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Friday, May 27, 2011

Pronunciamento em relação à decisão do STF - Aliança de Batistas do Brasil

( Originalmente publicado em http://www.aliancadebatistas.com.br/page/modules/articles/article.php?id=11 )




Pronunciamento em relação à decisão do STF


A Aliança de Batistas do Brasil, instituição batista de caráter ecumênico em sua Carta de Princípios proposta no ano de 2005, se propõe a “celebrar a diversidade da vida e da humanidade em todas as suas formas, respeitar as diferenças e promover o diálogo”, assim como também “defender a causa dos empobrecidos e proscritos da sociedade”. Esses anseios se fundamentam em nossa leitura do Evangelho de Jesus Cristo, em seu claro chamamento à causa dos oprimidos, em sua paixão pela liberdade humana e pela plenitude da vida de toda criação. Esses anseios também se fundamentam em nossa tradição batista, marcada historicamente pela defesa da liberdade de consciência de todas as pessoas, em matéria de religião e de civilidade.

É com base nestes princípios que a Aliança de Batistas do Brasil, mais uma vez fazendo uso das prerrogativas constitucionais de livre expressão, deseja tornar público o seu posicionamento com relação à decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) em garantir, de modo unânime, a legitimidade dos direitos civis das uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo. Como entidade identificada com a justiça social e com a busca da equidade devida a cada cidadão e cidadã da nação brasileira, desejamos externar nossa satisfação e nosso contentamento com a decisão unânime do STF.

Desejamos tornar pública nossa leitura destes fatos, conscientes de que a mesma possa divergir da maneira como amplos setores das igrejas cristãs brasileiras têm se posicionado frente à mesma discussão.

1. Em primeiro lugar, não consideramos a decisão do STF relacionada aos direitos civis das uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo como “ondas de imoralidade”, nem as articulações dos grupos identificados sobre a rubrica LGBTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Simpatizantes) como “afrontas à família brasileira e à moralidade sexual cristã”. Antes, as consideramos sob o ponto de vista da legalidade da luta política e ideológica, como expressões das possibilidades plurais de expressão próprias de qualquer estado democrático de direito. Em outros termos, compreendemos que conquistas como a sinalizada pela decisão do STF apontam para o amadurecimento da democracia, para a organização e o fortalecimento dos movimentos sociais, expressas por lutas demoradas, pacientes, assumidas por amplos setores da sociedade civil organizada. É com esta compreensão que manifestamos nosso apreço a programas como o Brasil sem Homofobia, cuja finalidade, mais do que conceder privilégios a grupos em especial, é reparar lapsos feitos a certas minorias, historicamente tratadas como pessoas de segunda categoria, estigmatizadas, e sem pleno uso de sua cidadania.

2. Em segundo lugar, compreendemos que embora decisões como a do STF não sejam eficazes na diminuição do preconceito de que os indivíduos e grupos implicados têm sido vítimas ao longo de muito tempo, ao menos ajudam a reparar injustiças históricas e a conceder a esta comunidade de pessoas direitos legais já possuídos pelo restante da sociedade. Desta maneira, entendemos que as leis que regem o nosso país, em grande parte, estão ligadas a contextos sócio-políticos e culturais onde vigiam o patriarcado, além de refletirem a visão de mundo e de sociedade das pequenas elites ocupantes dos espaços políticos e jurídicos de produção dessas leis. Como conseqüência dessa leitura, entendemos que decisões como as do STF, também são reflexo do amadurecimento político e cultural, senão diretamente de nossos representantes políticos, pelo menos de alguns setores da sociedade civil organizada. A Aliança de Batistas do Brasil compreende que conquistas como as que estão em questão, representam rupturas históricas louváveis frente aos modos de constituição das formas jurídicas que regulam a sociedade brasileira. Oxalá esse amadurecimento chegue em breve aos campos tributário, penal, ambiental e político institucional.

