-abacaxi para a conversa emergente no Brasil: teologia da prosperidade, divisão entre sacro e profano, resgate da brasilidade, liderança.

A teologia da prosperidade surge no contexto histórico citado acima, de problemas sociais e má distribuição de renda. Nela, o cristão é destinado à prosperidade terrena. [23]É enfatizada pelos neopentecostais (e não os pentecostais propriamente ditos). Particularmente penso que as igrejas emergentes deveriam rejeitar a teologia da prosperidade como uma versão da lei de Gérson. Por trás da teologia da prosperidade reside a idéia de que o indivíduo deve ganhar mais dinheiro a qualquer custo. Na idéia se exclui o próximo. E por a pessoa ser predestinada para o luxo, muito freqüentemente os fins justificam os meios. Vejo aqui de novo o contexto cultural, em que o instinto de sobrevivência faz as pessoas se virarem. Cavando e tentando achar a raiz do problema avistamos o jeitinho brasileiro e a malandragem. Começamos a identificar problemas profundamente enraizados na cultura brasileira. O que é interessante é que mesmo pessoas que não passam necessidades adotam a lei de Gérson. A penetração do neopentecostalismo na classe média é um exemplo disso. As comunidades emergentes deveriam promover a justiça e eqüidade. Deveriam discernir aonde existe ganância em vez de necessidade. Ao invés de apregoar a teologia da prosperidade, deveriam implementar e demonstrar alternativas comunitárias para a melhoria das condições das pessoas mais pobres.

A divisão entre o sacro e o profano seria outro tópico chave a ser abordado pela conversa emergente. Muito freqüentemente igrejas apregoam uma “saída do mundo”. Esta saída não significa necessariamente um processo de santificação, nem a abstinência do pecado, mas sim uma criação de uma subcultura evangélica que existe em função de si em oposição a quaisquer alternativas. O crente então é ensinado a se refugiar da cultura original que é vilificada, vestindo uma nova subcultura evangélica. Assim a matriz concebe crentes alienados da cultura. Nesse ponto é importante a conversa emergente incluir o tema da incarnação de Jesus, isto é, o fato de Deus ter se tornado homem, ter se inserido numa cultura, ter entrado na nossa dimensão, ter se relacionado com pessoas (João 3:16 afirma que Deus amou o mundo). Os emergentes lembram que “ao SENHOR Deus pertencem o mundo e tudo o que nele existe; a terra e todos os seres vivos que nela vivem são dele.” (Salmos 21:1). Portanto não existe divisão entre sacro e profano. Nossas vidas não são segmentadas, mas sim um todo. Em vez de monopolizarmos a concepção e a obra de Deus, somos convidados como igreja a identificar os mais variados frontes onde Deus está trabalhando para promoção de seu Reino e a participarmos nesta obra. A idéia é chave para o resgate da nossa própria identidade e cultura brasileiras.

A busca da brasilidade decorre da missão de Deus (Missio Dei). Este é um ponto crucial, uma vez que diz respeito à relevância do evangelho numa determinada cultura[24]. Tendo o Filho se encarnado , a igreja também é chamada a se encarnar na cultura local. Logo, a conversa emergente tem a oportunidade de viver o evangelho “em bom Português”. Neste tópico tenho apenas sugestões inciais, sem ter a presunção de ser exaustivo. Sugiro a inclusão do tema em seminários teológicos, convenções denominacionais, novos livros e em publicações de teólogos nacionais, para que haja mais discussões teológicas saudáveis sobre o assunto. (Me interesso particularmente no uso da linguagem. Nesse tópico recomendo especialmente o livro “How (not) to Speak of God”, de Peter Rollins). A revista Time Magazine de 1963 cita o teólogo Karl Barth: “40 anos atrás Karl Barth aconselhou 40 teólogos jovens ‘a pegarem suas Bíblias e seus jornais, e a lerem ambos. Mas interpretem os jornais a partir da Bíblia” [25] Sugiro o uso das artes com expressões nacionais pelas comunidades. Embora seja difícil de definir o que é genuinamente brasileiro, isto não é problema. De uma forma ou de outra é fácil identificar intuitivamente nas artes características brasileiras. Na música sugiro o uso da linguagem cotidiana, o uso de instrumentos típicos brasileiros, o uso de ritmos e linhas melódicas tipicamente brasileiros. Imaginemos mais repentistas e declamadores nos cultos. Caberiam ainda experimentos na arquitetura. Imaginemos igrejas-CTGs[26]. E por que não conciliar o futebol à liturgia? Por que não cultos em que se ora por ambos os times da cidade antes de jogos? No tópico de resgate da brasilidade sugiro ainda uma maior introdução de elementos afros na liturgia. Imaginemos mudanças na música, na dança e na arquitetura com elementos afros; imaginemos mudanças na ceia (Eucaristia). Pensemos em expressões indígenas na liturgia. Em uma alta interação e mais profunda compreensão da cultura indígena brasileira, ao invés de “mandar missionários e tchau, boa sorte, meu filho. Mande fotos dos selvagens”. (Logo abaixo cito missões reversas). Algumas vezes comunidades indígenas se encontram em situação de mendicância nas cidades. Pensemos, finalmente, que a contextualização brasileira deve ir além da liturgia: a igreja deve entender os anseios do povo brasileiro e ser capaz de comunicar “boas notícias” na mesma dimensão e linguagem.

Liderar como corpo tem implicações diretas em liderança. A idéia de comunidade é muito forte nas igrejas emergentes. Já foi dito que a trindade é essencialmente uma comunidade. A igreja deve ser, portanto, comunitária. Liderança é outro tema importante na conversa emergente. Especularia que um certo número de pastores atuais busca sucesso, dinheiro e status usando igrejas. Este seria mais um sintoma de que algumas instituições eclesiásticas existiriam mais em função de si mesmas do que em função da missão do Reino. O respeito e a vontade de servir ao outro leva as comunidades emergentes a ter uma forma de liderança diferente. Penso que o movimento emergente no Brasil pode crescer “de baixo pra cima” (“bottom-up”) em vez de “de cima pra baixo”. Como trata o capítulo 10 do livro “Emerging Churches”, as igrejas emergentes “lideram como um corpo”. A figura do pastor não é suprimida, mas repensada. Idéias de pastores como gerentes de uma empresa são substituídas. No modernismo há a produção de conceitos para crentes consumidores. No pós-modernismo as promessas de felicidade e satisfação apregoadas por propagandas, spams e telemarketing são filtradas rapidamente. A avalanche de dados da Internet também. As pessoas na pós-modernidade desconfiam de verdades mastigadas e empurradas. Ao contrário, preferem ver verdades demonstradas, e desejam experimentá-las em primeira mão. Líderes manipulativos, portanto, não têm lugar. Liderança baseada em poder, controle e submissão à autoridade são características de igrejas modernas. Grandes demonstrações de muitos fatos colecionados e proposições lógicas não impressionam. A concentração e o monopólio de conhecimentos são substituídos pela idéia de acesso livre e distribuído à informação, como na Internet. As pessoas buscam a caminhada em conjunto e, novamente, a vivência dos conceitos. Não há um líder que toma decisões unilaterais, mas todos, de uma forma ou de outra, são convidados a participarem em decisões coletivas. “A igreja deve se parecer com a beleza de Deus ao demonstrar uma comunidade pacífica através na não-hierarquia do sacerdócio de todos os crentes. [...] Líderes se deparam com os grandes desafios de buscar o Reino e motivar outros a também fazê-lo, sem contudo usar a ferramenta principal da modernidade: controle.”[27] Kester Brewin da comunidade Vaux de Londres afirma: “Eu acredito em liderança. Pessoas precisam de direção. Mas nós precisamos achar modelos de liderança que não tenham nada a ver com poder”[28]. “Pastores devem ir além da retórica do sacerdócio universal. ‘Todo membro é um ministro.’ Você pode pregar isso umas vezes num ano do púlpito. Mas é você quem ainda está no púlpito, e você ainda está encontrando as pessoas no seu escritório, ao marcarem reuniões com sua secretária.”[29] Princípios básicos de responsabilidades mútuas seriam interessantes.

