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Monday, June 11, 2012
Salvando llamas para Jesus - parte 8
Ouvi uma entrevista na rádio pública canadense do editor chefe da rede Al Jazeera. Disse ele que um dia entrou um general americano furioso no escritório no Catar querendo falar com ele.
- Como é que vocês mostram cenas de guerra como essas? Não é por menos que a população odeia-nos!
O general falava de imagens de bombardeamentos de civis por militares americanos no Iraque.
Ao que o editor da Al Jazeera respondeu:
- O senhor já parou para pensar se é porque nós mostramos as imagens que a população odeia-os, ou se é pelo fato de bombardearem-nas?
Semelhantemente, faz mais sentido pensar: será que os cristãos ocidentais são "perseguidos" na tal "janela 10 - 40" porque são cristãos ou porque o governo de seus países bombardeiam suas populações?
Thursday, May 03, 2012
Widening the Circle - 3 - Mennonites and the Civil Rights Movement
Rosemarie says: “We had such a strong commitment to the movement” (page 41)
Saturday, January 28, 2012
Comunidade Bijou Street: Anabatistas na Babilônia - parte 3
Comunidade Bijou Street: Anabatistas na Babilônia ("Bijou Street Community: Anabaptists in Babylon")
Por Mary e Peter Sprunger-Froese
(Leia também a parte 2 aqui )
Congregações que vivem [de forma] simples, começando e participando em massa em atividades de protestos públicos, acolhendo os estranhos (sem-teto, sem-documento, homossexuais, soldados de consciência ferida, ou mercenários militares), ou criando círculos de discernimento de resistência contra impostos de guerra - esses são exemplos de protestos do corpo.
[...]
Thursday, May 05, 2011
Direitos Humanos - comentários aleatórios - parte 7
Monday, January 10, 2011
As Treze Colônias do Norte
AS TREZE COLÔNIAS DO NORTE E A IMPORTÂNCIA DE NÃO NASCER IMPORTANTE
A apropriação privada da terra sempre se antecipou, na América Latina, ao seu cultivo útil. Os traços mais retrógrados do sistema de posse, atualmente vigente, não provêm da crise, mas nasceram durante os períodos de maior prosperidade; ao contrário, os períodos de depressão econômica apaziguaram a voracidade dos latifundiários pela conquista de novas extensõés. No Brasil, por exemplo, a decadência do açúcar e o virtual desaparecimento do ouro e diamante tornaram possível, entre 182O e 185O, uma legislação que assegurava a propriedade da terra a quem a ocupasse e a fi zesse produzir. Em 185O, a ascensão do café como novo "produto rei" determinou a sanção da Lei de Terras, cozinhada segundo O paladar dos políticos e dos militares do regime oligárquico, para negar a propriedade para os que nela trabalhassem, na medida em que
143 iam-se abrindo, até o sul e o oeste, os gigantescos espaços inteiros do país. Esta lei "foi reforçada e ratificada, desde então, por uma copiosíssima legislação, que estabelecia a compra como única forma de acesso à terra e criava um sistema cartorial de registro que tornava quase impraticável que um lavrador pudesse legalizar sua posse.. 126
A legislação norte-americana da mesma época propôs-se ao objetivo oposto, para promover a colonização interna dos Estados Unidos. Gemiam as.carretas dos pioneiros que iam estendendo a fronteira, às custas de matanças dos índios, até as terras virgens do oeste: a Lei Lincoln de 1862, o Homested Act, assegurava a cada família a propriedade de lotes de 65 hectares. Cada beneficiário comprometia-se a cultivar sua parcela por um período não menor do que cinco anos 127. O domínio público colonizou-se com uma rapidez assombrosa: a população aumentava e se propagava como uma enorme mancha de óleo sobre o mapa. A terra acessível, fértil e quase gratuita, atraía os camponeses europeus como um ímã irresistível: cruzavam o oceano e também os Apalaches rumo às pradarias abertas. Foram os granjeiros livres, assim, os que ocuparam os novos territórios do centro e do oeste. Enquanto o país crescia em superfície e em população, criavam-se fontes de trabalho agrícola para evitar o desemprego e ao mesmo tempo gerava-se um mercado interno com grande poder aquisitivo, a enorme massa dos granjeiros pToprietários, para sustentar o desenvolvimento industrial.
