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Wednesday, June 24, 2009
A Freeway - Hamilton, ON, Canadá
A Freeway
"[...] A história da nossa congregação aqui em Hamilton. Cinco anos atrás uns de nós vieram com a idéia de começar uma igreja que seria cheia de gente que não dava a mínima um pro outro. E esse foi o grande motivo porque começamos a Freeway. Para muitos de nós que estávamos na igreja nossa experiência era que as pessoas falavam muito bonitinho sobre Jesus e sua graça e seu amor e sua esperança. Mas no frigir dos ovos nós não conhecíamos ninguém. E pra alguns de nós a experiência era que se alguém não cria em tudo, assinava embaixo e conhecia o aperto de mão secreto, [essa pessoa] era deixada de lado e não podia fazer parte da igreja. Então alguns de nós - [...] isso realmente fez-nos querer criar um lugar, criar um espaço para criar uma comunidade onde as pessoas poderiam realmente caminhar de forma franca juntas independente de se parecerem ou pensarem da mesma maneira. E essa é uma grande parte da razão pela qual nós começamos essa aventura pequena chamada de Freeway. E num primeiro momento - na verdade nós conversamos um pouco [sobre isso] no nosso grupo aqui - sobre o fato de que nós estávamos começando uma congregação para uma denominação - o Exército da Salvação. E com isso veio um certo modelo, um certo conjunto de expectativas quanto a como a igreja se pareceria e como um início de congregação se pareceria. E nós não tínhamos na verdade muitas das mesmas expectativas. Então nos estágios iniciais nós estávamos trabalhando em um modelo que conhecíamos, o qual hoje eu diria que era como que hiper-contemorâneo. Então naquela altura nós pensávamos que iniciar uma igreja era mais ou menos assim: você [devia] chegar como um bando de estrelas de rock, chegava numa cidade e [...] negócio de teatro, criando [encontros de] cultos de alto estilo não-convencionais e muito treco de alta tecnologia como um concerto do U2. E aí você pasmaria e embasbacaria as pessoas com seu sorriso incrível e com sua habilidade impressionante de exumar as Escrituras de uma maneira que eles podem realmente mudar suas vidas.
O que nós descobrimos foi que nós éramos horríveis [com isso]. Nosso projetor vivia morrendo, eu sou um pregador de meia-tigela, e o sorriso da Melissa só dura um pouquinho. Então nos demos conta de que o que nós estávamos tentando fazer ainda não era nós mesmos. A trajetória legal da Freeway tem sido nos últimos 5 anos. Tem sido uma caminhada no sentido de descobrir como uma comunidade quem nós somos e para que existimos. E de tentar se desvencilhar de cascas velhas de coisas que pensávamos ser expectativas conosco que não eram de Jesus, mas de outros lugares: ou a cultura, ou a igreja ou de onde vinha o contra-cheque. Então nossa [história] tem sido uma de fracasso total e sucesso total ao mesmo tempo. No começo nossa forma de criar comunidade ou construir comunidade era pequenos grupos porque obviamente quando você quer construir comunidade você tem que começar um ministério de pequenos grupos. É isso que você faz. Então nós fizemos isso e nós também fomos terríveis nisso. E mesmo os pequenos grupos que nós fizemos que funcionaram bem ainda assim nunca se encaixaram muito bem. E ao longo do processo de passar por isso e tentar fazer [esse negócio de] programas nós nos demos conta de que o que nós realmente queríamos fazer era aprender a sermos amigos. Tava na cara da gente que nenhum de nós realmente sabia como ter relacionamentos profundos e orgânicos. Então isso se tornou o negócio novo que nós queríamos tentar. E nós não sabíamos como fazer isso. Nós não sabíamos como falar pras pessoas como fazer isso, e nós não sabíamos como modelar isso porque nós nunca havíamos visto isso. Então nós decidimos que o nosso processo de comunidade iria ser devagar. Ao invés de convidar para vier à igreja, convidá-los para os pequenos grupos, nós decidimos que tentaríamos descobrir como viver corretamente e ser missionais e fazer isso juntos. Então começamos a fazer festas, e gastar tempo juntos e apoiar tutelas, e tentar o tanto quanto possível sem nenhuma formalidade aprender a como ser amigos e a modelar como amizades devem ser. Umas das poucas coisas do tipo "programas" que fizemos que consideramos grandes chaves para a construção de comunidade para nós seriam retiros espirituais. Nós fazemos duas vezes por ano e fazemos um acampamento por ano. E elas foram incríveis. Porque nós decidimos não fazer retiros espirituais onde nós traríamos preletores e escolheríamos, sabe, pompa e circunstância, e aquele circo todo e o escambau. Ao invés disso nós decidimos sair nos finais de semana e gastar tempo juntos. E explorar algumas práticas de culto que talvez nós ainda não havíamos explorado. E jogar jogos e rir e arrotar e soltar peidos e jogar coisas uns nos outros. Através de retiros espirituais e experimentando [com] amizades orgânicas nós nos demos conta de que nós ainda não achamos o segredo de como construir comunidade e não machucar pessoas e não nos machucarmos. E penso que o que estamos vendo é que não existe comunidade profunda sem machucar um ao outro porque é isso que fazemos. Mas estamos começando a chegar ao ponto onde estamos construindo comunidade o suficiente para ir além das feridas e ainda permanecermos juntos. A Freeway é uma história de relacionamentos que deram errado também. Tem bastante gente que não vem mais. E não é porque eles se mudaram ou pegaram empregos melhores, mas porque não foram capazes de ser comunidade conosco. E tem outras histórias de pessoas que provavelmente não fariam parte de nenhuma outra igreja se não estivéssemos aqui. E nós somos a comunidade deles. E então nós fomos excelentes e nós fracassamos. O que eu quero falar sobre comunidade é que nós tentamos descobrir o segredo do que significa viver em comunidad eno Reino em um contexto particular com um grupo de pessoas em particular as quais Deus pôs no nosso caminho e nós ainda não descobrimos o tal segredo ainda. Então nós só continuamos em frente, tentando aprender a amar um ao outro. Para aqueles que estão começando congregações ou para aqueles que estão pensando em plantar igrejas ou que estão em um contexto onde estão dando murro em ponta de faca dizendo 'tem que existir algo diferente': existe. E [acarreta em] trabalho super difícil e desanima e é ruim pra cachorro, mas é incrível."
http://frwy.ca/
The Freeway:
333 King Street East
Hamilton, Ontario L8N 1C1
Canada
Telefone: 905-296-1424
E-mail: info@frwy.ca
Veja também esse vídeo no Youtube:
http://www.youtube.com/v/oniD9QshZ6U
Trecho do Resonate Audio podcast
http://www.resonate.ca/audio/
Por Gustavo K-fé
Tuesday, June 23, 2009
Cartas a Um Teólogo - parte 3 - Fundamentos de uma Teologia
Gosto de você porque é uma pessoa que tem o dom de escutar, embora às vezes ache você um tanto calado, como o Wilson no filme "Cast Away".