Os seminários teológicos, portanto, deveriam repensar a formação de líderes. Poderiam ter canais de comunicação direta com comunidades (cristãs e “comuns”), para entender melhor como líderes podem ajudar melhor as comunidades. Poderiam ter mais intercâmbio com outras faculdades das áreas das humanas, como a sociologia. Poderiam estimular e apoiar jovens em estágios emergentes. Poderiam publicar mais artigos na Internet e ter mais blogs e podcasts. Poderiam apoiar extensões e envolver mais “leigos”. Poderiam rever missiologia aplicada ao contexto brasileiro. E deveriam requerer que seus alunos e professores lessem mais livros sobre a igreja emergente.

Na verdade a disponibilidade de livros sobre a conversa emergente em Português é uma necessidade urgente. Convido as editoras a publicarem mais livros sobre o tema. Convido o leitor a procurar os livros citados no Renovatio Café[30] e no Wiki Emergente[31].

A conversa emergente no Brasil pode interagir com as outras conversas emergentes que têm ocorrido em outras regiões. Conversas dos Estados Unidos e do continente africano seriam interessantes, ao meu ver. Os Estados Unidos passam por grandes mudanças culturais. O número de pessoas que vão a uma igreja vem decaindo desde os anos 60, com percentagens mínimas entre jovens. A conversa emergente tem um alto respeito por outras culturas. Tenho lido e ouvido a palavra “pós-colonialismo” várias vezes, o que é um bom sinal. Nos capítulos iniciais do livro “Everything Must Change”, Brian MacLaren relata sua visita ao Burundi, onde encontrou um grupo de 55 líderes jovens. Lembro-me de ouví-lo comentar em um podcast que foi mais para ouvir do que falar. Talvez mais americanos estejam interessados em “viagens missionárias reversas”. Seria muito interessante os brasileiros terem conversas com a África. Como foi aludido anteriormente, violência, pobreza, sofrimento, corrupção, e injustiça são palavras conhecidas dos dois lados do Atlântico. Amahoro[32] é uma organização chave na conversa emergente africana. Além dos Estados Unidos e África, seria interessante envolver países latinoamericanos nesta conversa também. La Red del Camino [33] é uma organização citada. Em qualquer conversa distribuída geograficamente, programas de computador simples são úteis. Skype pode ser usados para comunicação por voz. Programas de chat como Windows Live Messenger ou Yahoo Messenger podem ser usados com tradução simultânea. Blogs bilíngües também seriam proveitosos no diálogo.

Neste texto refleti sobre a situação da igreja evangélica no Brasil e sugeri tópicos a serem abordados na conversa emergente pensando no contexto brasileiro. Diante de tanta informação e idéias talvez o leitor se sinta sem saber “por onde começar”. A conversa emergente é uma caminhada, e estamos todos no início. Sinta-se convidado a participar desta conversa. Meu conselho aos leitores que começam a se familiarizar com as idéias é de que invistam tempo na leitura e na prática.



[1] http://www.the-next-wave-ezine.info/issue109/

[2] http://www.administradores.com.br/noticias/brasil_melhora_em_ranking_de_distribuicao_de_renda/10239/

[3] No texto uso e abuso das aspas. Isto me pareceu necessário, já que o evangeliquês tem a maioria de seus termos desgastados.

[4] “Emerging Churches”, p. 135

[5] “Everything Must Change”, p. 18, 19

[6] uma distinção entre "Emergent" e "emerging" está fora de escopo deste artigo

[7] Lembremos que trata-se do contexto americano

[8] Não no sentido Pentecostal, no contexto

[9] Theology Unplugged podcast, “Emerging Church part 7”, 4 de Maio de 2007

[10] http://wikiklesia.wikidot.com/

[11] http://cristianismo.wikia.com/

[12] ‘Wiki’ é um site em que o conteúdo é criado e modificado pelo público em geral. Curiosamente o conteúdo não tende ao caos, mas a uma grande quantidade de informação relevante. O wiki mais conhecido é o Wikipedia.

[13] ‘Blog’ é uma espécie de diário que é publicado na Internet

[14] “Emerging Churches: Creating Christian Community in Postmodern Cultures”, p.165

[15] http://presbymergent.org/

[16] http://anglimergent.ning.com/

[17] http://luthermergent.ning.com/

[18] http://emergingumc.blogspot.com/

[19] http://submergent.org/

[20] “Emerging Churches”, p. 89

[21] “Emerging Churches”, p. 28

[22] http://www.amahoro-africa.org/

[23] http://cristianismo.wikia.com/wiki/Pentecostalismo

[24] http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Frost

[25] http://libweb.ptsem.edu/collections/barth/faq/quotes.aspx?menu=296&subText=468

[26] http://pt.wikipedia.org/wiki/Ctg

[27] “Emerging Churches”, p. 192

[28] “Emerging Churches”, p. 199

[29] Paul Roberts da comunidade Resonance, Bristol, Inglaterra, citação do livro “Emerging Churches” p. 193

[30] http://www.renovatiocafe.com/

[31] http://emergente.pbwiki.com/

[32] http://amahoro-africa.org/

[33] http://www.lareddelcamino.net/

Tuesday, March 11, 2008

MS Virtual Server 2005 R2

The Bad Software Champion of the week is MS Virtual Server 2005 R2. After trying to install Office 2007 my server got veeerrryyyy sloooowww. Actions take about 100 times more time to happen. I left the installation of Office (Excel only) running for 3 days. Then I canceled it. Now it's taking more than 8 hours to cancel the installation.




The resource usage is low: Low processor , memory and I/O usage. Go figure. I'm delayed 3 days at least in my work.

Sunday, March 09, 2008

Hilton Suites Margarita, Venezuela

(click on the images for larger views)

This is what they mean by "Internet access" in the Hilton. It's two sofas in front of the elevators in the 1st floor. You put your notebook in your lap and that's it. There's only one power outlet enough for one notebook. So you're luck if you get the left spot in the first sofa. The mirror is strategically positioned so that everybody can see your screen, including folks from the elevators.






These are the showers beside the swimming pool. The handles are iron cords, hard to pull and very hard on your hands.






The air conditioning was making a terrible noise. It was fixed by the technician.


A detail of the door knob:


My friends asked me not to post only the bad stuff :) so I'll put a nice photo of the pool here:

Saturday, March 08, 2008

Snow / neve

We're getting lots of snow this year here in Ottawa / Estamos pegando muita neve esse ano em Ottawa.
The entrance of our house / a entrada de casa:



The view on the side of the house / a vista do lado da casa:



The backyard (you can almost see the top of the basketball table buried in snow) / o quintal de trás (quase dá pra ver a parte de cima da tabela de basquete enterrada na neve) :

Saturday, February 16, 2008

Cenas de uma Igreja Qualquer IV

Da série "Cenas de uma Igreja Qualquer".