Em compensação, os trabalhádores rurais que há mais de um século mobilizavam com ímpeto a fxonteira interior do Brasil, não foram nem são famílias de camponeses livres em busca de uma nesga de terra própria - como observa Darcy Ribeiro - mas, trabalhadores braçais, contratados para servir aos latifundiários, que previamente tomaram posse dos grandes espaços, vazios. Os desertos interiores nunca foram acessíveis à população rural. Em proveito alheio, os trabalhadores foram abrindo o país, a golpes de facão, através das selvas. A. colonização foi uma simples extensão da área latifundiária. Entre 195O e 196O, 65 latifúndios brasileiros absorveram a quarta parte das novas terras incorporadas à agricultura 128.
Estes dois sistemas opostos de colonização interior mostram uma das diferenças mais importantes entre os modelos de desenvolvimento dos Estados Unidos e da América Latina. Por que o norte é mais rico e o sul mais pobre? O rio Bravo marca muito mais do que uma fronteira geográfica. O
profundo desequilíbrio de nossos dias, que parece confirmar a profecia de Hegel sobre a inevitável guerra entre uma e outra América, nasceu da expansão imperialista
[ 126. Darcy Ribeíro, Las Américas y la civilización, Tomo II, los pueblos nuevos, Buenos Aires, 1969.
127. Edward C. Kirkland, Historia económica de Estados Unidos, México, 194t.
128. Celso Furtado, Um projeto para o Bmsil. Rio de Janeiro, 1969. 144 ]
dos Estados Unidos ou tem raízes mais antigas? Na realidade, no norte e no sul tinham-se gerado, já na matriz colonial, sociedades muito pouco parecidas e a serviço de fins que não eram os mesmos 129. Os peregrinos do Maylower não atravessaram o mar para conquistar tesouros legendários nem para arrasar civilizações mdígenas inexistentes no norte, mas para se estabelecer com suas famílias e reproduzir, no Novo Mundo, o sistema de vida e de trabalho que praticavam na Europa. Não eram mercenários, mas pioneiros; não vinham para conquistar, mas para colonizar: fundaram "colônias de povoamento". É certo que o processo posterior desenvolveu, ao sul da baía de Delaware, uma economia de plantações escravistas semelhante à que surgiu na América Latina, mas com a diferença que nos Estados Unidos o centro de gravidade esteve, desde o começo, radicado nas granjas e oficinas da Nova Inglaterra, de onde sairiam os exércitos vencedores da Guerra de Secessão no século XIX. Os colonos da Nova Inglaterra, núcleo original da civilização norte-americana, não aCuaram nunca como agentes coloniais da acumulação capitalista européia; desde o princípio, viveram ao serviço de seu próprio desenvolvimento e do desenvolvimento de sua terra nova. As treze colônias do norte serviram de desembocadura ao exército de camponeses
e artesãos europeus que o desenvolvimento metropolitano ia lançando fora do mercado de trabalho. Trabalhadores livres formaram a base daquela nova sociedade deste lado do mar.
Espanha e Portugal contaram, em compensação, com grande abundância de mão-de-obra servil na América Latina. A escravização dos indígenas sucedeu o transplante em massa dos escravos africanos. Ao longo dos séculos, houve sempre umalegião enorme de camponeses desempregados disponíveis para serem transferidos aos centros de produção: as zonas florescentes coexistiram com as decadentes, ao ritmo dos auges e quedas das exportações de metais preciosos ou açúcar, e as zonas em decadência supriam de mão-deobra as zonas florescentes. Esta estrutura persiste até hoje, e ainda implica um baixo nível de salários, pela pressão que os desempregados exercem sobre o mercado de trabalho, e frustra o crescimento do mercado interno de consumo. Mas além disso, ao contrário dos puritanos do norte, as classes dominantes da sociedade colonial latino-americana não se orientaram jamais para o desenvolvimento econômico interno. Seus ganhos vinham de fora; estavam mais vinculados ao mercado estrangeiro do que à prória comarca. Donos de terras, mineiros e mercadores tiriham nascldo para cumprir esta função: abastecer a Europa de ouro, prata e alimentos. Os caminhos transportavam cargas num só sentido: rumo ao porto e aos
[129. Lewis Hanke e outros autores Do the Americas have a common History? (Nova lorque, 1964) ]
mercados de ultramar. Esta é também a chave que explica a expansão dos Estados Unidos como unidade nacional e o fracionamento da América Latina: nossos centros de produção não estavam conectados entre si, porém formavam um leque com o vértice muito longe.