Em todo o caso, deixe-me ir direto ao assunto. A pergunta do dia é: o que é preciso para construir uma teologia? Eu estava pensando em abrir uma fábrica de teologias na minha cave. Estava pensando em o que constitui uma teologia. É claro que eu nunca ouvi nenhum Teólogo falando sobre isso. Nem muito menos nenhuma Escola Bíblica Dominical dedicada ao tema.
O que é que uma teologia mínima precisa ter?
- Uma sistematização?
- Uma metodologia hermenêutica?
- Uma Força Superior?
- Um framework cultural hospedeiro?
- Um framework de aplicabilidade?
- Uma ética embasada em uma filosofia?
- Uma filosofia?
No final desse exercício, como saber se a teologia é válida? Não pergunto "como saber se é verdadeira", mas "como saber se é válida".
Thursday, June 18, 2009
Histórias Verídicas do Pajé Raoni - 4 - A Cúpula e O Sem-Pedigree
Quem diria! Aqui no Canadá, na nossa igrejinha com meia dúzia de gatos pingados. Ele não sabia que o reconheci. Era o pastor da grande igreja numa das maiores cidades do Brasil, igreja onde minha mãe congregou por algum tempo. Eu sabia dos problemas que haviam ocorrido lá. Agora tinha um alto (alto mesmo) cargo na cúpula internacional na Nova Roma. Em todo o caso, nós os recebemos sinceramente com alegria. Ao me apresentar e mencionar os nomes da minha família, de repente eu passei a ser não tão desconhecido assim.
No ano seguinte, a mesma coisa. Dessa vez, convidei-o para vir a minha casa. Lá estavam a cúpula e o sem-pedigree!
Comecei perguntando como é que funcionava a cúpula. Fiz várias perguntas. Talvez perguntas demais. Perguntei como é que entrava dinheiro na cúpula. Perguntei que relação a cúpula tinha com os políticos da Nova Roma. Aprendi que 90% do dinheiro da cúpula vem do Sul da Nova Roma ainda. Perguntei sobre o Grande Racha que houve na denominação, onde o braço da Nova Roma quis seguir sozinho do resto do mundo todo (sim, o mundo todo). Muito interessante. Perguntei também como andava o diálogo com os Católicos, já que tudo isso estava sob sua administração.
Quando tive oportunidade, comecei a descrever minha interpretação da situação da denominação e da religiosidade na Nova Roma. E como a cultura vem rapidamente mudando. Falamos sobre religião na Europa também.
A esposa me relatou uma história interessante. Congregavam em uma certa igreja no Nordeste da Nova Roma. De repente muito rapidamente começaram a mudar algumas coisas na igreja. Ela deixou claro que não lhe agradaram as mudanças. E o Pajé Raoni relata aqui o que ouviu.
De repente, no culto passou a acontecer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Isso parece que desorientou-a. Ela não sabia o que ouvir de quem.
De repente, a 'mensagem' ficou mais complicada. Menos estrutura e menos sistematização. Mais conversa e, pior, participação e movimento.
A igreja resolveu criar relacionamentos com os artistas. Na visão dela, isso foi problemático. E explicou a razão: artistas geralmente estão ocupados no Domingo e não podem ir à igreja. Artistas também, conforme ela, têm dificuldade de se organizarem e de criarem um compromisso de ir frequentemente na igreja.
Posteriormente, quando começamos a falar sobre pós-modernismo, ela - que também participa dentro da cúpula - tentou simplificar o que estava ficando complicado. Explicou-me que o importante era "evangelizar". Falou-me como em uma certa vez entrou em um taxi e tentou convencer o motorista a 'aceitar Jesus' com certa persuasão. E que isso era o que interessava. O Pajé Raoni ficou pensando, mas não falou, em que tipo de interesse ela teria na vida de tal taxista, e no seu bem-estar em geral.
Ela também achou que a igreja estava virando "Nova Era". Que a falta da "sistematização" durante o culto era um problema, pois tal prática era da Nova Era. A Nova Era, conforme a mesma, era um problema pois importava práticas Orientais. O Pajé Raoni ficou se perguntando - mas não falou - se talvez o Cristianismo seja uma religião Oriental.
O Pajé Raoni e sua família ficaram muito contentes e agradecidos com sinceridade ao casal da cúpula pela visita e pelo diálogo. Embora muitas pedras estejam sedimentadas por anos e anos de tradição, ainda é possível ter comunhão como corpo. Afinal, somos um pelos laços do amor.
Wednesday, June 10, 2009
There is a church
that preaches the Gospel
where people care for each other
that is mindful of the state of the world and is truly preocupied with it
that practices their faith
that has a sense of community
that encourages participation of all
that feels empathy for those who suffer near and far
that cares for the outcast, forgotten and disabled
that takes the Scriptures seriously
that cares for children and treats them with respect
whose members come from all different backgrounds
with members in all diferent stages of life
with members that do missions
with members who express empathy by adopting children
with members who are truly commited to other members
that sings with gladness
that is comptempt with simplicity
that is involved with peace and reconciliation
that does not shy away from difficult subjects
That church is called the Ottawa Mennonite Church.
Tuesday, June 09, 2009
Quoting Chomsky: Crisis in the US
"the IMF is more or less a branch of the US Treasury, even though it has a European director. Its past role has been extremely destructive. In fact, its American US executive director captured its role when she described it as “the credit community’s enforcer,” meaning if a third world dictator incurs a huge debt—people didn’t, but the dictator did; say, Suharto in Indonesia—and then the debt defaults, the lenders, who have made plenty of money because it was a risky loan so they get high interest and so on, they have to be protected, meaning not by the dictator, by the people of Indonesia, who are subjected to harsh structural adjustment programs so that they can pay back the debt, which they didn’t incur, so that we can be compensated, rich Westerners can be compensated. So that’s the IMF, the credit community’s enforcer, a very destructive role in the third world. Now it’s to be recapitalized."
"
So, say, take Indonesia again. Indonesia had a huge financial crisis about ten years ago, and the instructions were the standard ones: “Here is what you have to do. First, pay off your debts to us. Second, privatize, so that we can then pick up your assets on the cheap. Third, raise interest rates to slow down the economy and force the population to suffer, you know, to pay us back.” Those are the regular instructions the IMF is still giving them.
What do we do? Exactly the opposite. We forget about the debt, let it explode. We reduce interest rates to zero to stimulate the economy. We pour money into the economy to get even bigger debts. We don’t privatize; we nationalize, except we don’t call it nationalization. We give it some other name, like “bailout” or something. It’s essentially nationalization without control. So we pour money into the institutions. We lectured the third world that they must accept free trade, though we accept protectionism.