(clique na foto para ampliá-la)

Enquanto ministra ao Senhor diante da congregação, o levita José sente uma forte unção sobre si.

Cenas de uma Igreja Qualquer III

Da série "Cenas de uma Igreja Qualquer".


(clique na foto para ampliá-la)

A irmã Barbie, o pastor Ken e o obreiro Reinaldo durante o culto na Igreja do Tesouro de Deus. Após a coleta dos dízimos e das ofertas os irmãos oram sobre o Baú (com imposição de mãos do pastor Ken). Esta foto revela o que acontece no mundo espiritual. Note o gafanhoto devorador de Joel indo na direção dos dízimos e das ofertas. Note um espírito enganador ali na esquerda em azul. Finalmente, note a Barbie, esposa do pastor Ken, com uma capa preta. A irmã Barbie na verdade é satanista, embora somente a irmã Kátia (que não aparece na foto) tenha recebido uma palavra nesse sentido.

Cenas de uma Igreja Qualquer II

Da série "Cenas de uma Igreja Qualquer"


(clique na foto para ampliá-la)

O pastor Ken, sua esposa Barbie e a irmã Kátia, da Igreja do Tesouro de Deus. Durante uma reunião de oração e ministração, o Espírito revela a Kátia que Barbie não é apóstola como afirmara, mas sim satanista. A capa preta que Barbie sempre usava parecia meio estranha para Kátia, mas para não julgá-la, a irmã Kátia tinha decidido não tocar no assunto com Barbie. É melhor não tocar no assunto mesmo, Kátia.

Cenas de uma Igreja Qualquer I

Da série "Cenas de uma Igreja Qualquer"


(clique na foto para ampliá-la)

Maria (guitarra azul), Marta (bateria), Mônica (guitarra rosa) e Ana (vocal) do Ministério de Louvor El Shodói ministram perante o Senhor.

Monday, February 11, 2008

Depois de Sempre



Título: Depois de Sempre
CD: Mestre da Realidade
Ministério de Louvor Diante do Trono

Você já pensou sobre sua alma
Será que ela pode ser salva?
Ou talvez você pense que quando estiver morto
Você vai simplesmente ficar no túmulo
Deus é só um pensamento na sua cabeça
Ou ele é uma parte de você?
Cristo é só um nome que você leu em um livro
Quando você estava na escola?
Quando você pensa na morte, você perde o fôlego
Ou fica tranqüilo?
Você gostaria de ver o papa enforcado?
Você acha que ele é bobo?
Bem, eu vi a verdade, sim, eu vi a luz
E mudei o meu caminho
E estarei preparado quando você estiver sozinho e assustado
No fim de nossos dias
Será que você ficaria com medo do que seus amigos poderiam dizer
Se eles soubessem que você crê no Deus altíssimo?
Eles compreenderiam antes de criticar
Que Jesus é o único caminho para o amor
Sua mente é tão pequena que você tem que desabar
Com a sua turma por onde quer que você corra?
Você ainda zomba quando a morte se aproxima
E diz que eles podem muito bem adorar o sol?
Acho que é verdade que foi gente como você
Que crucificou a Cristo
Acho triste que a sua opinião
Tenha sido a única levada em consideração
Você estará tão certo quando o seu dia chegar
Ao dizer que não crê?
Você teve a chance, mas você a jogou fora
Agora você não pode reavê-la
Talvez você pense antes de dizer que
Deus está morto e enterrado
Abra seus olhos e entenda que Ele é o Único
O Único que pode salvar você de todo este pecado e ódio
Ou você ainda zomba de tudo o que ouve?
Sim, acho que é tarde demais.

Erratum: a música é da banda Black Sabbath com título After Forever do LP Master Of Reality e não Diante do Trono como foi divultado. A letra original é como segue:

Have you ever thought about your soul - can it be saved?
Or perhaps you think that when you're dead
you just stay in your grave
Is God just a thought within your head
or is he a part of you
Is Christ just a name that you read in a book
when you were at school?
When you think about death do you lose your breathe
or do you keep your cool?
Would you like to see the Pop, on the end of a rope
- Do you think he's a fool?
Well I have seen the truth. Yes I have seen the light
and I've changed my ways
And I'll be prepared when you're lonely
and scared at the end of our days

Could it be you're afraid of what your friends might say
If they knew you believe in God above?
They should realize before they criticise
That God is the only way to love

Is your mind so small that you have to fall?
In with the pack wherever they run
Will you still sneer when death is near
And say they may as well worship the sun?

I think it was true it was people like you
that crucified Christ
I think it sad the opinion you had was the only one voiced
Will you be so sure when your day is near
say you don't believe?
You had the chance but you turned it down
now you can't retrieve.

Perhaps you'll think before you say
that God is dead and sone
Open your eyes, just, realize that he is the One
The only One Who can save you now from all this sun & hate
Or will you still jeer at all you hear?
Yes, I think it's too late.



Monday, February 04, 2008

Enquanto os crentes se "escondem" em retiros...

"Carla Perez não abandona Jesus nem no carnaval
Cantora se emocionou em cima do trio elétrico. ECAD ameaçou embargar o bloco caso não recebesse pagamento por direitos autorais.
Lígia Andrade Do EGO, em Salvador entre em contato



Globo.com
Supercolorida, Carla Perez atriu milhares para acompanhar o bloco


Carla Perez já provou que é uma das fiéis mais dedicadas do rebanho do Senhor. E nem no carnaval ela deixa Jesus de lado. À frente do bloco infantil Algodão Doce, a loira partiu do circuito avenida, no bairro de Campo Grande, em Salvador, levando com ela milhares de foliões, na manhã deste sábado, 02.

Logo que subiu ao trio os olhos da cantora se encheram de lágrimas. Carla ficou emocionada porque o bloco saiu sem problemas. É que o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) ameaçou embargar o trio caso não recebesse o pagamento de R$ 50 mil referente à direitos autorais. Em uma reunião a portas fechadas, o assunto foi resolvido na sexta-feira. "Não tenho dúvida de que tudo que está acontecendo aqui é a honra e a glória daquilo de excede qualquer coisa na vida, Jesus", disse ela. "Vocês ouviram boatos de que o Algodão Doce não sairia hoje. Creio que o Deus que eu sigo é fiel. Deus é fiel ou não é?", perguntou, e o povo sem demora respondeu em coro, "éééééééé".
"
Fonte: EGO (Globo.com)

Enquanto os crentes se "escondem" em retiros no carnaval, Carla Perez fala de Jesus. Se não tivesse sido ela, quem teria falado de Jesus para aquele bloco? As reações de alguns crentes no Orkut foram de ironia quanto a ambiguidade da Carla Perez estar no carnaval e falar 'evangeliquês'. Fico pensando por quê crentes buscam tanto o monopólio da interpretação e 'exercício' de Jesus. Às vezes parece que só as manifestações sancionadas pela igreja são expressões da graça e do Reino. Me lembra João proibindo outras pessoas de expulsar demônios no nome de Jesus porque não faziam parte do grupinho.