As treze colônias do norte tiveram, pode-se bem dizer, a dita da desgraça. Sua experiência histórica mostrou a tremenda importância de não nascer importante. Porque no norte da América
não tinha ouro nem prata, nem civilizações indígenas com densas concentrações de população já organizada para o trabalho, nem solos tropicais de fertilidade fabulosa na faixa costeira que os peregrinos ingleses colonizaram. A natureza tinha-se mostrado avara, e também a história: faltavam metais, e mão-de-obra escrava para arrancar metais do ventre da terra. Foi uma sorte: No resto, desde Maryland até Nova Escócia, passando pela Nova Inglaterra, as colônias do norte produziam, em virtude do clima e pelas características dos solos, exatamente o mesmo que a agricultura britânica, ou seja, não ofereciam à metrópole, como adverte Bagú 130, uma produção complementar. Muito diferente era a situação das Antilhas e das colônias ibéricas de terra firme. Das terras tropicais brotavam o açúcar, o algodão,
o anil, a terebintina; uma pequena ilha do Caribe era mais importante para a Inglaterra, do ponto de vista econômico, do que as treze colônias matrizes dos Estados Unidos. Estas circunstâncias explicam a ascensão e a consolidação dos Estados Unidós, como um sistema economicamente autônomo, que não drenava para fora a riqueza gerada em seu seio. Eram muito frouxos os laços que atavam a colônia à metrópole; em Barbados ou Jamaica, em compensação, só se reinvestiam os capitais indispensáveis para repor os escravos na medida em que se iam gastando. Não foram fatores raciais, como se vê, os que decidiram o desenvolvimento de uns e o subdesenvolvimento de outros: as ilhas britânicas das Antilhas não tinham nada de espanholas nem portuguesas. A verdade é que a insignifïcância econômica das trezes colônias permitiu a precoce diversificação de suas manufaturas. A industrialização norte-americana contou, desde antes da independência, com estímulos e proteções oficiais. A Inglaterra mostrava-se tolerante, ao mesmo tempo que proibia estritamente que suas ilhas antilhanas fabricassem até mesmo um alfinete.
130. Sergio Bagú, op. cir. 146
Thursday, October 29, 2009
The Myth of Colonial Intents
- Noam Chomsky here (I'm translating back to English from Portuguese from Spanish...)
I often hear that the United States were a country with origins in which its colonial inhabitants worked towards cultivation, whereas Brazil was an aftermath of colonial exploitation. Could that be a myth that we accepted too promptly? I believe so, and I have to stop and rethink History as I learned.
The consequence of the United States being a country with the seeds of cultivation would be that there was a project of country in which "the other" was seen as a partner in the nation building process. Well, I think that the treatment of Native Americans, Mexicans and Africans proves that wrong.
Wednesday, July 22, 2009
São Paulo - II
Thursday, June 18, 2009
Histórias Verídicas do Pajé Raoni - 4 - A Cúpula e O Sem-Pedigree
Quem diria! Aqui no Canadá, na nossa igrejinha com meia dúzia de gatos pingados. Ele não sabia que o reconheci. Era o pastor da grande igreja numa das maiores cidades do Brasil, igreja onde minha mãe congregou por algum tempo. Eu sabia dos problemas que haviam ocorrido lá. Agora tinha um alto (alto mesmo) cargo na cúpula internacional na Nova Roma. Em todo o caso, nós os recebemos sinceramente com alegria. Ao me apresentar e mencionar os nomes da minha família, de repente eu passei a ser não tão desconhecido assim.
