Esse é um trecho do livro "In Harm's Way: A History of Christian
Peacemaker Teams" por Kathleen Kern. É uma passagem do capítulo sobre o trabalho da CPT em Gaza.
(Enquanto três capítulos do livro relatam a história de projetos mais de longo prazo do grupo em outras regiões da Palestina, o útlimo capítulo do livro relata o breve projeto em campos de refugiados na Faixa de Gaza. O trecho abaixo é do último capítulo)
Certa vez, Cliff Kindy estava pernoitando na casa de uma família no acampamento de Rafah que havia perdido um filho três dias antes quando ele bloqueou um veículo militar israelita que perseguia um homem. Sendo baleado oito vezes, o filho foi levado ao hospital Khan Younis, mas soldados cercaram o prédio, negando a entrada a médicos que tentaram tratá-lo. Ele morreu no dia seguinte. Três vezes o governador militar israelita da área foi à casa da família dizendo à mãe "continue vestindo suas roupas de luto: nós vamos matar seu outro filho também."
Na noite antes do funeral, soldados destruíram o encanamento da casa da família, acabaram com os móveis indo de quarto em quarto e fizeram furos à bala no teto com disparos. Um soldado fincou seu calcanhar sobre a mão de um bebê de um ano de idade que dormia.
(Página 501)
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Thursday, July 17, 2014
Tuesday, July 01, 2014
CPT na Colômbia
Esse é um trecho do livro "In Harm's Way: A History of Christian
Peacemaker Teams" por Kathleen Kern. É uma passagem do capítulo sobre o trabalho da CPT na Colômbia.
"A equipe equilibrou essas conversas cautelosamente amigáveis e empáticas com desafios mais duros à violência paramilitar e ao tácito consentimento dos governos colombiano e estadonidense. Alguns desses testemunhos foram pontuais. Depois de ouvir dizer que a embaixadora estadonidense para a Colômbia estaria em Barrancabermeja, a equipe lavou a bandeira estadonidense - para protestar a "guerra suja" contra civis que os Estados Unidos estavam financiando - fora de um novo centro comunitário chamado "o centro de coexistência", que ela estava visitando. Quando souberam que paramilitares estavam assassinando homossexuais, moradores de rua e prostitutas em operações de "lavagem social", William Payne, Scott Kerr e Lisa Martens vestiram camisetas proclamando em Espanhol "Eu sou homossexual" em Barrancabermeja.
(páginas 380 e 381)
"A equipe equilibrou essas conversas cautelosamente amigáveis e empáticas com desafios mais duros à violência paramilitar e ao tácito consentimento dos governos colombiano e estadonidense. Alguns desses testemunhos foram pontuais. Depois de ouvir dizer que a embaixadora estadonidense para a Colômbia estaria em Barrancabermeja, a equipe lavou a bandeira estadonidense - para protestar a "guerra suja" contra civis que os Estados Unidos estavam financiando - fora de um novo centro comunitário chamado "o centro de coexistência", que ela estava visitando. Quando souberam que paramilitares estavam assassinando homossexuais, moradores de rua e prostitutas em operações de "lavagem social", William Payne, Scott Kerr e Lisa Martens vestiram camisetas proclamando em Espanhol "Eu sou homossexual" em Barrancabermeja.
(páginas 380 e 381)
Monday, May 26, 2014
Carta Aberta ao Público - Equipes Cristãs de Ação Pela Paz em Chiapas, México
Esse é um trecho do livro "In Harm's Way: A History of Christian Peacemaker Teams" por Kathleen Kern. O livro transcreve a carta aberta abaixo.
"
14 de Novembro de 2000
Carta Aberta ao Público
As Equipes Cristãs de Ação Pela Paz em Chiapas, que têm tido uma presença contínua no departamento de Chenalhó desde Junho de 1998, estão preocupadas com as novas e elevadas tensões nesta área nos últimos vários dias. Afirmamos que o objetivo público do governo Mexicano de desarmar paramilitares nesta região é muito correto e digno, e reconhecemos que o processo de desarmamento exigirá um trabalho longo e cuidadoso.
Ao mesmo tempo, sabemos, por estarmos presentes na situação, que tensões, ameaças e rumores estão crescendo e que grupos paramilitares nesta região estão em alerta. A atividade de rádio de paramilitares tem sido alta nos últimos dias, além de reuniões frequentes acontecendo em comunidades nesta área que são conhecidas por serem bastiões paramilitares.
Especialmente, novas ameaças surgiram contra La Sociedad Civil de Las Abejas, com referência particular aos seus acampamentos de desalojados em X'oyep e no acampamento recém estabelecido na área de Yibeljoj.