3. Em terceiro lugar, e do ponto de vista estritamente teológico, desejamos tornar pública nossa posição de que com o reconhecimento dos direitos civis da união estável de pessoas do mesmo sexo, os princípios evangélicos da vida com abundância, da dignidade humana e da justiça, amplamente defendidos pelas Escrituras Sagradas, são profundamente afirmados. Compreendemos que decisões legais como a que está em questão, ajudam a dirimir o senso de indignidade daqueles e daquelas que em nossa cultura cristã-patriarcal têm sido considerados “impuros”, e cuja opção, até o presente momento, tem sido os guetos de nossa sociedade. Pautados na atitude de Jesus de Nazaré, que sempre subverteu as formas com que as instituições religiosas de seus dias tratavam os “impuros”, relativizando dogmas milenares e chamando as pessoas a uma nova atitude frente àqueles excluídos, a Aliança de Batistas do Brasil compreende como uma “boa nova” o fato de que as pessoas identificadas sob a rubrica LGBTS estejam sendo incluídas no ideal de equidade social defendido pela Constituição Federal Brasileira. Também compreendemos teologicamente que eventos como a decisão unânime do STF ajudam a corroborar aquele que certamente é o maior princípio evangélico de todos, que é a defesa e a prioridade da vida. O preconceito contra a diversidade sexual, radicalizado por reações homofóbicas de todo tipo, degeneram em grande número de casos em crimes e atentados contra a integridade física dessas pessoas. Por isso, compreendemos que qualquer lei que beneficie e proteja a vida, funciona em sintonia com o espírito do Evangelho de Jesus Cristo.

4. Finalmente, como Aliança de Batistas do Brasil, entendemos que nosso papel principal, como igrejas cristãs desse tempo, seja o de contribuir no enfrentamento da intolerância que se dissemina com força cada vez maior no tecido social. Somos profundamente simpáticos a uma espiritualidade que se abra ao diálogo e que não tema o encontro com a alteridade; que se paute pela celebração da diversidade e que tenha na defesa da vida sua motivação precípua.

Não defendemos essas idéias por mera sofisticação cultural, muito menos para sermos fiéis à cultura presente. Mas as defendemos, como dissemos, como conseqüência de nossa leitura do Evangelho de Jesus Cristo e de nossa relação com a herança batista da qual fazemos parte.

Maceió, 17 de maio de 2011
Prª Odja Barros
Presidente da Aliança de Batistas do Brasil 

Thursday, September 24, 2009

Histórias Verídicas do Pajé Raoni - 7 - De Médico e de Louco

Essa histórica verídica foi presenciada por minha tia-avó.
Minha tia-avó se chamava Débora. Débora era irmã da minha avó paterna. Ela era membro de uma grande igreja batista no estado do Rio de Janeiro, do Pr. Panini *. Disse a minha tia-avó que na congregação havia um sêmen-narista. Pois bem, este sêmen-narista e a filha do pastor fornicaram e ela engravidou. Pois bem, o Pr. Panini arranjou para a filha fazer um aborto e o sêmen-narista saiu da igreja. Foi para Cachoeiras de Macacu.
Em uma certa sessão nessa igreja de Niterói, eis que se levanta um médico. Era o médico que havia feito o aborto. Com dor de consciência, quis se confessar e relatou o ocorrido pedindo o perdão da igreja. Eis que o pastor então diz que aquilo tudo é um absurdo, e chama uma ambulância para prender o médico louco. Chega a ambulância. Os enfermeiros põem uma camisa de força no médico na própria igreja e o levam embora.

(* Nomes marcados foram trocados nesse relato )