Marcos 9.38-40
"João disse: — Mestre, vimos um homem que expulsa demônios pelo poder do nome do senhor, mas nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo. Jesus respondeu: — Não o proíbam, pois não há ninguém que faça milagres pelo poder do meu nome e logo depois seja capaz de falar mal de mim. Porque quem não é contra nós é por nós. "

Eu gostaria que a maioria das igrejas participassem do carnaval. Mas já que não querem, não precisa também jogar pedra na pessoa que fala de Jesus lá, né mesmo? Interessante a concepção da jornalista. "Carla Perez não abandona Jesus nem no carnaval". Uau! Nem no carnaval! Como se o carnaval fosse o extremo oposto do que tem a ver com Jesus.

A tempo, dei uma lida no histórico da Carla Perez na Wikipédia. O blog oficial da Carla Perez começa com um "Jesus te ama", e está cheio de "Deus" e "Jesus" (às vezes exagerando no evangeliquês, irmã Carla. Deve ser a companhia. Tadinha, também que outra linguagem ela iria usar?)

Tuesday, January 29, 2008

Livro: O Cristão e a Cultura

Repassando comentários da minha mãe:

Acabo de ler um livro muito bom: "O Cristão e a Cultura" de Michael S. Horton da Editora Cultura Cristã (São Paulo, 1998). O autor é americano, mas estudou em Oxford, o que faz toda a diferença. Ele prova que a Reforma refez a idéia de que tudo o que está relacionado à igreja é sagrado e o que está relacionado com trabalho é secular. Ele diz que as esferas são distintas, mas o Deus é o mesmo que atua lá e cá.

Título em inglês: "Where in World is the Church?"

P. 140

"Enquanto a tendência medieval e até certo ponto pietista é chamar o crente para fora do mundo e para dentro das atividades da igreja, a abordagem reformada é ver todas as atividades relacionadas com a igreja como sendo estações de "reabastecimento" para o serviço verdadeiro que se faz dentro do mundo. Não devemos colocar as pessoas que trabalham diligentemente na sua vocação em uma viagem de culpa porque não conseguem assistir todas as atividades relacionadas com a igreja ou por não se oferecerem para as tarefas ligadas à igreja. É a igreja que serve ao cristão para que o cristão possa servir a Deus dentro do mundo."

P. 196

"Muitas pessoas que hoje não freqüentam igrejas foram criados em ambientes restritos, legalistas e dogmáticos onde não se podia fazer perguntas, duvidar, objetar ou decidir quanto a seu comportamento pessoal. mas esse sentimento vai além da mera reação: é parte da natureza humana, desde a Queda, cantar como Frank Sinatra: 'I did it my way'."


P. 200

"...encontramos decadência na própria igreja e maior interesse no sucesso do que na fidelidade.

Se queremos ver uma transformação da cultura, temos que primeiro olhar para o corpo de Cristo, a começar em nossas próprias famílias [...] Não estou sugerindo que deixemos nossas preocupações seculares e tornemo-nos trabalhadores dentro da igreja[...] Antes de recuperar a cultura, temos que recuperar a pureza da doutrina e vida.

A Reforma não começou para mudar a cultura, mas é atribuída a ela o surgimento da democracia e dos direitos humanos, ciência moderna, reavivamento das artes e letras, fundamento de algumas das principais universidades do mundo, a semeadura do movimento missionário e visões libertadoras de trabalho, lazer e família."


Este livro vai para a coleção sobre a conversa emer-gente no site emergente.pbwiki.com

Monday, January 28, 2008

Con Mucho Dolor: o que a Cassiane não cantou

Eu estava ouvindo a música "Com Muito Louvor" interpretada pela Cassiane e composta pelo Elizeu Gomes. Acho que a expressão "Deus trabalha pra você" resume bem a ênfase: um 'deus' pequenino sujeito às demandas de um crente pidão. Resolvi então fazer uma letra nova. Mais bíblica. De fato, todas as frases são tiradas da Nova Tradução na Linguagem de Hoje, da Sociedade Bíblica do Brasil. Vejam como ficou:

Con Mucho Dolor
(cantar com a música "Com Muito Louvor", de Elizeu Gomes)

Deus construiu um muro de sofrimento e amargura (Lamentações 3.5)
Grito por socorro, mas não quer escutar minha oração (Lamentações 3.8)
Por que te escondes de nós e das nossas aflições? (Salmos 44.24)
Deus me abandonou num sofrimento, meu armou uma armadilha (Lamentações 1.13)

Então güenta, simplemente agüenta, (Romanos 12.12)
Tá chorando? Agüenta. Precisando? Agüenta
Tá sofrendo? Agüenta, não importa, agüenta
Paciência pra dedéu (Romanos 5.3)

Não posso ir em frente, fechou meu caminho (Lamentações 3.9)
Deus me amarrou com pesadas correntes (Lamentações 3.7)
Se nós aceitamos coisas boas de Deus,
Por que não vamos aceitar também as desgraças? (Jó 2.10)

Tudo agüentou humildemente e calado
Jesus sofreu muito ao ser maltratado (Isaías 53.7)
Prego nas mãos, sua hora chegou (Mateus 26.45, Lucas 23.33)
Morreu numa cruz con mucho dolor (Lucas 23.46)
Con mucho dolor, con mucho dolor
Con mucho dolor, con mucho dolor…

Eu me alegro com os sofrimentos, as fraquezas, os insultos,
E as dificuldades pelos quais passo por causa de Cristo (II Cor 12.10)
Que a esperança que nós temos nos mantenha sempre alegres (Rom 12.12)
Nós sabemos que os sofrimentos dão lugar à paciência (Rom 5.3)

---------------------------------------------
Aqui está a letra original:

Deus não rejeita oração, oração é alimento
Nunca vi um justo sem resposta, ou ficar no sofrimento
Basta somente esperar o que Deus irá fazer
Quando Ele estende suas mãos é a hora de vencer

Então louve, simplesmente louve
Tá chorando louve, precisando louve
Tá sofrendo louve, não importa louve
Seu louvor invade o céu

Deus vai na frente abrindo caminho
Quebrando as correntes, tirando os espinhos
Ordena aos anjos pra contigo lutar
Ele abre as portas pra ninguém mais fechar

Ele trabalha pra o que nele confia
Caminha contigo de noite ou de dia
Erga suas mãos sua bênção chegou
Comece a cantar com muito louvor
Com muito louvor, com muito louvor
Com muito louvor, com muito louvor...

A gente precisa entender, o que Deus está falando
Quando Ele fica em silêncio, é porque está trabalhando
Basta somente esperar o que Deus irá fazer
Quando Ele estende suas mãos é a hora de vencer

Saturday, January 26, 2008

"Bispa" Sônia da Renascer cumpre pena em regime fechado


Foto da 'bispa' Sônia Hernandes da igreja Renascer, logo após se apresentar à polícia na Flórida, EUA, para ser presa. Leia a matéria no jornal O Globo. É essa a imagem do crente vencedor? É essa a imagem da prosperidade?
"Eu sei o que vocês têm feito. Sei que trabalharam muito e agüentaram o sofrimento com paciência. Sei que vocês não podem suportar pessoas más e sei que puseram à prova os que dizem que são apóstolos, mas não são, e assim vocês descobriram que eles são mentirosos."
- Apocalipse 2.2

Monday, January 21, 2008

IE versus Firefox

This is not some image I copied from the Internet. This is my computer. Here you can see Windows Internet Explorer crashing (lovely) and Firefox running. It happened so frequently I now rarely use IE...

