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Monday, January 04, 2010

Motivação para Teologia da Libertação

"Certo dia, em plena seca do Nordeste brasileiro, uma das regiões mais famélicas do mundo, encontrei um bispo trêmulo, entrando casa adentro, "Sr. bispo, o que aconteceu?" E ele, afrando, respondeu que presenciara algo terrível. Encontrou uma senhora com três crianças com mais uma ao colo na frente da Catedral. Viu que estavam desmaiando de fome. A criança ao colo parecia morta. Ele disse: "Mulher, dê de mamar à criança!" "Não posso, senhor bispo!", respondeu ela. O bispo voltou a insister várias vezes. E ela sempre respondia: "Sr. bispo, não posso!" Por fim, por causa da insistência do bispo, ela abriu o seio. E estava sangrando. A criancinha atirou-se com violência ao seio. E sugava sangue. A mãe que gerou esta vida, a alimentava, como um pelicano, com sua própria vida, com seu sangue. O bispo ajoelhou-se diante da mulher. Colocou a mão sobre a cabecinha da criança. Aí mesmo fez uma promessa a Deus: enquanto perdurar a situação de miséria, alimentarei, pelo menos, uma criança com fome, por dia."

Trecho do livro "Como Fazer Teologia da Libertação" de L. Boff e C. Boff.
Editora Vozes. ISBN 978-85-326-0542-9.

Eu, K-fé, estava pensando qual seria a motivação para se fazer teologia da libertação. Lembrei-me desse e de outros exemplos do livro. A vil miséria e as injustiças sociais no Brasil - e em três quartos do mundo - seriam motivações. Quando pensamos em "ame ao seu próximo" rapidamente passamos à aplicação social do mandamento. Ao meu ver, o escopo das práxis de teologias brasileiras teriam no mínimo o mesmo da Teologia da Libertação.

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