Take the “too big to fail” principle, which the House committee is discussing today. But what does “too big to fail” mean? “Too big to fail” is an insurance policy. It’s a government insurance policy. Government means the public pays, which says, “You can take huge risks and make plenty of profit, and if anything goes wrong, we’ll bail you out.” That’s “too big to fail.” Well, that’s extreme protectionism. It gives US corporations like Citigroup an enormous advantage over others, like any other kind of protection.
"The public pays the costs and takes the risk of economic development, and if anything works, maybe decades later, it’s handed over to private enterprise to make the profits. And that’s a core element of the economy. Of course, we don’t permit the third world to do that. That’s considered a violation of free trade when they do it. But it’s the way our economy works. And it’s kind of complementary to the “too big to fail” doctrine of protectionism for financial institutions. But the general—we do not have a capitalist economy. We have kind of a state capitalist economy in which the public has a role: pay the costs, take the risks, bail out if they get into trouble. And the private sector has a role: make profit, and then turn to the public if you get into trouble."
Monday, June 08, 2009
Cartas a Um Teólogo - parte 2 - Céu
"Aonde fica o Céu?" foi a pergunta que minha filha fez e eu também faço.
Disse que o Céu (haven) fica no céu (sky). Mas não sabia dizer a localização exata.
Deixe-me tentar complementar as perguntas dela:
O Céu é um lugar físico? Se é um lugar físico, quais são as coordenadas?
Se o Céu não é visível, estando em uma outra dimensão, aonde fica? Quais são as propriedades físicas que o tornam invisível?
Se o Céu existe apenas metaforicamente, o que exatamente quer dizer "Céu"? E que valor tem eu ir para lá depois de morrer, se não é um lugar que existe de verdade?
Friday, June 05, 2009
Pequenas Notas de Leitura Bíblica - Moisés
Estávamos lendo a história de Moisés. Rapidamente associei a história de Moisés a sindicato de trabalhadores. Êxodo relata como os empregados eram chicoteados. Em um episódio específico, a história detalha um empregado sendo maltratado pelo patrão. Esses fatos vão plantando uma 'revolta' em Moisés, ao ponto de ele matar um Egípcio. E não seria a fuga de Moisés uma metáfora da fuga da realidade, da alienação das realidades sociais? O novo Faraó, pelo relato bíblico logo antes da sarça ardente, piora ainda mais as condições de trabalho do povo. Achei muito interessante a linguagem bíblica. Interessante como a passagem lida com o problema coletivo de condição de trabalho.
Thursday, June 04, 2009
Pequenas Notas de Leitura Bíblica - Jacó
Achei interessante a história de Jacó. Ele já começa nascendo com um nome interessante: "aquele que pega o que não pertence a si". Com a ajuda da mãe, Rebeca, passa o irmão e o pai para trás e "rouba" a bênção. Foge correndo. Depois de aprontar, Deus aparece e diz "Eu sou o pai dos seus avós. A promessa é sua agora. Pessoas do mundo todo vão me conhecer por sua causa. Eu sou o seu Deus. Eu vou tomar conta de você."
Muito interessante como Deus não faz um julgamento moral de Jacó no encontro. Pelo contrário, anima-o. Penso que devemos tomar um pouco de cuidado hermenêutico aqui. Na minha intuição não-acadêmica sem-pedigree e leiga, não acho que podemos prontamente procurar achar aplicações do texto. Acho que seria um tanto descabido, por assim dizer, fazer a pergunta "como isso se aplica a mim hoje?" referindo-se à história. Certamente não podemos concluir que Deus abençoa a trapaça. Mas é interessante notar o fato de Deus não condenar as ações de Jacó no encontro. Para mim, a riqueza do texto está na narrativa, e na construção de uma consciência nacional por vir. Interessante notar como Gênesis começa tratando das histórias de indivíduos, fazendo a transição para Êxodo, quando lemos uma história coletiva. É interessante ver refletidos na história os anseios humanos. A luta de Jacó com A Coisa (Jesus? Deus? Ele próprio?) é um retrato forte da humanidade de Jacó. Eles seriam chamados de "Israel", o povo que brigou com Deus. Isto é, o povo de Deus, o povo que brigou com Deus. Que história quase incrível!
Tuesday, June 02, 2009
Monday, June 01, 2009
Ainda Sobre Moral e Bons Costumes
Por que a moral e os bons costumes? Não seria um dos objetivos principais da moral e dos bons costumes preservar a vida do indivíduo e estabilizar o convívio social? Caso afirmativo, lembremos que outros fatores além da moral e dos bons costumes ameaçam a vida e o convívio social de vários brasileiros. A moral e os bons costumes por si sós não são suficientes para garantir a preservação da vida e oferecer um convívio justo e pacífico entre as pessoas.
Os crentes poderiam estar se perguntando até que ponto a moral e os bons são efetivos na busca de tais objetivos. E deveriam estar se perguntando se a visão mais global a as práxis têm sido efetivas na preservação da vida e do convívio social justo e pacífico.
Tuesday, May 26, 2009
Cartas a Um Teólogo - parte 1
O senhor poderia por favor falar em linguagem corriqueira também? Eu não agüento mais encheção de lingüiça. Não estou falando de pôr água no feijão ou de subestimar o ouvinte, "dumbing down" a mensagem. Acredito firmemente que é possível comunicar com linguagem acessível sem comprometer o conteúdo. Às vezes começo a desconfiar que apesar da fala bonita não há conteúdo, por mais que me esforce vez após vez a compreender o que é dito. (Já falei que eu não agüento mais encheção de lingüiça? )
Do seu amigo,
K-fé
(um tanto sem paciência hoje)
Friday, May 15, 2009
Histórias Verídicas do Pajé Raoni - 3 - Tudo sob Controle
Um Domingo mostrei o filme Le Fameux Destin d'Amélie Poulain. Passei horas tentando editar o filme em casa antes, tentando tirar as cenas eróticas, mas não consegui. O resultado foi eu combinar com o pessoal da sala de fechar os olhos quando eu dissesse. Funcionou! Pulou a cena da Amélie fazendo sexo, além de outras cenas onde ela entra no Sex Shop procurando o homem misterioso. Nesse Domingo não teve inspeção.
(Gosto muito da história do filme de Amélie. Mostra como Amélie se desperta para vida e como leva as pessoas perto e longe junto nesse despertar)
Pois bem, certa vez levei um vídeo do Newsboys. Sei que é entretenimento, mas nem só de pão vive o homem. Pelo menos eles têm um ar alternativo. Buenas, nesse dia veio o tio lá de cima pegar não sei o que na sala, e viu de relance o que tava passando. Suas filhas estavam na sala também, o que era raro. Perguntou "O que é isso?"