Thursday, June 18, 2009

Histórias Verídicas do Pajé Raoni - 4 - A Cúpula e O Sem-Pedigree

Estávamos reunidos durante o culto na igreja aqui no Canadá. A igreja naquela época estava sem pastor. Éramos cerca de 6 pessoas. Meu grande e bom amigo pregava. Nós - todos leigos - alternávamos as pregações naquela época. Nisto entra ele com esposa.
Quem diria! Aqui no Canadá, na nossa igrejinha com meia dúzia de gatos pingados. Ele não sabia que o reconheci. Era o pastor da grande igreja numa das maiores cidades do Brasil, igreja onde minha mãe congregou por algum tempo. Eu sabia dos problemas que haviam ocorrido lá. Agora tinha um alto (alto mesmo) cargo na cúpula internacional na Nova Roma. Em todo o caso, nós os recebemos sinceramente com alegria. Ao me apresentar e mencionar os nomes da minha família, de repente eu passei a ser não tão desconhecido assim.
No ano seguinte, a mesma coisa. Dessa vez, convidei-o para vir a minha casa. Lá estavam a cúpula e o sem-pedigree!
Comecei perguntando como é que funcionava a cúpula. Fiz várias perguntas. Talvez perguntas demais. Perguntei como é que entrava dinheiro na cúpula. Perguntei que relação a cúpula tinha com os políticos da Nova Roma. Aprendi que 90% do dinheiro da cúpula vem do Sul da Nova Roma ainda. Perguntei sobre o Grande Racha que houve na denominação, onde o braço da Nova Roma quis seguir sozinho do resto do mundo todo (sim, o mundo todo). Muito interessante. Perguntei também como andava o diálogo com os Católicos, já que tudo isso estava sob sua administração.
Quando tive oportunidade, comecei a descrever minha interpretação da situação da denominação e da religiosidade na Nova Roma. E como a cultura vem rapidamente mudando. Falamos sobre religião na Europa também.
A esposa me relatou uma história interessante. Congregavam em uma certa igreja no Nordeste da Nova Roma. De repente muito rapidamente começaram a mudar algumas coisas na igreja. Ela deixou claro que não lhe agradaram as mudanças. E o Pajé Raoni relata aqui o que ouviu.
De repente, no culto passou a acontecer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Isso parece que desorientou-a. Ela não sabia o que ouvir de quem.
De repente, a 'mensagem' ficou mais complicada. Menos estrutura e menos sistematização. Mais conversa e, pior, participação e movimento.
A igreja resolveu criar relacionamentos com os artistas. Na visão dela, isso foi problemático. E explicou a razão: artistas geralmente estão ocupados no Domingo e não podem ir à igreja. Artistas também, conforme ela, têm dificuldade de se organizarem e de criarem um compromisso de ir frequentemente na igreja.
Posteriormente, quando começamos a falar sobre pós-modernismo, ela - que também participa dentro da cúpula - tentou simplificar o que estava ficando complicado. Explicou-me que o importante era "evangelizar". Falou-me como em uma certa vez entrou em um taxi e tentou convencer o motorista a 'aceitar Jesus' com certa persuasão. E que isso era o que interessava. O Pajé Raoni ficou pensando, mas não falou, em que tipo de interesse ela teria na vida de tal taxista, e no seu bem-estar em geral.
Ela também achou que a igreja estava virando "Nova Era". Que a falta da "sistematização" durante o culto era um problema, pois tal prática era da Nova Era. A Nova Era, conforme a mesma, era um problema pois importava práticas Orientais. O Pajé Raoni ficou se perguntando - mas não falou - se talvez o Cristianismo seja uma religião Oriental.
O Pajé Raoni e sua família ficaram muito contentes e agradecidos com sinceridade ao casal da cúpula pela visita e pelo diálogo. Embora muitas pedras estejam sedimentadas por anos e anos de tradição, ainda é possível ter comunhão como corpo. Afinal, somos um pelos laços do amor.