Saturday, January 19, 2008

O que a igreja emer-gente não é

Vou atualizando o wiki sobre a conversa e igreja emer-gente lá em http://emergente.pbwiki.com/ . Estou trabalhando nas perguntas mais freqüentes sobre a igreja emergente. Confiram lá no wiki daqui há pouco! Resolvi começar com o que a igreja emergente não é.

A igreja emergente não é um modismo
A igreja emergente não é um estilo de culto moderno
A igreja emergente não é um movimento para alcançar os jovens
A igreja emergente não é mais um novo programa para sua igreja
A igreja emergente não é igreja em células versão 2.0
A igreja emergente não é a Igreja Com Propósitos
A igreja emergente não é a última invenção dos americanos
A igreja emergente não é um movimento cujo líder é Brian McLaren
A igreja emergente não é três amigos tomando cerveja num boteco
A igreja emergente não é grupo de cristãos que acreditam que verdade absoluta não existe
A igreja emergente não é uma igreja anti-igreja
A igreja emergente não é um movimento ecumênico

Wednesday, January 16, 2008

Arquitetura do templo

É interessante como a arquitetura do templo expressa a teologia da igreja. Estou lendo um livro chamado The Shaping of Things to Come: Innovation and Mission for the 21 Century Church, de Michael Frost e Alan Hirsch. É muito bom, recomendo. Não é sobre arquitetura, mas li uns parágrafos sobre arquitetura. Também estava ouvindo um podcast muito bom sobre a igreja emergente do Emergent Village , onde Tony Jones fez um comentário sobre bancos na igreja.
A idéia básica é a seguinte: a maioria dos nossos templos tem bancos onde uma pessoa fica olhando pra nuca da outra. Esta disposição exalta o pregador. A figura do pregador (profissional) em si já vai contra o sacerdócio universal, na prática. A disposição dos bancos poda o diálogo. Isto mostra como na nossa teologia estamos interessados em convencer e empurrar idéias goela abaixo das pessoas, sem interagir, conhecer as histórias das pessoas, ou se envolver com a vida das pessoas (bem diferente do que Jesus fez). Foi interessante ouvir Tony Jones descrevendo sua igreja, o Solomon's Porch. Promovendo a participação de todos, e o sacerdócio universal, eles não têm microfones. Outra coisa: eles falam de costumes sociais e dos móveis dentro do templo. Por exemplo, o banco condiciona a pessoa a vir, sentar e ficar quieta ouvindo. Os sofás estimulam as pessoas a virem, se sentirem num ambiente amigável, e a 'se abrir'.
Veja trechos que mostram a arquitetura do ambiente aqui, neste vídeo do Youtube.

abraços,
K-fé

Friday, January 11, 2008

Louvor Brasil: novas linguagem e semântica

Numa promoção escancarada, resolvi pôr aqui algumas pérolas do sítio Louvor Brasil. O sítio busca uma nova linguagem para expressar idéias sobre D.e.u.s. e igreja. Aos que estiverem lendo, me ajudem a divulgar! Isto pode ser feito de várias formas. Junte 3 amigos e cante as cantigas. Ou mande um email para seus amigos. Por este veículo aqui ser um blógue não vou evidentemente pôr tudo aqui. Isto quer dizer que o sítio tem muito mais! Explore e visite o sítio de vez em sempre! Vamos então ao que interessa. (basta clicar nos links azuis, tchê, pra abrir uma janelinha)

Já Refulge a Glória Eterna ao som da Asa Branca.

Roda Roda (cantar com "Roda Viva") fala sobre como ser crente pode prender a pessoa a uma subcultura-de-igreja, podando experiências de vida preciosas. Será que Jesus falou mesmo que queria que vivêssemos uma vida em abundância? Da igreja pro trabalho do trabalho pra igreja?

Silas fala sobre super pastores com super planos para um ministério super megalomaníaco. Tudo, claro para a glória do pastor. Ô Silas! Cuidado, esta está na ala das músicas bomba(cha)s.

Você não sente que o evangeliquês às vezes gasta o sentido das palavras? Talvez seja porque as igrejas podam as vidas dos crentes (ah, este mundo tenebroso!). Entonces a linguagem de-dentro-de-igrejas fica desvinculada de coisas concretas. Ontem vi um Marciano (com a melodia de "Nosso Deus é Soberano") consegue ser mais abstrato que a dialética da razão objetiva e metafísica junto com a teoria das categorias.

Crente está sempre sorrindo, né? Tropeça aqui, cai acolá, mas logo levanta. Poliana! Tudo azul! Sim, "eu canto noite e dia dia e noite sem parar". Trá lá lá lá lá. Vou pro céu, blá blá blá. Olha lá, crentes, que a pinga é uma grande concorrente. A pinga-mística é a água benta da alma. A pinga existe de verdade e é a fonte de muita alegria! A Caninha 7 Campos Nossa Força É . A Pinga com Limão jamais me faltará! Aleluia! Vamos celebrar!

Profetadas a torto e a direito. Revelações surpreendentes. É um número importante no circo evangélico. A profetisa descreve essa figura.

Profetisa diz que tem
A revelação divina!
É mentira da mulher
Não lê Bíblia e alucina!

Rá, rá, ra!
Ró, ró, ró!
Não lê Bíblia e alucina!

(leia o resto aqui)

Buenas, tchê, fico por aqui. Várias outras músicas estão lá no sítio. Façam uma visita: http://louvorbrasil.pbwiki.com
E não esqueçam de tocar as músicas na rodinha de amigos (caso façam isso me mandem um email pra dizer como foi!)

Monday, January 07, 2008

Manga-axé 4959

Esta é a manga que apareceu aqui no Canadá. Estive com meu primo no ano novo em Toronto e tirei a foto dessa manga-axé. Com muito axé. "Axo" que é um axé profético numa manga profética. Quem ingeriu-a recebeu muito axé. O axé do Senhor pra vocês nesse ano novo, amigos e amigas!

Saturday, January 05, 2008

O Sermão

Trecho do livro "The Shaping of Things to Come: Innovation and Mission for the 21st-Century Church", por Michael Frost e Alan Hirsh.
Depois de resumir a teoria de McCluhan e comentar a frase "O meio é a mensagem", os autores comentam várias "ferramentas" do período da cristandade.

Página 151
"
[...] Peguemos a teoria de McCluhan e apliquemo-na às ferramentas que têm sido usadas pela igreja da era da cristandade para fazer missões.