Eu calmamente respondi : "Newsboys". E esperei uns 4 segundos, lendo a reação de dúvida e desconfiança no rosto dele. Claro que era "estranho" (para o público de igreja). Claro que o visual deles era "estranho" (para o público de igreja). Depois complementei:
"É um grupo cristão. Acho que são da Austrália ou Nova Zelândia talvez." Como se o fato de ser de outro país de repente explicasse a estranheza.
Moral da história: enquanto o grupo de jovens estiver bem comportado e dentro da salinha da EBD, tudo está bem. Enquanto estivermos abrindo a Bíblia e explicando moral e bons costumes, tudo bem. Enquanto estivermos decorando versículos isolados, tudo bem. Tudo sob controle.
(veja abaixo um trecho do vídeo do Newsboys)
Wednesday, May 13, 2009
Real World Software Engineering – XXIII
At times, while I'm creating software, I have a feeling (and it is just a feeling) that what I'm creating is going to the garbage. Being subjective, there is no way at the time to be sure if the preoccupation is warranted or not. I think that this feeling arises out of different factors:
- knowing that you are coding something for a requirement that brings little value to the end user. Apparently the business thought about the requirement, but you are not convinced.
- knowing that you are coding something for a requirement that is not firm in consensus.
- knowing that you are coding something for a requirement that is not well understood by the client. (The client may 'know' the requirement but not 'master' it. When that happens there's risk in the requirement.)
- knowing that you are introducing dependencies into other software that were not debated in the group/project.
- knowing that you are coding something for a requirement which is not explicit, that you think you are going to need but you are not so sure. That is, if you do not code it, there's the risk that there will be a 'bug' created saying that your feature is not complete.
Monday, May 11, 2009
Corrida Espacial
A nave espacial do Capitão Guapo tinha um botão que mudava a personalidade da dupla.
Era interessante pensar que a mesma pessoa sorridente, perfeita, amável, atlética, limpinha e cheia de boas intenções por iniciativa própria apertava o botão para assumir a identidade de um vilão sujo e corcunda. O botão da hipocrisia é o máximo!
Hoje os personagens mostram-se como caricaturas do estereótipo comum de comportamento do crente. Eu não consigo modelar mais o mundo entre mocinhos e bandidos. Descarto rapidamente essas polarizações e simplificações.
(
Richard Handler escreveu
'
Para Scruton, a religião não tem que ser desprovida de ironia. Por exemplo, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento, diz ele, estão cheios de ironias deliberadas.
Um exemplo, diz Scruton, é a maneira como Cristo lidou com a mulher acusada de adultério. "Que atire a primeira pedra aquele que não tem pecado", diz Jesus ao grupo. (A tradução: dá um tempo, rapaziada. Vocês querem punir alguém por algo que vocês sonham o tempo todo?)
Para Scruton, o Cristianismo fez a "ironia central na sua mensagem". Ele cita o filósofo Soren Kierkegaard que diz que a ironia é a virtude que une Sócrates e Cristo.' )
Thursday, May 07, 2009
Igreja emergindo, pós-colonialismo, Brian McLaren
"
Kenzo explica:
' Teologia em um contexto pós-colonial é um tópico altamente político. Teologias pós-coloniais não se darão por satisfeitas com uma posição nas margens de seus ocidentais respectivos. Ao invés, elas tentarão subtilmente tornar a margem em centro, rompendo assim a serenidade alicerçada sobre a premissa de que as formulações ocidentais são auto-evidentes. Assim fazendo elas mostram muita criatividade... É possível vislumbrar essa criatividade em projetos teológicos que têm recentemente vindo da África, nos quais categorias Cristológicas clássicas herdadas da Calcedônia são reabertas para dar lugar a [categorias] Africanas. O resultado é uma Cristologia híbrida onde Cristo é adorado como "Chefe" (Kabasele), "Ancestral" (Pobee, Bujo, Bediako, e Nyamiti), "Mestre de iniciação" (Sanon), "Curandeiro" (Kolié), ou "Irmão Mais Velho" (Kabasele). '
Não Um Pedaço Mas Uma Borda Crescente
[...] Nós não nos vemos como a igreja emergente - significando um pedaço, setor, ou divisão da igreja que é mais ou menos análogo a "a igreja carismática" ou "a seeker church". Ao invés, nós nos vemos como a igreja emergindo, dando a entender uma borda crescente da igreja no todo em todas as suas formas, se estendendo das margens para novos territórios além do Cristianismo moderno e ocidental.
[...]
Ao avançar a conversa do pós-modernismo para o pós-colonialismo, nós construímos desde tópicos teóricos do conhecimento, linguagem, verdade e certeza até assuntos intensamente éticos e práticos de violência, dominação, justiça, e poder (lembrando que justiça é, em seu cerne, um abuso do poder outorgado por Deus) Este parece ser para mim o caminho de esperança.
"
Trechos do capítulo 12 intitulado "Igreja emergindo" do livro "An Emergent Manifesto of Hope".
ISBN 978-0-8010-6807-2 (pbk.)
Editora: Baker Books
Tradução: K-fé
Participe da campanha 'Ampliando a conversa emergente' pedindo a editoras para traduzirem mais livros sobre o assunto.
Monday, May 04, 2009
Pregando o evangelho
Histórias Verídicas do Pajé Raoni - 2 - Bênção de Toronto
Surfando na Internet em um tempo de descobertas, achei a famosa igreja do Aeroporto de Toronto. Mais precisamente, Toronto Airport Community Fellowship. Queria conhecer a famosa igreja da Bênção de Toronto.
Eu sabia um pouco da história dessa igreja. Sabia que fazia parte da associação Vineyard de igrejas do Canadá, mas que havia sido 'expulsa' por sua doutrina de 'sinais e maravilhas'. Basicamente, sua doutrina ensinava que uma igreja era autêntica apenas se demonstrasse sinais e maravilhas.
Peguei mapas, vi horários de ônibus. Peguei ônibus, andei, me perdi, andei mais, e consegui chegar lá. Era um Sábado de noite. A comunidade ficava em Mississauga, do lado de Toronto, a uns 20 minutos de carro (1h e meia de ônibus e andando...).
O lugar era como um galpão com várias cadeiras. Na minha frente estava uma mulher que tinha o braço atrofiado. Durante a música, tinha uns tremeliques e mexia seus braços de forma caótica. Muita emoção, muita comoção. Muito cansaço.
O 'pastor principal' estava presente. Falou sobre como tinha ido em uma missão entre os Esquimós na Rússia.
Perto do final do culto, pediram para todas as pessoas ficarem em círculo, sobre a linha. (Acho que os Canadenses gostam de fila.) Sim, havia uma linha no chão, e todos deveriam ficar de pé em cima da linha. Eu não estava entendendo bem aquilo. Era simples: enquanto os diáconos oravam e impunham as mãos sobre as pessoas, estas iam caindo. A linha ajudava as pessoas a não caírem umas sobre as outras.
Era difícil de saber quando era o final do culto. Provavelmente porque culto longo era indicativo de 'sair do roteiro', e 'sair do roteiro' seria um sinal de que o Espírito Santo estaria guiando o culto.