Saturday, April 18, 2009

Carta de Rio Bonito - jovens Batistas do RJ

'CARTA DE RIO BONITO
Nós, jovens batistas do Estado do Rio de Janeiro, reunidos no Congresso
Juventude Ativa, na cidade de Rio Bonito-RJ, no dias 09-12 de Abril de 2009, nos
manifestamos sobre a realidade social do nosso país.
Entendemos que a situação de injustiça social, pobreza, fome, desigualdades
(raça, gênero, econômica etc.) corrupção, ofendem o caráter de nosso Deus - Justo,
Santo, Salvador e Libertador – conforme revelado em sua Palavra (A Bíblia).
Compreendemos que a vida e mensagem de nosso mestre e Senhor Jesus Cristo, que
pregou e manifestou o Reino de Deus, foi revolucionária nos sentidos espiritual,
moral e social. É em nome dEle e de Seu Reino que falamos.
A) REPUDIAMOS:
- A desigualdade social marcante no Brasil, porque fere os princípios do reino de Deus;
- A omissão da igreja de Cristo frente às necessidades sociais do país e a religiosidade vã
e estéril desenvolvida em quatro paredes, que leva ao não desenvolvimento de projetos que
visem mudar a realidade social ao redor da igreja local;
- Toda espécie de corrupção e falsidade nas relações sociais, sobretudo no campo político.
- As formas de exploração do ser humano como trabalho infantil e trabalho escravo.
Também as condições de trabalho e renda que não garantem ao cidadão o sustento
familiar, o direito ao lazer e às condições básicas de saúde;
- Todas as formas de preconceito e discriminação social, cultural, racial, econômica e de
gênero.
- As diversas manifestações da violência praticadas em nossa sociedade: Física, sexual,
psicológica, contra qualquer grupo populacional, sobretudo mulheres, crianças,
adolescentes e idosos. Também a utilização de menores no tráfico de drogas;
- A destruição do nosso planeta e o mau uso dos nossos recursos naturais engendrados por
forças produtivas estrangeiras e nacionais, que comprometem a vida da atual e das futuras
gerações;
- A não efetividade dos direitos sociais garantidos na Constituição Federal Brasileira;
- O escândalo da presença da fome num país de grandes riquezas naturais (Terras
produtivas e farta condições de produção e distribuição de alimentos);
- A banalização da vida e insensibilidade em relação à morte, principalmente as
previsíveis e evitáveis;
- O individualismo que acaba por alienar as pessoas frente às necessidades alheias e
coloca em segundo plano o interesse coletivo;
- O evangelho interpretado e pregado como oferta de prosperidade, que não reflete a
Justiça do Reino de Deus, alienando pessoas;
- A desvalorização da instituição família.
B) NOS COMPROMETEMOS A:
- Orar constantemente pela situação social de nosso país, pelas autoridades civis assim
como pela liderança eclesiástica;
- Contagiar cada vez mais jovens a exercer a justiça social, utilizando nossas organizações
de juventudes (JUBAS) locais e regionais como mobilizadoras de ações sociais nas
cidades;
- Estarmos atentos às questões sociais e não ficarmos em silêncio - “O que me incomoda
não é o grito dos maus e sim o silêncio dos cristãos”. (Parafraseando M. Luther King Jr.)
- Doar nossas vidas em prol do bem-estar social, físico, emocional e espiritual de nossos
semelhantes a exemplo de Jesus Cristo, nosso senhor e mestre, cuja vida entregou por
todos os seres humanos;
- Preservar o meio ambiente de todas as formas possíveis;
- Buscar o bem comum ao invés de nossos próprios interesses em primeiro lugar; amando
o próximo de forma prática. “Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em
verdade” (I Jo 3.18)
- Incentivar nossas igrejas a se aproximarem de suas comunidades locais, prestando
serviço através de diálogos com instituições de saúde, educação, defesa de direitos etc.
- A não sermos omissos, nem negligentes com o cumprimento de nossos direitos e deveres
estabelecidos em lei;
- Sermos promotores da paz e da não violência onde estivermos;
- Identificar necessidades e demandas das comunidades em que vivemos e criar
estratégias visando ao atendimento das mesmas;
- Buscar conscientizar pessoas, na igreja e comunidade local, sobre os problemas sociais
através da realização de fóruns, debates e palestras sobre temáticas sociais;
- Sermos sempre éticos e verdadeiros nas nossas relações pessoais, familiares e
profissionais;
- Lutar por manter esse compromisso que nasceu no congresso Juventude Ativa 2009.
SOMOS FILHOS DE DEUS! JOVENS QUE AMAM A JESUS E VAMOS
LUTAR, ONDE ESTIVERMOS, POR PAZ, JUSTIÇA E VIDA.
“Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas JUSTIÇA, PAZ e ALEGRIA no
Espírito Santo!” (Rm 14.17)
Essa carta foi elaborada conjuntamente pela liderança da JUBERJ e mais 80 líderes de
Jovens que atuam em diversas igrejas Batistas do Estado do Rio de Janeiro.
Redação: Luís Henrique da Costa Leão, Pr.
'