O Sermão
Convenhamos! A indústria do entretenimento - o filme em particular - mudou a educação e a comunicação tradicionais de formas profundas, e a igreja deveria ter se apercebido. Se pensarmos nos filmes de Hollywood só como contagem de histórias (e são só isso), deixamos de ver o efeito recíproco: os filmes nos formam! Aplicando a frase de McCluhan, as pessoas terceirizaram suas imaginações para Hollywood. Os filmes mudaram expectativas a respeito de como nós recebemos comunicação. Com o americano comum assistindo a cerca de cem filmes por ano, sem contar programas de TV, musicais da MTV e a Internet, pregadores se vêem forçados a competir com orçamentos multimilionários de filmes nos seus esforços para fazer entender suas mensagens. Infelizmente, na comunicação do evangelho até agora, temos geralmente contado com apenas uma ferramenta: o sermão monólogo. Será que as futuras gerações serão tão super-estimuladas (tem alguma dúvida de que as pessoas pós-modernas hoje são extremamente estimuladas?) que elas não serão mais capazes de assimilar um monólogo de 30 minutos da mesma forma que seus pais e avós faziam?
Agora um pregador tem que fazer coisas incríveis para conseguir até mesmo chamar a atenção das pessoas, quanto mais comunicar de verdade. A geração viciada em filmes espraia-se na hiper-realidade, na linguagem teórica da cultura pós-moderna, e isso é de se levar a muito sério. Como resultado desse apetite pela hiper-realidade, a era do sermão monólogo que pode ter um impacto está chegando a um fim abrupto e triste. Podemos nos perguntar se Billy Graham será o último dos grandes pregadores de comunicação em massa. Não estamos anunciando o fim da palavra falada para comunicar, mas pregadores terão que rever seriamente como falam se quiserem ser ouvidos. Exceto para os pregadores que são comunicadores excelentes (e eles têm que ser muito bons), sermões têm pouco ou nenhum impacto. + E não esqueçamos que pregação da forma com que concebemos é apenas uma ferramenta e uma ferramenta um tanto abusada, a qual vem mais do amor da cristandade à arte filosófica da retórica do que da Bíblia. Além do mais, ela vicia a congregação no comunicador. (Por acaso, tem uma outra parte da teoria de
McCluhan: tecnologia vicia! Ele usa a palavra "narcótica". Tente passar um tempo sem seu computador) Tente imaginar uma igreja sem um pastor treinado. Nós moldamos nossas ferramentas e elas então nos moldam. Nós inventamos o sermão (na verdade nós pegamos a técnica emprestada dos filósofos Gregos e Romanos), e então ele nos reinventou. Nós nos tornamos completamente dependentes dele! Se você é um pastor no coração evangélico dos Estados Unidos, veja o que acontecerá se você decidir não pregar na igreja no próximo Domingo.

====
+ Para testar a validade dessa afirmativa, tente lembrar do sermão da semana passada. Depois, o da semana anterior. Se você ainda não está com dificuldade, tente um de três semanas atrás. Acho que deu para entender o que queremos dizer. Pesquisas feitas nos Estados Unidos e Austrália fizeram a seguinte pergunta aos entrevistados: "Quais são as principais razões pelas quais você vai à igreja?" Geralmente "comunidade" ficou em primeiro lugar, e pregação esteve consistentemente bem no final da lista. Devemos levar isto a sério! Caso contrário, estaremos vivendo num falso paraíso. E em vários casos não é nem paraíso. Em termos missionários na Austrália, pelo menos, não-crentes não estão vindo às nossas igrejas nunca precisamente por causa do fator entediante. O rei da pregação está nu. Sugerimos que você tente o diálogo ao invés - certamente as coisas vão melhor com as culturas globais emergentes e pós-modernas quando as pessoas são envolvidas e isso adiciona às suas experiências.


"

Moen shower faucet: broken for the 3rd time

These are photographs of my broken shower tap here at home by Moen. It was the 3rd model to break in 5 years. The parts are not carried anymore by Moen. Staff at Moen had pity on me and sent me the parts by mail the previous 2 times. I don't know what the designer was thinking when he/she created the part. The rounded shape of the inside provides bad traction to the tap. It always broke the same way. And the rounded shape of the faucet provided a bad grip to close the water it also. It's one of the worst product designs I've seen.





If I were to create a shower tap, I would try to provide the easiest grip possible. I would create something like this:

Thursday, December 27, 2007

Christian categories

A footnote from "Exclusion and Embrace: A Theological Exploration of Identity, Otherness, and Reconciliation", Miroslav Volf.

The metaphor of the door is helpful insofar as it implies a necessary demarcation, but it is also misleading insofar it suggests a sharp and static boundary. In analyzing the category "Christian", missiologist Paul Hiebert suggests that we make use of the mathematical categories of "bounded", "fuzzy" and "centered sets". Bounded sets function on the principle "either/or": an apple is either an apple or it is not; it cannot be partly apple and partly a pear. Fuzzy sets, on the other hand, have no sharp boundaries; things are fluid with no stable point of reference and with various degrees of inclusion - as when a mountain merges into the plains. A centered set is defined by a center and the relationship of things to that center, by a movement toward it or away from it. The category of "Christian", Hiebert suggests, should be understood as a centered set. A demarcation line exists, but the focus is not on "maintaining the boundary" but "on reaffirming the center"
Bibliography:
Hiebert, Paul G. "The Category 'Christian' in the Mission Task." International Review of Mission 72 (July 1983): 421-27.

Saturday, December 15, 2007

Púlpito ou Picadeiro?


De
http://thiagomendanha.blogspot.com/


E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado... Efésios 4:11,12 – NVI (Nova Versão Internacional)


E ele contratou alguns para superastros-ídolos, outros para cantores-popstars, outros para marketeiros-paparazzi, e outros para showman e ilusionistas, com o fim de entreter os pagantes para o show business, para que o Mercado de Cristo seja fomentado... Efésios 4:11,12 – NVA (Nova Versão Apostólica)

Thursday, December 13, 2007

Bezerra da Silva - Quando O Morcego Doar Sangue

Para tirar meu Brasil dessa baderna
Para tirar meu Brasil dessa baderna

Só quando o morcego doar sangue
E o saci cruzar as pernas
Só quando o morcego doar sangue
E o saci cruzar as pernas
Toda nossa esperança é somente lembrança do passado
A alta cúpula vive contagiada pelo micróbio da corrupção
O povo nunca tem razão, estando bom ou ruim o clima
Somente quem está por cima é a tal dívida externa

E o malandro que faz aquele empréstimo
E leva os vinte por cento dela para tirar!

Já não há alegria de noite e de dia a tristeza não pára
A vida custando os olhos da cara
E não temos dinheiro para comprar
Quem governa o país é muito feliz, não se preocupa
Tem tudo de graça, não esquenta a cuca
E o custo de vida só sabe aumentar

Antigamente governavam decente, sem sacrilégio
Hoje são indecentes, cheios de privilégio
É só caô caô pra cima do povo
Promessa de um Brasil novo
E uma política moderna
Mas só quando o morcego doar sangue

Tuesday, December 11, 2007

Lounge Night - Ottawa Baptist Association - Youth


Ontem teve aqui o Lounge Night, promovido pelos Jovens da Associação de Igrejas Batistas de Ottawa. Foi muito bom. A líder de jovens da igreja organizou. Alugamos um lounge (tipo um bar). Um DJ da rádio cristã veio pôr músicas e ser o MC. Tivemos um mini-concurso de bandas locais. A banda vencedora ganhou uma música a ser produzida em estúdio. E outros músicos se apresentaram.
O bar fica no setor de badalação da cidade, do lado do centro (no Market).
Gostei muito do ambiente. Era pequeno, tinha dois andares. Tinha luz fraca, outras luzes coloridas e um globo espelhado no teto. A banda ganhadora era de uma escola (a maioria dos integrantes eram não-crentes. Conversei com alguns pais dos integrantes.). Da nossa igreja (nossa igreja é bem pequena, tem uns 30 membros) foram vários jovens. Dois participaram do concurso. O Nilton matou a pau com o seu rap. Ele tem gravado em Montreal. Ele me disse que a escola dele (pública) tem um estúdio. Ele pode usar o quanto quiser de graça (coisas de Canadá...). Depois de gravar na escola ele leva as gravações pra Montreal pra ficar mais
profissional. O pessoal da rádio gostou tanto que vai pôr uns raps dele no ar.
O pessoal dançou muito ao som de hip-hop e dance. Dá pra ver que não somos Batistas americanos... Quem sabe da próxima vez não abrimos o bar com umas caninhas?
Foi um lugar neutro onde crentes e não-crentes podem se encontrar, se
divertir e interagir. Foram muitos jovens que eu conheço (amigo do amigo) que não poriam o pé numa igreja. Fica a idéia.