No 'final do culto', por assim dizer, procurei alguém para ver se me dava carona de volta para Toronto. Falei com o pastor sobre minha procura por uma carona. Ele prontamente não fez nada. Minha visita à igreja do Aeroporto de Toronto terminou com eu ligando pra um taxi. A corrida de volta pra Toronto me custou cerca de 50 dólares com gorjeta.
Sunday, May 03, 2009
Histórias Verídicas do Pajé Raoni - parte 1
- Irmãos, nós já vencemos os Devils (demônios), não?
As pessoas olhavam umas para as outras sem entenderem meu recado. Pois o time de hockey de Ottawa haviam ganho dos New York Devils na noite de Sábado. Expliquei o trocadilho e as pessoas entenderam. Convidei os homens e mulheres da igreja para irem a um pub perto dali no Sábado seguinte para ver um outro jogo dos Senators nos playoffs (rodada final de hockey). Não era muito fã de hockey, mas ainda estava procurando fazer as pessoas saírem das paredes do templo e criarem relacionamentos.
Sábado, no dia e hora marcados, não vem ninguém. Achava que pelo menos o pastor viria. Contive-me para não pedir uma cerveja, apesar de considerar isso um moralismo falso de mim mesmo. Muito tempo depois, chega o pastor. Atrazado como de costume. O ângulo da mesa para o telão estava ruim, mas tudo bem.
Notei o desconforto do pastor. O pub tinha luzes neon e garçonetes. Um ruído constante de fundo das conversas e risos. Além da TV grande. Tínhamos quase que gritar para conversar. Seu desconforto era notório. Mas ele não podia deixar de me felicitar pela iniciativa de juntar os homens da igreja, até mesmo porque não tinha nada que acontecia além dos cultos de Domingo e quarta-feira.
- Muito boa essa idéia, Pajé. Vamos fazer isso mais frequente. Vamos fazer lá em casa da próxima vez. Vou fazer uma pipoca, e assistimos o jogo lá em casa.
Não oferecia tanto uma conveniência. Mostrava uma angústia de estar em um lugar onde não tinha controle, onde não era seu território. Estava fora da bolha. Estava "no mundo".
Disse que prefiria mais o pub sem maiores explicações. Depois de tentativas anteriores frustradas, sabia que seria fútil tentar ter uma conversa equilibrada e honesta.
Pois é, pr. Já pensou como os visitantes se sentem entrando no templo? Pois bem, compartilhou um pouco desse sentimento de entrar em um lugar desconhecido e não ter o controle.
(Não deixe de ler também o texto "Encontrando Jesus no Bar" de Heather Kirk-Davidoff)
Podcast do Renovatio Café
Veja também:
http://www.renovatiocafe.com/index.php/Table/Renovatio-Cafe/Podcast/
Thursday, April 30, 2009
Disneylândia e Baudrillard
Capítulo: "The Matrix: Paradigm of Postmodernism? Part II"
Baudrillard fala de quatro ordens de simulação: na primeira, a imagem reflete a realidade; na segunda, ela mascara a realidade; na terceira; "ela mascara a falta de uma realidade profunda"; e na quarta, "ela não tem nenhuma relação com realidade; é a sua própria simulação." Baudrillard está especialmente interessado em exemplos pós-modernos de simulação de terceira ordem, parques temáticos como a Disneylândia. "A Disneylândia é apresentada como imaginária para que faça-nos acreditar que o resto é real, enquanto todo Los Angeles e os Estados Unidos à sua volta são simulações" O que Baudrillard quer dizer com "o hiper-real" é "a geração por modelos de um real sem origem ou realidade".
- Fim da citação -
Gostei de ler a citação da Disneylândia. Realmente, essa sempre foi a impressão que tive indo lá. Já fui mais de uma vez. Na última vez que estive em Orlando na Flórida, fui jantar com um amigo meu indiano dentro da Disney. Comentava com ele dessa sensação de falsidade na Disneylândia, da qual meu amigo compartilhava.
Wednesday, April 29, 2009
Ampliando a conversa emer-gente
Eu gostaria de ouvir mais vozes na conversa emer-gente no Brasil. Vocês gostariam de ajudar de alguma forma? Lanço aqui algumas idéias e sugestões. Listo abaixo alguns temas que penso serem interessantes nessa conversa:
- Espiritualidade indígena brasileira. Aspectos antropológicos, culturais e religiosos.
- Religiões afro. Conhecendo mais as religiões afro. Procurando figuras cristãs e paralelos nas religiões afro. Como anda o diálogo inter-religioso (sério) entre cristãos e religiões afro.
- Evangélicos e católicos: perspectiva histórica desse diálogo, pontos-chaves, diálogo no contexto latino-americano. Interações entre diversos grupos: carismáticos católicos e protestantes, cristianismo de libertação católico & progressistas evangélicos, católicos tradicionais e evangélicos históricos.
Procuram-se: estudantes de teologia, "líderes" leigos, pessoas comuns e incomuns, adolescentes, e todos mais! Comentem, escrevam, bloguem, twittem, encaminhem por email, FALEm!
Paz!
Tuesday, April 28, 2009
Vaticano II - a necessidade da Igreja
"CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA
LUMEN GENTIUM
SOBRE A IGREJA
[...] Os fiéis católicos; a necessidade da Igreja
14. O sagrado Concílio volta-se primeiramente para os fiéis católicos. Fundado na Escritura e Tradição, ensina que esta Igreja, peregrina sobre a terra, é necessária para a salvação. "Thursday, April 23, 2009
My daily Silverlight frustration - I
System.ServiceModel.CommunicationException: The remote server returned an error: NotFound ---> System.Net.WebException: The remote server returned an error: NotFound ---> System.Net.WebException: The remote server returned an error: NotFound
Context: Trying to have a Silverlight application to call the WCF endpoint. Hosting in IIS7.
Other IIS settings: Anonymous enabled. Anonymous user set to app pool's. WCF client security set to none. On the server side, security set to None. BasicHttpBinding.
Explanation: It appears that "NotFound -> System.Net.WebException" is a generic error thrown by Silverlight regardless of the particular server side error. There can be a number of problems, all of them throw the same error. So when investigating or reading articles/fora on the web, do not assume so fast the solution described applies to your case.
The actual error happened because the web site was calling an assembly in the GAC, but didn't trust it. So I was getting an 'invisible' WS fault with FailedAuthentication.
Solution: set trust level="Full" in web.config (careful: this is only or development. Don't do this in production)
Resolution process:
- The Web Development Helper add-in for IE helped with seeing the actual server response contents, which revealed an HTTP 500 internal error, and a WS fault with "FailedAuthentication" as server response.
- Enabling WCF tracing helped a lot diagnose the server side error.