Fonte: email particular

Sunday, August 17, 2008

Passion for peace inspires “return to roots” for Chilean denomination

From
http://www.mennonitechurch.ca/news/releases/2008/02/Release01.htm

"February 1, 2008
-Deborah Froese

SANTIAGO, Chile —Gracious and unassuming, Omar Cortés Gaibur seems an unlikely revolutionary, but his passion for peace has inspired change. A teacher of theology and an international ministry worker for Mennonite Church Canada Witness (MC Canada) and Mennonite Mission Network (MMN), Cortés Gaibur has been instrumental in articulating a vision of Anabaptism among Baptist churches in Chile and in shaping a ministry partnership agreement to promote it. This partnership, between MC Canada, MMN and the Union of Evangelical Baptist Churches of Chile (UBACH), revolves around the development of an Anabaptist Christian Resource Centre for Peace. Known as Centro de Recursos Cristianos Anabautistas por la Paz in Spanish – or CERCAPAZ – the initiative outlines concrete, practical ways for Chileans to embrace Anabaptist peace theology. In a nation where systemic conflict has fuelled societal and family violence, CERCAPAZ offers desperately needed tools and training for church workers and others. Cortés Gaibur is the project coordinator.

Cortés Gaibur grew up in Chile and Mexico under the influence of a Presbyterian grandmother and a Syrian-Muslim grandfather. He credits his grandparents with instilling in him a strong respect for those of other religions and an appreciation for peace work. For example, when the United Nations decreed that land should be set aside for the nation of Israel, Cortés Gaibur’s grandfather knew that it would result in refugee status for many Palestinians, some of whom he was related to. He also understood that such knowledge could jeopardize his relationship with a neighbour who happened to be Jewish. Before any tension could develop between them, Cortés Gaibur’s grandfather approached his neighbour and gently conveyed his disappointment with the UN’s decision while expressing concern for their friendship.

“We grew up with that kind of story,” Cortés Gaibur says. “We learned to understand that peace and dialogue, respect, are the most basic values.”

Cortés Gaibur was introduced to Anabaptist theology in the early 1990s by Titus Guenther, an Associate Professor of Theology and Missions at Canadian Mennonite Bible College (now Canadian Mennonite University) who at that time taught church history at the Evangelical Theological Community in Santiago (now the Faculty of Evangelical Theology). When they shared their perspectives on spirituality, Guenther’s reflection on Anabaptist peace theology struck a chord with Cortés Gaibur. Although Cortés Gaibur expressed his longing for a Mennonite Church in Santiago, Guenther persuaded him to continue pastoring the Baptist church then under his care, where he could sow seeds of interest in Anabaptism.

Through Guenther’s connections, Cortés Gaibur travelled to Vancouver to study at Regent College. When he completed his studies in 1997, he returned to Chile as a worker for the Commission on Overseas Mission (COM), the predecessor to MC Canada Witness. He immediately began developing programs to deal with violence. With his wife Ester and financial assistance from COM, he created the program "5 & 2 Multiply for All", a shelter for abused women in Conchali, Santiago. In 2005 he helped to establish "Sanctuaries of Peace", a neighbourhood abuse and domestic violence prevention program that involves local churches and continues to be a vital component of the CERCAPAZ plan.

UBACH’s vision is often referred to by leaders as a “return to Anabaptist roots”, implying a history of Anabaptism within the Baptist church in Chile. Cortés Gaibur explains that some of the European immigrants who introduced Baptism to Chile arrived with an Anabaptist image of church, although the Southern Baptists with whom they developed a relationship encouraged growth in another direction. With rising membership and an increased desire to find its own identity, UBACH made a decision several years ago to move away from that particular theology. They sought a return to their roots. Although Cortés Gaibur acknowledges UBACH’s spiritual heritage, he attributes the current rise of Anabaptism to visiting professors like Guenther who brought peace theology to Chile in the early 1990s. “It’s a movement more than history,” he says.