Frente a essa situação, membros do nosso grupo, Equipes Cristãs de Ação Pela Paz, estarão presentes nesses dois acampamentos começando em 13 de Novembro e durante os dias seguintes. Como pacifistas, nós recusamos o uso de armas para a resolução de conflitos. Como Cristãos, depositamos nossa fé no Espírito de Deus, que está presente em todos e todas nesta situação, o qual pode trazer coisas novas e inesperadas.
Continuamos a esperar e a orar pelo bem-estar de todos e todas envolvidos/as nessa situação complicada: soldados, civis paramilitares, e os milhares de pessoas deslocadas internamente.
Com esperança de paz com dignidade e justiça para todos e todas,
Equipes Cristãs de Ação Pela Paz em Chiapas
"
Thursday, May 15, 2014
"Things Fall Apart" - The Al-Aqsa Intifada - CPT - IV
This is another passage from the book "In Harm's Way: A History of Christian Peacemaker Teams".
"In later years of the Intifada, the U.S. boycott of the democratically elected Hamas government, which included desperately needed aid to pay salaries of teachers and medical personnel, aroused much bitterness among Palestinians. The boycott confirmed what they had suspected - that 'democracy' to the U.S. means that Palestinians should vote for the candidates the U.S. supported."
(Page 208)
"In later years of the Intifada, the U.S. boycott of the democratically elected Hamas government, which included desperately needed aid to pay salaries of teachers and medical personnel, aroused much bitterness among Palestinians. The boycott confirmed what they had suspected - that 'democracy' to the U.S. means that Palestinians should vote for the candidates the U.S. supported."
(Page 208)
"Things Fall Apart" - The Al-Aqsa Intifada - CPT - III
This is another passage from the book "In Harm's Way: A History of Christian Peacemaker Teams".
Issues Arising from West Bank Work
Culpability of the United States in the Israeli-Palestinian Conflict
The predominant grievance the Arab/Muslim world holds against the United States is its default and overt support of Israel. Although the U.S. State Department has given lip service to the principle that settlement expansion is detrimental to peace, the government has continued to send massive amounts of aid to Israel that have enabled it to continue building settlements and confiscating land.
Jeff Halper, the director of the Israeli Committee Against House Demolitions, has said that the U.S. Congress is the institution most responsible for keeping the Israeli occupation of the West Bank and Gaza in place. U.S. presidents and the U.S. State Department have understood that Israeli settlements are the primary obstacle to peace in the region. More than half of the Israeli electorate thinks that Israel should get out of the West Bank and Gaza. However, the political power of the right-wing partisans of Israel is enormous. Congressional representatives who have dared to criticize Israel for its abuses of human rights or ask that it abide by United Nations resolutions and pull out of the Occupied Territories have lost their seats due to the power of the Israeli lobby.
Hebron team members have watched the American participation in the 1995 Oslo II accords, the 1997 Hebron Protocol, the 1998 Wye River Memorandum, the 1999 Sharm el-Sheikh Memorandum, the 2000 Camp David II negotiations, the 2001 Taba talks and Mitchell Report, and the 2003 "Roadmap to Peace" proposed by the "Quartet" of the European Union, Russia, U.S., and United Nations. None of these negotiations really addressed Israel's determination to hold on to settlements in the West Bank.
Likewise, when Arabs see U.S.-built Apache and Blackhawk helicopters killing Palestinian civilians and U.S.-built Caterpillar bulldozers demolishing Palestinian homes, U.S. advocacy for "peace" negotiations rings hollow.
(Pages 206 and 207)
Issues Arising from West Bank Work
Culpability of the United States in the Israeli-Palestinian Conflict
The predominant grievance the Arab/Muslim world holds against the United States is its default and overt support of Israel. Although the U.S. State Department has given lip service to the principle that settlement expansion is detrimental to peace, the government has continued to send massive amounts of aid to Israel that have enabled it to continue building settlements and confiscating land.
Jeff Halper, the director of the Israeli Committee Against House Demolitions, has said that the U.S. Congress is the institution most responsible for keeping the Israeli occupation of the West Bank and Gaza in place. U.S. presidents and the U.S. State Department have understood that Israeli settlements are the primary obstacle to peace in the region. More than half of the Israeli electorate thinks that Israel should get out of the West Bank and Gaza. However, the political power of the right-wing partisans of Israel is enormous. Congressional representatives who have dared to criticize Israel for its abuses of human rights or ask that it abide by United Nations resolutions and pull out of the Occupied Territories have lost their seats due to the power of the Israeli lobby.