Sunday, December 09, 2007

On RFID software

There are customers and integrators that underestimate or do not appreciate the complexities of the problems involved in delivering an RFID solution. Software for RFID is something that is currently not well documented. The knowledge is not readily accessible to developers. At this post, let us consider some aspects of software for RFID.
1 - The customer often needs enterprise software for RFID. That means a solution that focuses on the business problems (and practical problems!). More often than not RFID will be just one piece of the solution. One important piece, and one piece that requires integration. But one piece among others likely. For instance, integration between the new system and ERPs or WMSs may be required. A good integrator will approach the problem aiming at a solution.
2- This is a corollary of the point above: RFID is not just about hardware. Many people spend lots of time thinking about the physics of RFID and forget (deliberately at times) about software. Good read rates is only part of the problem. (A non-problem really for software!) Middleware is a commodity now, so think of RFID hardware as any other hardware (printers, memory, hard disks, keyboard), and begin to work on how your software will address the business problems. Forget about read rates. Leave that with the hardware providers.
3- Think about the network. More specifically, the 'cloud' and the 'edge'. More generally, RFID requires software to be distributed because tagged objects are moving! Since objects go from A to B, your software needs to be in A and B. Now thinking about common roles and scenarios where RFID is deployed into, there's the 'cloud' and there's the 'edge' more often than not. RFID software in the 'cloud' is generally for managers and IT, whereas at the 'edge' is for 'warehouse workers'. This has many implications. The first direct implication is that the software gets to be partitioned: part lives at the cloud and part at the edge. While there's room for debate over what feature should live where, some restrictions apply. There's a network penalty for the edges to access the cloud. Ideally actions that require fast response or local data (data that applies to this instance of the edge) should be accessible from the edge. For instance, gadgets at the warehouse should be controlled by software at the edge and not the cloud. Reports (which require often consolidated data from all edges) are recommended to live in the cloud. Most middleware provide control for readers in a central location, so that's not a problem. Depending on the size of the deployment, you will want to think about the replication of two elements: data and rules. Depending on the location of the ERP and WMS systems you'll have data integration in the cloud. This data, however, is likely to be used at the edge. In the second case, depending on the size of deployment again, you'll want to update business rules (or new versions of software) only at the cloud and have them to migrate to the appropriate instance of the edge.
4- Time is important in RFID implementations. To begin with there are three agents that produce 'events' (there's a word that is abused): readers, software and humans. Tag reads happen and software has no control over when they happen (that is, they happen asynchronously. Well, there are synchronous tag reads. For example, tag reads triggered by handhelds are synchronous). Processes generally have two variants: those with beginning and end, and those which are 'continuous'. You may have a human beginning and ending a process, and you may have to coordinate or fit in tag reads within the (logical) process. Most software implementations will just ignore this and code everything inside the business components. And most middleware won't model the problem. (By the way, this has nothing to do with EPC-IS... initially). The best thing you can do is to think about timing issues and think about how to model processes generically. Besides the problem of coordinating time between tag reads and processes, there's always the UI. Yes, you'll have to take into account when tag reads occur and when and how to show them in the UI. With all this, try to design the software properly... (boa sorte, meu fio.)
5- Think about location and processes. Have your terms well-defined. When thinking about processes, the two variants above may convey different meaning. For instance, a tag read in the ' continuous' case may mean that the tag underwent the process (and is 'out' of the process). A tag read in a process with beginning and end may be held by the process until it's explicitly out of the process when it ends. This is specially true when there is a group of tag reads that 'enter' a process and depend on humans to exit the process. That is, it is as if tag reads are temporarily held at the process. From a business point of view the tag reads only occurred after the tags exited the process. Define a precise vocabulary with the business peers, setting what 'location' and 'process' mean.
6- Association is important. More often than not, RFID tags are attached to something. The business is usually interested in this something and not the tag itself! So think about tag associations. (One sample question to the customer: 'Are objects always associated to the same tag forever?')
7 - Think about when to use handhelds and when to use fixed readers. The primary business decision relates to labour and hardware costs. However, think about the differences for software. Mobile software is a subject that is vastly documented and explored, so there's no need for me to write too much about it. Software on handhelds must take into account network constraints (on-off connectivity, operating disconnected if needed, network latency, control of software version, manageability of software updates, etc), synchronization challenges (collecting or changing data offline), limited displays and resolutions (which requires a whole rethinking of the UI and usability), etc. Also, bear in mind that most middleware to-date are for non-mobile platforms (stay tunned, however...). You may be required to develop with proprietary APIs for handhelds. If you'll use a browser in the handhelds, be mindful of differences in JavaScript support among browser versions and so on.
8 - Think about tag encoding. Yes, tag encoding is the kind of thing that everybody knows that exists, is well documented and so on. When it's time to develop you'll find all sorts of practical problems on how to represent tag numbers. Is it binary, decimal, hexadecimal, hexadecimal string, ASCII of the binary, LSB or MSB and so on! Then add the EPC encodings and variants and there you go: if you don't plan it well, when tag numbers flow from one place to the other there's room for problems. It may be from database to business components, or from UI to business component, or from exchange between different internal modules, or with external software. Think about your encodings in detail, and of any transformation the encodings may undergo.
9 - Don't write to the tag what you can write in the database. A few people look for writable tags and rank tags according to the space available in user memory. Avoid writting structured information to tags. I would argue: avoid writting to tags if at all possible. Begin by thinking about the business problem you are trying to solve. Then think well about the software design. Seek advice from your friends on the software design. Criticize it and so on. Only after check if you need to write to the tag. The argument for not writting structured data to the tag is scalability. What if the structure changes and you have thousands of tags deployed? Will you recall and reencode all of them? Will you do so at once or live with mixed data structures? It would become a mess. If all the business requirements need is identification of goods/objects /entities don't complicate the software. Go with just reading the tag identification.
10 - EPC-IS é um bicho de 7 cabeças complexo e distante. É como Exú Caveira: todos dizem que existe mas eu nunca vi. Um dia eu vou aprender o aperto de mão secreto e vou entender pra que server EPC-IS. De acordo com os búzios, EPC-IS é um negócio complicado e misterioso que se aplica a troca de dados entre múltiplas empresas. Só os iniciados é que entendem e podem aplicá-lo. Mas pra que sofrer desnecessariamente? Como um bom brasileiro, pense no problema que seu negócio tem e vejas as ferramentas e alternativas disponíveis. Dê um jeitinho brasileiro.

That's all for today, folks.

Happy RFID deployment!