Wednesday, April 22, 2009
Reconciling doubt with the Historical Jesus
Dear Tony Jones,
I listened to one interview with you and noted some of your personal questions. ["Daily I think:] 'Is there really a God?' 'Is my whole life based on a hoax?' 'Everyday I don't know'", etc.
I also read your article 'Why Jesus Died' and I liked it. There you wrote "I believe that Jesus of Nazareth was a real, historic human being who lived from approximately 6-4 BC to approximately AD 26-29." It was interesting to me because I could see a number of statements.
How can you reconcile this daily doubt with such assertions? That is, isn't a Historical Jesus a clear base that dispels possible hoaxes such as "God" and "church"?
Yours truly,
Gustavo
Tuesday, April 21, 2009
The South suffers without Reason
Thank you very much for taking Theology seriously.
In one old Emergent Village podcast episodes, one in which you were in some form of panel, I heard one of your comments en passant about language along the lines of "language doesn't mean anything" or "we can't really say anything".
And in one article, you wrote that "We are subjective human beings, trapped in our own skins and inevitably influenced by the communities in which we find ourselves."
Recently, Chip & Dale (the names of my 2 neurons) were fed and encouraged - I have to admit - by William Gairdner's "The Book of Absolutes". He went on to say that there are many absolutes out there, and that we can/should assume so. He then went on to quote an anthropology scholar that collected some hundreds of absolutes found across all cultures, including language.
(More recently I was thinking that we don't quite need to fully understand something to embrace it. Examples: Google, airplanes, etc. I don't quite understand how they work, but I can use them or relate to them.)
Perhaps you could elaborate on some questions:
- Can we state anything?
- Do we have to qualify everything we say (with a perhaps)?
One of the things that worries me a bit when I hear emerging friends of the North is a fear of systematic Theology, or 'stated absolutes'. I suspect I know where they are coming from: the Fundamentalists have done a diservice to 'reason', abusing of it.
My main worry is that in the South things such as the Prosperity Theology is ingrained in a Charismatic praxis that often disregards reason or proper theological thought. Other abuses in communities - such as abusive leaders - very often happen when there is no place for reason.
After listening to William Gairdner speaking about his "The Book of Absolutes" in the podcast, I began to wonder if perhaps the 'reason' of the Fundamentalists failed in the North not because it is reason, but because they didn't think the right way. That is, they didn't take Theology seriously (not that that's all there is to it). That they did not go deeply into the theories of Theology, Anthropology, History, and Sociology.
I am somewhat fearful of an abandonement of rationality because here in the South we are seing many abuses by the lack of check and balances of reason.
("been there, done that")
Yours truly,
Gustavo K-fé Frederico
This post is part of the Globemerging series. For more information see http://globemerging.pbworks.com/ .
Sunday, April 19, 2009
Evangélicos e Ditadura Militar
Saturday, April 18, 2009
Carta de Rio Bonito - jovens Batistas do RJ
Juventude Ativa, na cidade de Rio Bonito-RJ, no dias 09-12 de Abril de 2009, nos
manifestamos sobre a realidade social do nosso país.
Entendemos que a situação de injustiça social, pobreza, fome, desigualdades
(raça, gênero, econômica etc.) corrupção, ofendem o caráter de nosso Deus - Justo,
Santo, Salvador e Libertador – conforme revelado em sua Palavra (A Bíblia).
Compreendemos que a vida e mensagem de nosso mestre e Senhor Jesus Cristo, que
pregou e manifestou o Reino de Deus, foi revolucionária nos sentidos espiritual,
moral e social. É em nome dEle e de Seu Reino que falamos.
- A desigualdade social marcante no Brasil, porque fere os princípios do reino de Deus;
- A omissão da igreja de Cristo frente às necessidades sociais do país e a religiosidade vã
e estéril desenvolvida em quatro paredes, que leva ao não desenvolvimento de projetos que
visem mudar a realidade social ao redor da igreja local;
- Toda espécie de corrupção e falsidade nas relações sociais, sobretudo no campo político.
- As formas de exploração do ser humano como trabalho infantil e trabalho escravo.
Também as condições de trabalho e renda que não garantem ao cidadão o sustento
familiar, o direito ao lazer e às condições básicas de saúde;
- Todas as formas de preconceito e discriminação social, cultural, racial, econômica e de
gênero.
- As diversas manifestações da violência praticadas em nossa sociedade: Física, sexual,
psicológica, contra qualquer grupo populacional, sobretudo mulheres, crianças,
adolescentes e idosos. Também a utilização de menores no tráfico de drogas;
- A destruição do nosso planeta e o mau uso dos nossos recursos naturais engendrados por
forças produtivas estrangeiras e nacionais, que comprometem a vida da atual e das futuras
gerações;
- A não efetividade dos direitos sociais garantidos na Constituição Federal Brasileira;
- O escândalo da presença da fome num país de grandes riquezas naturais (Terras
produtivas e farta condições de produção e distribuição de alimentos);
- A banalização da vida e insensibilidade em relação à morte, principalmente as
previsíveis e evitáveis;
- O individualismo que acaba por alienar as pessoas frente às necessidades alheias e
coloca em segundo plano o interesse coletivo;
- O evangelho interpretado e pregado como oferta de prosperidade, que não reflete a
Justiça do Reino de Deus, alienando pessoas;
- A desvalorização da instituição família.
B) NOS COMPROMETEMOS A:
- Orar constantemente pela situação social de nosso país, pelas autoridades civis assim
como pela liderança eclesiástica;
- Contagiar cada vez mais jovens a exercer a justiça social, utilizando nossas organizações
de juventudes (JUBAS) locais e regionais como mobilizadoras de ações sociais nas
cidades;
- Estarmos atentos às questões sociais e não ficarmos em silêncio - “O que me incomoda
não é o grito dos maus e sim o silêncio dos cristãos”. (Parafraseando M. Luther King Jr.)
- Doar nossas vidas em prol do bem-estar social, físico, emocional e espiritual de nossos
semelhantes a exemplo de Jesus Cristo, nosso senhor e mestre, cuja vida entregou por
todos os seres humanos;
- Preservar o meio ambiente de todas as formas possíveis;
- Buscar o bem comum ao invés de nossos próprios interesses em primeiro lugar; amando
o próximo de forma prática. “Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em
verdade” (I Jo 3.18)
- Incentivar nossas igrejas a se aproximarem de suas comunidades locais, prestando
serviço através de diálogos com instituições de saúde, educação, defesa de direitos etc.
- A não sermos omissos, nem negligentes com o cumprimento de nossos direitos e deveres
estabelecidos em lei;
- Sermos promotores da paz e da não violência onde estivermos;
- Identificar necessidades e demandas das comunidades em que vivemos e criar
estratégias visando ao atendimento das mesmas;
- Buscar conscientizar pessoas, na igreja e comunidade local, sobre os problemas sociais
através da realização de fóruns, debates e palestras sobre temáticas sociais;
- Sermos sempre éticos e verdadeiros nas nossas relações pessoais, familiares e
profissionais;
- Lutar por manter esse compromisso que nasceu no congresso Juventude Ativa 2009.