Hebron team members have watched the American participation in the 1995 Oslo II accords, the 1997 Hebron Protocol, the 1998 Wye River Memorandum, the 1999 Sharm el-Sheikh Memorandum, the 2000 Camp David II negotiations, the 2001 Taba talks and Mitchell Report, and the 2003 "Roadmap to Peace" proposed by the "Quartet" of the European Union, Russia, U.S., and United Nations. None of these negotiations really addressed Israel's determination to hold on to settlements in the West Bank.
Likewise, when Arabs see U.S.-built Apache and Blackhawk helicopters killing Palestinian civilians and U.S.-built Caterpillar bulldozers demolishing Palestinian homes, U.S. advocacy for "peace" negotiations rings hollow.
(Pages 206 and 207)
"Things Fall Apart" - The Al-Aqsa Intifada - CPT - II
This is another passage from the book "In Harm's Way: A History of Christian Peacemaker Teams".
"After Israel fenced in Wadi ghroos to confiscate the land in that valley, soldiers assaulted two sons of the Zalloum family, whose home CPTers tried unsuccessfully to save in 1996. Soldiers picked up the eight-year-old by his head, lifted him high up in the air, and slammed him to the ground. Then they knocked the six-year-old boy down and kicked him. Their father, Waheed Zalloum, complained to the police. When the police asked the soldier why he had done it, he said, according to Zalloum, 'They will grow up to be terrorists, so it's better if we kill them now, while they're small.'"
(Page 167).
keywords: Palestine, Israel, CPT
"After Israel fenced in Wadi ghroos to confiscate the land in that valley, soldiers assaulted two sons of the Zalloum family, whose home CPTers tried unsuccessfully to save in 1996. Soldiers picked up the eight-year-old by his head, lifted him high up in the air, and slammed him to the ground. Then they knocked the six-year-old boy down and kicked him. Their father, Waheed Zalloum, complained to the police. When the police asked the soldier why he had done it, he said, according to Zalloum, 'They will grow up to be terrorists, so it's better if we kill them now, while they're small.'"
(Page 167).
keywords: Palestine, Israel, CPT
Tuesday, March 11, 2014
"Things Fall Apart" - The Al-Aqsa Intifada - CPT
"On March 16, 2003, an Israeli military bulldozer crushed ISM [International Solidarity Movement] activist Rachel Corrie as she was trying to prevent it from demolishing a Palestinian home. Corrie, 23, from Olympia, Washington, had been part of an ISM team in Rafah (Gaza strip) for the previous two months. Israeli forces in Jenin shot American ISM volunteer Brian Avery in the face on April 5, 2003 - as he stood with other ISMers in front of an Armoured Personnel Carrier - for which he required several reconstructive surgeries. Five days later, Israeli soldiers shot British International Solidarity Movement volunteer Tom Hurndall in the head. Hurndall had been shepherding a group of Palestinian children out of a narrow passage where they had been playing when shooting started. Soldiers opened fire from a tank-mounted machine gun. Hurndall had just taken the hand of a little girl when the bullet hit him in the head. He remained comatose until his family disconnected him from life support in January 2004. Corrie, Avery, and Hurndall were all wearing fluorescent orange or red vests identifying them as human rights accompaniers when the Israeli military killed or injured them.
These attacks hit everyone who had worked on the [Christian Peacemaker Team] Hebron team hard. Corrie, Avery, and Hurndall had all participated in the trainings led by the Hebron team. Furthermore, many Hebron team members, as well as their Israeli, Palestinian, and International friends, had stood between bulldozers and their designated targets as part of their work.
An Urgent Action put out on April 12, 2003, quoted Le Anne Clausen as saying.
'It feels like open season on peace activists. It's been open season on Palestinians all along, now the lack of accountability in the Israeli military has reached a new level. For Palestinians, the threat of 'transfer' (ethnic cleansing) looms large; the Israeli attacks on human rights workers accompanying them seem to be part of a move by Sharon administration in this direction. If the internationals can be chased away, what will happen to the Palestinian civilians?'
Fragment from
"In Harm's Way: A History of Christian Peacemaker Teams" by Kathleen Kern.
Saturday, January 28, 2012
Equipes Cristãs de Ação pela Paz: Uma Caminhada de Libertação (trecho)
Trecho do livro "Widening the Circle: Experiments in Christian Discipleship".
Trecho do capítulo "Equipes Cristãs de Ação pela Paz: Uma Caminhada de Libertação" (Christian Peacemaker Teams: The Journey of Liberation)
Por Tim Nafziger
[...]