Monday, November 19, 2007

Cultivate Gathering, Hamilton, ON

The Cultivate Gathering happened last Saturday in Hamilton, Ontario. As they put it "Cultivate Gathering is a learning party." There we talked about many topics related to church in Canada, including creativity, theology and (practical) ecclesiology. As they put it, "Cultivate Gathering is for anyone who is interested in church planting or creating mission shaped churches".
I met Joe, who is workin on the "One size fits all?" documentary about new forms of churches in Canada. Check it out: http://www.thinkerlabs.ca/documentary/ . I liked his creativity and artistic expression. The other two women speakers were very good too.
The 'theology' segment was good. The best speaker was David Fitch, author of "The Great Giveaway: Reclaiming the Mission of the Church from Big Business, Parachurch Organizations, Psychotherapy, Consumer Capitalism, and Other Modern Maladies". Tim Bailey from Wortley church (London, ON) also spoke (I didn't understand anything he said. Interestingly enough, Wortley's podcasts seem to be somewhat more interesting to me).
The discussions in the pods on 'us versus them' was quite interesting. I was happy to hear David Fitch's comments. And I was also happy to hear Pernell Goodyear from the FRWY in this discussion. I was encouraged by his example, humility and disposition to work.
The last segment had a 'multicultural' spin. Lots of mumbo jumbo... but good intentions.

Negative download transfer rates

Wow! My transfer rate when downloading the .NET Framework 3.5 beta 2 reached -940314704 KB/sec! Was the download was so slow that it turned into an upload?



Wait a minute, all of a sudden my download got superfast. More precisely, 1044392007 KB/sec. It's likely my download transformed into some sort of upload, not only because the previous transfer rate was negative, but also because the blue progress bar proceeded backwards. That is, after a while I had less content downloaded... Go figure.

Thursday, November 15, 2007

Zune software: @!@#!@%#











Where are my playlists???!!! Gone! They are gone. Zune software just deleted all my playlists. I had everything organized and it is gone with the latest upgrade. No wonder people are afraid of computers. Wait a minute! They are back! Microsoft, don't scare me like that! Or are they back? I was scared for a minute. The playlists are back! Hurray! But wait a minute again! They are empty! My playlists are empty! No wonder people don't understand the computers. How can they trust them if the software they get behaves like that?

Saturday, November 10, 2007

Wiki emer-gente

Criei um site wiki com recursos sobre a conversa emergente. Depois confira:

http://emergente.pbwiki.com/

Aceito sugestões e comentários.

Um abraço

Saturday, October 27, 2007

Film: Slavery: A Global Investigation

TrueVision Productions Oct. 2000 for Channel 4 (winner of the 2001 Peabody Award for Documentary)


Directors:Kate Blewett and Brian Woods



Bitter Chocolate

Bitter Chocolate: Investigating the Dark Side of the World's Most Seductive Sweet
by Carol Off

This book is very good. The stories are very interesting. The dark side of chocolate is unfortunately unjust and very sad.

----

Este livro é muito bom. As histórias são muito interessantes. O lado obscuro do chocolate é lamentavelmente injusto e muito triste.







  • Publisher: Vintage Canada (Sep 25 2007) - prior to that Random House Canada (Oct 10 2006)
  • ISBN-10: 0679313206
  • ISBN-13: 978-0679313205

Sunday, October 14, 2007

chat sobre igreja emer-gente

Pecadores e santos,
A idéia do chat é conversar ao vivo sobre a igreja emergente no contexto brasileiro.
Para participar adicione o usuário u9x3n_15so (arroba) hotmail.com ao seu MSN (ou Windows Live Messenger).

Sexta-feira, 26 de Outubro, 2007
23:00, horário de Brasília.

Aquele abraço,
Gustavo

Friday, October 12, 2007

Fotos

Aí estão algumas fotos ('show' feito com Flickr, Yahoo Pipes e SplashCast)


Wednesday, October 03, 2007

Brian McLaren's Symposium in Ottawa, Canada (part 2 of 2)

In the second day, Brian McLaren went on to make more direct comments about what church and Kingdom have to do with the historical changes he mentioned the day before. He went on to give examples as to how Christians may 'cross boundaries' in acceptance and even embrace of other practices. He showed 4 quadrants with Evangelical / Liturgical / Social / Charismatic labels, hinting that one person may embrace practices from all quadrants. Brian suggested that the church needs to conceive their gatherings as a means for stimulating 'exercises' among believers so as to enable them to do God's will in today's world. These 'exercises' are 'practices' and rituals that may be performed during the gatherings and throughout the daily activities of the person. He mentioned 1. Inconvenience (from what I understood, he meant 'pushing people to the limit, beyond their comfort zones), 2. Association (If I remember it he meant helping people create associations with other people. I can't quite remember, but I don't think he meant here to use associations as icons that link ideas in the worship.) 3. Speed (I can't remember what he meant by that), 4. Hospitality, 5. Public prayer, and 6. Attentiveness.
I had the opportunity of asking a few more questions the second day. The first question began quoting Jesus when he said "My kingdom is not of this world." (John 18:36) to Pilate. The question was pretty much "Is it the message of the gospel delivered in its entirety if I go on doing 'only' good social acts? " Brian went on to explain how Jesus meant that his kingdom did not agree with the worldviews and values of the Romans. When trying to address more directly the question, Brian (quickly) said that he makes no distinction between the 'spiritual' component of the message and its 'social' component.
The second question related to "us versus them". That is, the apparent distinction in the Bible between believers and non-believers. I and my friend could not understand Brian's answer. He kind of hinted that ecumenism is beautiful, but that was it.
I didn't have to ask question 4. It was apparent by his comments that Brian MacLaren sees that a place to worship on a regular basis is important (perhaps not 'important' but necessary?)
Brian's view on eccumenism goes more or less like this: if he can bring anyone closer to Jesus that's a good thing. I agree with that. I know I may be labeled as a dualist, but my problem is that I still see Jesus as 'the only way'. And no matter how metaphorically or phylosophically the person may interpret 'Jesus' and 'only way', there's still some notion of exclusiveness and distinction. Dialog is good, respect for the other is good, learning from the other is good, networking with the other is good, not imposing my ideas on the other is good, helping and loving the other is good. But you see, it's still the other. I appreciate where Brian is coming from: he's in a country full of bad Fundamentalists. We are in an age that many people say bad things about other people's theology. The other side of the coin is that people are even reluctant at times to identify differences. I think his view on ecumenism still compromises the gospel a great deal. I may change my position in the future... But no problemo, many of his ideas are great.
Brian MacLaren at one point (after commenting about the modern ideas) drew a diagram of the modern worldview of the individual in relation to the church and 'the universe'. It was a diagram where the self was the centre. He then presented an alternative, where the 'universe' is just there, and 'things flow' from the individual to church/world/universe. He went on to comment on how people really look at their needs first very often. One example is people that say 'I had to leave church (fill the blanks here), because I wasn't being fed there". It's so true, and a really sad reality.
Gustavo's first insight: it is ok to be a Baptist and morph that way. Even though I don't quite agree on his view on ecumenism, I appreciate Brian's respect for 'the other'. Brian even complimented good things in the seeker movement twice (with disclaimers, of course). So, inheriting the Scriptural zeal can be a very good thing, but Gustavo thinks Baptists still have a long way to go.
Gustavo's second insight: associate and network with fellow Baptists (BCOQ from Toronto more specifically). Support and identify new local leadership that will carry forward new ideas and initiatives.
Kind regards ! / Aquele abraço !

Gustavo Frederico