UBACH’s renewed focus on Anabaptism has significant implications. Representing 35,000 members and 500 congregations – twice the number of MC Canada congregations – UBACH also influences the 100,000 Chileans who attend member church worship services regularly.

UBACH General Secretary Freddy Paredes acknowledges that although the current leadership has made an intentional theological shift, it will take time for it to filter into local congregations. Paredes, who once studied under Cortés Gaibur and helped him draft the plan for CERCAPAZ, believes the partnership will support and encourage growth of UBACH’s Anabaptist identity. He is appreciative of MC Canada and MMN support. “I see the hand of God working in this development process,” he writes through a translator. “The formation of this strategic alliance for the Kingdom of God, and its practical expression through CERCAPAZ, has meant a great personal satisfaction for me.”

Tim Froese, Executive Director of MC Canada Witness International Ministries and Mission Partnership Facilitator for Latin America, sees UBACH as “a large ministry partner with missional-minded leadership, access throughout the country and many gifts.” He notes that UBACH has been active in building relationships with other Latin American Anabaptists/Mennonites by attending two regional gatherings in 2007. Although MC Canada Witness has had various church partners in Chile over the years, Froese believes CERCAPAZ offers potential for a new, more closely knit partnership. “Omar is a significant resource for CERCAPAZ in developing this vision,” Froese says. “Without being aware of the extent of his teaching influence, Omar has helped give voice and structure to a missional identity and vision for UBACH and has thus paved the way for our partnership to become one of church to church [MC Canada and UBACH].”

A few short years ago, CERCAPAZ would have seemed implausible. “It’s amazing to me how quickly things can change,” says Linda Shelly, Director for Latin America, MMN. She first visited Cortés Gaibur at the Baptist Seminary in Santiago in 2003. “The Rector pulled out their statement of mission that identified their theology as Anabaptist... Omar as well as the other seminary officials said this is clearly in contradiction with our own conference [UBACH].”

However, the idea of Anabaptism spread as UBACH pursued a new identity more closely addressing the needs of Chileans. Just three years later, in late 2006, UBACH president Raquel Contreras Eddinger told Froese that “We [UBACH] are looking for an identity. We think we want to be Anabaptist. We want to be a peace church.” By early 2007, when Contreras Eddinger’s term was ending, Cortés Gaibur helped her to shape an Anabaptist vision for UBACH, which she shared at the annual assembly. She was re-elected.

“A Kairos moment,” Cortés Gaibur muses, reflecting on the event. The CERCAPAZ agreement is shaped with phrases such as “communities of peace,” “horizontal leadership” and “respect for the individual conscience” – a statement which demonstrates sensitivity to Chile’s history of dictatorial leadership. CERCAPAZ encourages congregations to become “Sanctuaries of Peace” or communities of refuge for those who feel their rights or dignity have been violated. Training is offered to help congregational leaders recognize and cope with issues of family violence. Other anticipated projects include regional meetings, campaigns for violence prevention, and the establishment of relationships with other Anabaptist churches.

Publication of resource material is also part of the program. MC Canada Witness and MMN jointly financed over half of the cost for production of 2,000 copies of Radical Coexistence; Spirituality in the 21st Century by John Driver (Eidiciones Kairós, 2007), which was launched in the fall. The balance of funding will be recuperated through book sales.

The CERCAPAZ vision is spreading like wildfire. A workshop held in Oct. led to the scheduling of a Dec. peace march. November seminars on abuse prevention and conflict mediation were attended by churches and non-governmental organizations. Sanctuaries of Peace are met with enthusiasm and Cortés Gaibur reports that several new communities are scheduled to begin this year.

“One of the things that is interesting is that many people from outside the church look at this program with enthusiasm and are interested to be a part of it,” Cortés Gaibur says. “Just today I made a call to a friend who is a teacher and not associated with any church. I asked if he would like to help out with this program and he replied ‘Of course. That is the most wonderful program that I would like to participate in’.” Cortés Gaibur reports hearing people say they are thrilled to be learning how to deal with the real issues that face them.

Anabaptism, it seems, meets many Chileans’ needs. Cortés Gaibur simply opened a door by living in accordance with his own personal convictions and left the rest to God.