A Fundação das Equipes Cristãs de Ação pela Paz (CPT)
Em 1984, Ron Sider fez um discurso na Conferência Mundial Menonita em Strasbourg, na França. O discurso acabou simbolizando a fundação das Equipes Cristãs de Ação pela Paz (CPT). Sider expôs uma visão grandiosa de pacificadores às centenas de milhares descendo em zonas de conflito trazendo justiça aos oprimidos e paz a facções em guerra:
A menos que nós estejamos prontos a morrer aos milhares em novas tentativas dramáticas e fortes pela paz e justiça, nós devemos tristemente confessar que nós nunca realmente quisemos dizer o que dissemos, e que não devemos nunca sussurrar uma outra só palavra sobre pacifismo às nossas irmãs e aos nossos irmãos naquelas terras desesperadas cheias de injustiça.
Para a maioria dos Menonitas até então, alternativas para a guerra haviam sido na maioria das vezes colocadas em termos de serviço voluntário. Objetores de consciência durante a II Guerra Mundial e Vietnã gastaram seus tempos trabalhando em silêncio como serventes em hospitais ou como parte dos Civilian Conservation Corps em parques nacionais. A visão de Sider de adentrar ousadamente no palco mundial como protetores dos pobres e oprimidos foi animadora e profundamente atraente. Líderes de igreja Anabatistas pediram que a Seção de Paz do Comitê Central Menonita explorasse mais a ideia.
Frequentemente passavam-se desapercebidas histórias de ativistas pacifistas que estavam fazendo trabalho de acompanhamento em silêncio em áreas em conflito por décadas. Hedy Sawadsky - membro do comitê diretivo das CPT de 1986 a 2010 é um bom exemplo desse padrão.
Similarmente, Gene Stoltzfus e Dorothy Friesen trabalharam ao lado de Filipinos, desafiando o regime de Marcos. Marilen Abesamius, uma Filipina que trabalhou com Gene e Dorothy, disse "... A caminhada de Gene conosco durante aqueles momentos difíceis nos ajudou imensamente mas também ajudou-o a transformar sua parte do mundo, e no seu testemunho criativo pela paz global - reverberando assim como a vibração de uma borboleta - através do mundo."
Uma dessas reverberações foi a crianção do Synapses, fundada em 1981 por Gene e Dorothy, junto com Joan Gerig e Orlando Redekopp depois que voltaram do trabalho com o Comitê Central Menonita fora dos Estados Unidos. Synapses trabalhou para apoiar a luta pela paz e justiça nas Filipinas, América Central, e África do Sul. A co-diretora atual da CPT Carol Rose e a coordenadora de treinamento da CPT Kryss Chupp trabalharam com a Synapses no início dos anos 80.
Em 1983, Kryss e Gene faziam parte da delegação para Honduras e Nicarágua e viram em primeira-mão a devastação dos ataques dos Contras financiados pelo governo dos Estados Unidos. Os Contras eram grupos armados lutando para derrubar o governo Sandinista na Nicarágua. A delegação também testemunhou as mentiras que apoiaram a guerra. "Nós falávamos sobre como trabalhar com um governo que mente constantemente", disse Steve Wiebe-Johnson, que esteve na viagem. "Como a igreja responde?"
Mas entre as igrejas pacifistas históricas, o chamado baseado nos evangelhos a desafiar a opressão do governo dos Estados Unidos estava limitado a uma pequena minoria. Junto àqueles já nomeados acima, Bob Hull, Peter e Mary Sprunger-Froese [...], Al Zook, e Peter Ediger estavam ativamente desafiando o militarismo dos Estados Unidos de várias formas. Depois do discurso de Sider, esses ativistas, já compromissados em trabalhar por justiça e desafiando o império, se deram conta de que havia uma oportunidade de atrair um grupo maior. Essa visão de pacificação, eles concordavam, incluía táticas como ação direta não-violenta e advocacia política.
Em 1986, Gene ajudou a reunir líderes de igrejas pacifistas históricas, bem como ativistas, para falar sobre como que este movimento poderia ser. Como Gene posteriormente descreveu este encontro nas Torres Techny em Chicago, "Deus concedeu um espírito de unidade ao encontro de cem pessoas e enviamos um chamado para a formação da CPT". Dorothy e Hedy, nomeadas como membros-gerais ativistas do primeiro comitê organizador, trabalharam muito nas reuniões de planejamento para manter a CPT direcionada para a ação e engajamento com o mundo ao invés "da produção de literatura de paz". Em 1988, Gene foi nomeado diretor da nova organização.
[...]
Tradução de Gustavo K-fé Frederico
Trecho do capítulo "Equipes Cristãs de Ação pela Paz: Uma Caminhada de Libertação" (Christian Peacemaker Teams: The Journey of Liberation)
Por Tim Nafziger
[...]