LUTAR, ONDE ESTIVERMOS, POR PAZ, JUSTIÇA E VIDA.
“Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas JUSTIÇA, PAZ e ALEGRIA no
Espírito Santo!” (Rm 14.17)
Essa carta foi elaborada conjuntamente pela liderança da JUBERJ e mais 80 líderes de
Jovens que atuam em diversas igrejas Batistas do Estado do Rio de Janeiro.
Redação: Luís Henrique da Costa Leão, Pr.
Fonte: email particular
Working with youtube videos
(Assuming all the copyright stuff is in order...)
- Download the .flv video with DVDVideoSoft's Free Studio Manager (Free YouTube Download)
- Convert it from .flv to .avi (DivX encoding) with Moyea's FLV to Video Converter Pro 2 (this was the tricky step)
- Edit the .avi in VirtualDub (change the audio, for instance)
- Upload to YouTube
Friday, April 17, 2009
Thursday, April 16, 2009
"Modismo" e "emergente" Não Cabem na Mesma Frase
Um exemplo bonito de uma comunidade autêntica é a FRWY em Hamilton, Canadá (leia aqui).
Wednesday, April 15, 2009
Chicklésia - versão beta
Acessem e comentem:
http://chicklesia.pbwiki.com/
Chicklésia é um movimento clandestino que visa a ajudar adolescentes a reinventar a igreja.
(palavras-chaves: estudos bíblicos adolescentes)
Linguagem Evangélica
Jesus: o Filho de Deus
Deus: Deus Pai, Todo-poderoso
Espírito Santo: terceira pessoa da Trindade.
Trindade: Jesus, Deus, Espírito Santo juntos e separados.
Salvação: ir par o céu
Céu: contrário de Inferno. Lugar bom.
Inferno: contrário de Céu. Lugar ruim.
Evangelizar: ato de convencer pecadores da idéia de Aceitar-Jesus
Aceitar-Jesus: fazer uma decisão de Aceitar-Jesus. Permissão para ir para o céu
Pecado: coisas que Deus não gosta
A postura evangélica frente à ditadura militar
Fonte:
http://teologia-livre.blogspot.com/2009/01/postura-evanglica-frente-ditadura.html
"Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
A postura evangélica frente à ditadura militar
Pensado por Roger Já faz algum tempo que um amigo e irmão na fé presenteou-me com alguns livros. Ele os havia ganhado de um ex-pastor, contudo, não se interessando pelo tipo de literatura (livros teológicos) decidiu abrir mão deles. Logo que os recebi, dediquei-me, ainda que superficialmente, a vasculhar um por um. Logicamente, alguns títulos chamaram mais a minha atenção do que outros. Entretanto, todos me pareciam muito úteis e de prazerosa leitura.
Recordo-me bem que dentre os livros que pouco chamaram minha atenção estava um de capa muito esdrúxula (um desenho bizarro de um homem na fogueira) e de edição gráfica simples, pois fora datilografado. Com uma folheada breve, percebi que se tratava de relatos acerca de acontecimentos ocorridos no seio da Igreja Presbiteriana do Brasil, no período de ditadura que assolou nossa nação. Eu já havia ouvido pequenos comentários, em pregações, sobre a forma com que determinadas denominações evangélicas se portaram durante este período: talvez o mais tenebroso da nossa história. Porém ainda não havia me dedicado a estudar sobre.
Foi, então, assistindo o filme brasileiro Olga que me interessei em voltar a folhear as páginas de tal livro. Não sei ao certo o motivo deste interesse, mas, ao assistir sobre a luta daquela mulher, me veio à mente a lembrança deste livro e de seus relatos. Pode ser pela proximidade de data entre os acontecimentos tratados no filme e os relatados no livro (arrisco-me a dizer que uma das causas, também, pode ser o fato de que hoje sou membro de uma Igreja Presbiteriana em minha cidade).
O livro é de autoria do pastor presbiteriano Rev. João Dias de Araújo, e se chama Inquisição sem fogueiras¹. Como já mencionado, ele trata, especificamente, dos fatos ocorridos dentro da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Reverendo João Dias relata corajosamente o que chamou de inquisitorialismo. Durante um longo período a cúpula da liderança da IPB apoiou o regime ditatorial dos militares, perseguindo severamente membros, seminaristas, presbíteros e pastores que se envolvessem com questões referentes a “justiça social e denúncia dos males estruturais da realidade brasileira.” Outras razões dignas de reprovação eram o ecumenismo e qualquer tipo de pensamento que se alinhasse com a ideologia marxista. A título de exemplificação, vale mencionar que foi expressamente vedada a participação de padres nos púlpitos presbiterianos (ainda que em silêncio); e a participação dos membros da IPB como testemunhas em casamentos realizados pela igreja católica, dentre outras coisas mais. João Dias ainda menciona o fato de que juristas presbiterianos colaboram na confecção de alguns dos atos institucionais, a favor da ditadura.
Segundo os relatos, não poucos ministros foram despojados (expulsos do ministério), e outros acusados pela Igreja de serem subversivos; como, por exemplo, Rubem Alves, que durante muitos anos foi pastor presbiteriano na cidade de Lavras/MG, e também já foi considerado um dos maiores teólogos brasileiros. Depois de ser acusado pela IPB como subversivo, decidiu retirar-se do ministério escrevendo uma carta na qual faz menção à insatisfação em relação aomodus operandi da denominação. O início e fim de sua carta são marcados pelas palavras:“Sempre entendi que o evangelho é um chamado a liberdade. ... Não encontro a liberdade na IPB. É hora, portanto, de buscar a comunidade do Espírito, fora dela”.
É enganosa, entretanto, a idéia de que tais fatos restringiram-se à IPB. Na verdade, o apoio dos conservadores protestantes ao Regime Militar foi um fenômeno que abrangeu grande parte das denominações protestantes brasileiras. Gedeon Alencar em seu livro Protestantismo Tupiniquim (pág. 95), ao citar escrito do sociólogo Paul Freston, faz menção a que um famoso líder Batista, Fanini, prestou apoio à Ditadura Militar por conveniência da concessão de um programa de TV². Intriga-me, no entanto, o fato de que tão raros líderes façam menção a este tempo obscuro do protestantismo brasileiro. Pode-se contar nos dedos os que, de uma forma ou de outra, têm mencionado em suas palestras ou em livros tais fatos. Isso talvez se deva a falta de coragem, ou , quem sabe, falta de interesse de colocar o dedo nas nossas feridas ou pouca compreensão da importância dos fatos. Apesar disso, é compreensível que não haja muitos trabalhos com ênfase especial neste assunto, afinal ele é contemporâneo demais; e quanto mais próximos estamos de um acontecimento histórico mais difícil a sua compreensão.