Currently, Cortés Gaibur teaches at the Baptist Seminary in Santiago and is the Executive Secretary of the Latin American Theological Fraternity. He would rather build relationships than deal with the inevitable paperwork that accompanies his position – indeed, paperwork often falls behind. He tends to deflect praise for himself by focusing on others. “I want to say you have helped me,” he says at the end of our interview. “Now I know what to write for my reports.”

UBACH celebrates its 100th anniversary from Jan. 8-13 in Temuco, Chile. Representatives of MC Canada, Jack Suderman, General Secretary and Janet Plenert, Executive Secretary of Witness, are in attendance to share Anabaptist perspectives, meet with the UBACH executive and lead workshops on Anabaptism.

Sidebar: Wordplay

The Spanish acronym for Centro de Recursos Cristianos Anabautistas por la Paz (Anabaptist Christian Resource Center for Peace), CERCAPAZ, offers a clever play on words. “CERCA” means “close or near.” The translation of “PAZ” is “peace.” CERCAPAZ can also be pronounced “SER CAPAZ,” with “SER” and “CAPAZ” meaning “to be” and “capable” respectively. Thus, peace is within UBACH’s proximity and capability.

Sidebar: Bread, fish and servanthood

Teacher and theologian Omar Cortés Gaibur takes biblical principles to heart and finds unique ways to share the message of mission. The program 5 & 2 Multiply for All was inspired by the story from Mark 8:1-8 of five loaves of bread and two fish that fed a crowd of four thousand. Under 5 & 2 Multiply for All, Cortés Gaibur and his wife Ester created a shelter for victims of family violence.

At the shelter’s opening banquet, Cortés Gaibur invited high-ranking city officials to participate. While those attending the ceremony expected a fancy meal, the fare was simple – five pieces of bread and two small fish – and the attending officials were invited to do the serving. “It was a way of saying that this is what we have and that this miracle of love extends through us,” says one observer.

The experience left quite an impression on the serving authorities, one of whom noted that he now understood that the miracle of bread and fish wasn’t just a miracle that happened two thousand years ago; it was something that could happen even today.

Enough money was raised that evening to buy groceries for the shelter.

The program 5 & 2 Multiply for All is still in operation today, although it has been modified and is now run by the Baptist Church of Conchali.

"

Tuesday, December 11, 2007

Lounge Night - Ottawa Baptist Association - Youth


Ontem teve aqui o Lounge Night, promovido pelos Jovens da Associação de Igrejas Batistas de Ottawa. Foi muito bom. A líder de jovens da igreja organizou. Alugamos um lounge (tipo um bar). Um DJ da rádio cristã veio pôr músicas e ser o MC. Tivemos um mini-concurso de bandas locais. A banda vencedora ganhou uma música a ser produzida em estúdio. E outros músicos se apresentaram.
O bar fica no setor de badalação da cidade, do lado do centro (no Market).
Gostei muito do ambiente. Era pequeno, tinha dois andares. Tinha luz fraca, outras luzes coloridas e um globo espelhado no teto. A banda ganhadora era de uma escola (a maioria dos integrantes eram não-crentes. Conversei com alguns pais dos integrantes.). Da nossa igreja (nossa igreja é bem pequena, tem uns 30 membros) foram vários jovens. Dois participaram do concurso. O Nilton matou a pau com o seu rap. Ele tem gravado em Montreal. Ele me disse que a escola dele (pública) tem um estúdio. Ele pode usar o quanto quiser de graça (coisas de Canadá...). Depois de gravar na escola ele leva as gravações pra Montreal pra ficar mais
profissional. O pessoal da rádio gostou tanto que vai pôr uns raps dele no ar.
O pessoal dançou muito ao som de hip-hop e dance. Dá pra ver que não somos Batistas americanos... Quem sabe da próxima vez não abrimos o bar com umas caninhas?
Foi um lugar neutro onde crentes e não-crentes podem se encontrar, se
divertir e interagir. Foram muitos jovens que eu conheço (amigo do amigo) que não poriam o pé numa igreja. Fica a idéia.