A Fundação das Equipes Cristãs de Ação pela Paz (CPT)
Em 1984, Ron Sider fez um discurso na Conferência Mundial Menonita em Strasbourg, na França. O discurso acabou simbolizando a fundação das Equipes Cristãs de Ação pela Paz (CPT). Sider expôs uma visão grandiosa de pacificadores às centenas de milhares descendo em zonas de conflito trazendo justiça aos oprimidos e paz a facções em guerra:
A menos que nós estejamos prontos a morrer aos milhares em novas tentativas dramáticas e fortes pela paz e justiça, nós devemos tristemente confessar que nós nunca realmente quisemos dizer o que dissemos, e que não devemos nunca sussurrar uma outra só palavra sobre pacifismo às nossas irmãs e aos nossos irmãos naquelas terras desesperadas cheias de injustiça.
Para a maioria dos Menonitas até então, alternativas para a guerra haviam sido na maioria das vezes colocadas em termos de serviço voluntário. Objetores de consciência durante a II Guerra Mundial e Vietnã gastaram seus tempos trabalhando em silêncio como serventes em hospitais ou como parte dos Civilian Conservation Corps em parques nacionais. A visão de Sider de adentrar ousadamente no palco mundial como protetores dos pobres e oprimidos foi animadora e profundamente atraente. Líderes de igreja Anabatistas pediram que a Seção de Paz do Comitê Central Menonita explorasse mais a ideia.
Frequentemente passavam-se desapercebidas histórias de ativistas pacifistas que estavam fazendo trabalho de acompanhamento em silêncio em áreas em conflito por décadas. Hedy Sawadsky - membro do comitê diretivo das CPT de 1986 a 2010 é um bom exemplo desse padrão.
Similarmente, Gene Stoltzfus e Dorothy Friesen trabalharam ao lado de Filipinos, desafiando o regime de Marcos. Marilen Abesamius, uma Filipina que trabalhou com Gene e Dorothy, disse "... A caminhada de Gene conosco durante aqueles momentos difíceis nos ajudou imensamente mas também ajudou-o a transformar sua parte do mundo, e no seu testemunho criativo pela paz global - reverberando assim como a vibração de uma borboleta - através do mundo."
Uma dessas reverberações foi a crianção do Synapses, fundada em 1981 por Gene e Dorothy, junto com Joan Gerig e Orlando Redekopp depois que voltaram do trabalho com o Comitê Central Menonita fora dos Estados Unidos. Synapses trabalhou para apoiar a luta pela paz e justiça nas Filipinas, América Central, e África do Sul. A co-diretora atual da CPT Carol Rose e a coordenadora de treinamento da CPT Kryss Chupp trabalharam com a Synapses no início dos anos 80.
Em 1983, Kryss e Gene faziam parte da delegação para Honduras e Nicarágua e viram em primeira-mão a devastação dos ataques dos Contras financiados pelo governo dos Estados Unidos. Os Contras eram grupos armados lutando para derrubar o governo Sandinista na Nicarágua. A delegação também testemunhou as mentiras que apoiaram a guerra. "Nós falávamos sobre como trabalhar com um governo que mente constantemente", disse Steve Wiebe-Johnson, que esteve na viagem. "Como a igreja responde?"
Mas entre as igrejas pacifistas históricas, o chamado baseado nos evangelhos a desafiar a opressão do governo dos Estados Unidos estava limitado a uma pequena minoria. Junto àqueles já nomeados acima, Bob Hull, Peter e Mary Sprunger-Froese [...], Al Zook, e Peter Ediger estavam ativamente desafiando o militarismo dos Estados Unidos de várias formas. Depois do discurso de Sider, esses ativistas, já compromissados em trabalhar por justiça e desafiando o império, se deram conta de que havia uma oportunidade de atrair um grupo maior. Essa visão de pacificação, eles concordavam, incluía táticas como ação direta não-violenta e advocacia política.
Em 1986, Gene ajudou a reunir líderes de igrejas pacifistas históricas, bem como ativistas, para falar sobre como que este movimento poderia ser. Como Gene posteriormente descreveu este encontro nas Torres Techny em Chicago, "Deus concedeu um espírito de unidade ao encontro de cem pessoas e enviamos um chamado para a formação da CPT". Dorothy e Hedy, nomeadas como membros-gerais ativistas do primeiro comitê organizador, trabalharam muito nas reuniões de planejamento para manter a CPT direcionada para a ação e engajamento com o mundo ao invés "da produção de literatura de paz". Em 1988, Gene foi nomeado diretor da nova organização.
[...]
Tradução de Gustavo K-fé Frederico
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