Não obstante, entendo ser de extrema importância olhar para este passado, ainda que nos doa saber que em nosso meio ocorreram males como estes, dignos de repúdio. A importância de olhar para trás é devido a algo simples: não repetir ou permitir que se repitam atrocidades como as ocorridas. O passado é como um mapa que pode tanto nos mostrar os caminhos que devemos continuar a percorrer como, também, aqueles dos quais devemos nos desviar.
Infelizmente a memória do brasileiro é bem curta, e a dos evangélicos parece ser mais curta ainda, talvez nem exista. Por isso mesmo trago esta reflexão, a fim de que nos voltemos para nosso passado, e isso responsavelmente. Pois é fácil olhar para trás e dizer que nada tivemos com isso. Caso alguém o diga, vale perguntar: qual seria a nossa atitude se fôssemos participantes desse período histórico?
Posso responder apenas por mim. E, com sinceridade, não sei dizer como teria agido, apenas como quero agir nestes dias de minha vida: quero ter coragem para sustentar aquilo que creio, haja o que houver, e ser fiel ao evangelho e à minha consciência, sempre!
1 - A edição do livro que tenho em mãos foi lançada pelo Instituto Superior de Estudos da Religião, em 1985. Creio que somente deva ser encontrado em sebos.
2 - Alencar, Gedeon Freire. Protestantismo tupiniquim: hipóteses da (não) contribuição evangélica à cultura brasileira. São Paulo: Arte Editorial, 2005.
Artigo escrito por Beto em 12.09.2007 para Cidadania Cristã
Olha, o Rubem foi pastor aqui em Lavras de 1962 a 1967. Na epoca não tinha essas idéias de hoje. Já era bem voltado para o enfoque social da igreja, o que naqueles tempos de AI5 não era muito bem visto, inclusive pela cúpula da IPB. Foi denunciado como subversivo, teve de "arrumar" um curso para fazer nos EUA. Sempre foi muito amigo de meu pessoal. (depoimento de um amgio de Lavras)
Yes you can, Brazil
Tuesday, April 14, 2009
Mark Driscoll - parte 1
Brad Cecil escreve em http://axxess.org/?p=80:
'Eu acho que o neo-calvinismo é covarde e fraco! Apenas vai na carona de líderes inteligentes que foram teólogos brilhantes, visionários, e instigantes para seu tempo - mas hoje, nem tanto.
Minha opinião é que a falha de pressuposições filosóficas/teológicas causaram esta volta ao "calvinismo" à medida em que as pessoas buscam o conforto do conceito evangélico retorcido de "soberania" que existe nesse círculo. Neo-calvinismo é um desperdício - o calvinismo clássico foi construído sobre uma hermenêutica da aliança e pelo menos continha um "mandato cultural"; neo-calvinismo é construído sobre uma hermenêutica dispensacional e não tem nenhum mandato. Neo-calvinismo é barato, fácil e um zero à esquerda e não tem nada de "fiel às escrituras"como frequentemente afirmam.'
Thursday, April 09, 2009
Conversa emergente no Brasil
Estava lendo pela nona ou décima vez o capítulo que Brian McLaren escreveu no livro An Emerging Manifesto of Hope. Esse é um dos vários livros que deveriam ser traduzidos para o Português. No seu capítulo excelente, Brian comenta en passant sobre como a conversa emergente se desenvolve nas margens, ortogonal às denominações e movimentos. Por lo tanto não devemos esperar uma igreja emergente sectária, como que dividindo o bolo entre independentes, históricos, de-missão e emergentes. Já comentei sobre idéia similar ao escrever sobre a origem da "conversa emergente" nos Estados Unidos, que também vai além de denominações.
Citando o teólogo africano Kenzo, Brian explica que o outro lado da moeda, por assim dizer, do Emergent do Norte são as teologias pós-coloniais do Sul, incluindo a Missão Integral na América Latina. Faz o máximo de sentido para mim. Para mim, a conversa emergente no Brasil deve andar junta com a Missão Integral. Talvez minha linha de raciocínio seja simplista, mas é o que eu tenho: a conversa emergente surge com uma aguda percepção da cultura e realidade ao seu redor. E a única teologia que está sensível à realidade ao seu redor no contexto latinoamericano nessa conjuntura histórica que eu conheça é a Missão Integral.
A palavra "rótulo" parece invocar sentimentos de ojeriza entre alguns. Se alguém puder falar um pouco mais sobre esse medo/receio de rótulos, por favor faça-o. Gostaria de ouvir. Então lembro-me de Adão. Adão foi o primeiro ontólogo, cujo cliente foi Deus. Deus comissionou Adão a dar nome a tudo. Se ajuda o leitor, substitua "rótulo" por "categoria". Para mim é a mesma coisa. Os rótulos nos ajudam com identidade. Nos ajudam a associar idéias e pessoas. E isso é bom. Ficarei feliz enquanto o "rótulo" emergente estiver ajudando a igreja no Brasil a emergir. Ficarei feliz enquanto o termo emergente for inclusivo o suficiente para reunir e promover os mais variados grupos interessados no Reino de Deus. Precisa haver mais pretensão do que isso?
Lendo nas entrelinhas, a expectativa de ver em letreiro neon "Primeira Igreja Emergente de Piracicaba" parece-me conter a pressuposição de transladar o tradicional conceito de igreja para a conversa emergente. A saber, que assim surgem igrejas: você reúne pessoas, você vende o peixe para o grupo, e você inaugura a igreja com um letreiro na fachada. Enquanto não houver letreiro, não há igreja.
Ao mesmo tempo, tenho interesse em ajudar comunidades de fé emergentes a nascerem como puder, apesar das minhas várias limitações. Me alegro ao ver as sementes de mostarda sendo plantadas. Quero convidar a tod@s a participarem também dessa conversa com essa alegria, lembrando que é mais conversa (no bom sentido) que igreja.
Sunday, April 05, 2009
Globemerging: South-North-East-West Dialogue
This is the first post for the Globemerging "planet". The idea is to have a place for conversation. Not just Twitter where you need to "dumb down" your thoughts, but a forum where you have space to expose your ideas and try get some meaningful conversation going.
You may or may not be aware, but there are folks in the South who read about and hear the emerging conversation, if we can call it that. I'm one of those. At times I have other perspectives being from the South, even though it has been 11 years I live in the North.
Let the global conversation begin!
See globemerging.pbwiki.com
Peace!
Thursday, April 02, 2009
The Book of Absolutes
CBC Ideas - http://www.cbc.ca/ideas/podcast.html
March 30, 2009 - The Book of Absolutes
"The Book of Absolutes
Current dogma insists that all cultures and moral values are conditional. Human nature is flexible. There are no innate values. We live in a morally relative universe. William Gairdner challenges this view when he argues for universal values.