No ano seguinte, a mesma coisa. Dessa vez, convidei-o para vir a minha casa. Lá estavam a cúpula e o sem-pedigree!
Comecei perguntando como é que funcionava a cúpula. Fiz várias perguntas. Talvez perguntas demais. Perguntei como é que entrava dinheiro na cúpula. Perguntei que relação a cúpula tinha com os políticos da Nova Roma. Aprendi que 90% do dinheiro da cúpula vem do Sul da Nova Roma ainda. Perguntei sobre o Grande Racha que houve na denominação, onde o braço da Nova Roma quis seguir sozinho do resto do mundo todo (sim, o mundo todo). Muito interessante. Perguntei também como andava o diálogo com os Católicos, já que tudo isso estava sob sua administração.
Quando tive oportunidade, comecei a descrever minha interpretação da situação da denominação e da religiosidade na Nova Roma. E como a cultura vem rapidamente mudando. Falamos sobre religião na Europa também.
A esposa me relatou uma história interessante. Congregavam em uma certa igreja no Nordeste da Nova Roma. De repente muito rapidamente começaram a mudar algumas coisas na igreja. Ela deixou claro que não lhe agradaram as mudanças. E o Pajé Raoni relata aqui o que ouviu.
De repente, no culto passou a acontecer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Isso parece que desorientou-a. Ela não sabia o que ouvir de quem.
De repente, a 'mensagem' ficou mais complicada. Menos estrutura e menos sistematização. Mais conversa e, pior, participação e movimento.
A igreja resolveu criar relacionamentos com os artistas. Na visão dela, isso foi problemático. E explicou a razão: artistas geralmente estão ocupados no Domingo e não podem ir à igreja. Artistas também, conforme ela, têm dificuldade de se organizarem e de criarem um compromisso de ir frequentemente na igreja.
Posteriormente, quando começamos a falar sobre pós-modernismo, ela - que também participa dentro da cúpula - tentou simplificar o que estava ficando complicado. Explicou-me que o importante era "evangelizar". Falou-me como em uma certa vez entrou em um taxi e tentou convencer o motorista a 'aceitar Jesus' com certa persuasão. E que isso era o que interessava. O Pajé Raoni ficou pensando, mas não falou, em que tipo de interesse ela teria na vida de tal taxista, e no seu bem-estar em geral.
Ela também achou que a igreja estava virando "Nova Era". Que a falta da "sistematização" durante o culto era um problema, pois tal prática era da Nova Era. A Nova Era, conforme a mesma, era um problema pois importava práticas Orientais. O Pajé Raoni ficou se perguntando - mas não falou - se talvez o Cristianismo seja uma religião Oriental.
O Pajé Raoni e sua família ficaram muito contentes e agradecidos com sinceridade ao casal da cúpula pela visita e pelo diálogo. Embora muitas pedras estejam sedimentadas por anos e anos de tradição, ainda é possível ter comunhão como corpo. Afinal, somos um pelos laços do amor.
Tuesday, June 09, 2009
Quoting Chomsky: Crisis in the US
"the IMF is more or less a branch of the US Treasury, even though it has a European director. Its past role has been extremely destructive. In fact, its American US executive director captured its role when she described it as “the credit community’s enforcer,” meaning if a third world dictator incurs a huge debt—people didn’t, but the dictator did; say, Suharto in Indonesia—and then the debt defaults, the lenders, who have made plenty of money because it was a risky loan so they get high interest and so on, they have to be protected, meaning not by the dictator, by the people of Indonesia, who are subjected to harsh structural adjustment programs so that they can pay back the debt, which they didn’t incur, so that we can be compensated, rich Westerners can be compensated. So that’s the IMF, the credit community’s enforcer, a very destructive role in the third world. Now it’s to be recapitalized."
"
So, say, take Indonesia again. Indonesia had a huge financial crisis about ten years ago, and the instructions were the standard ones: “Here is what you have to do. First, pay off your debts to us. Second, privatize, so that we can then pick up your assets on the cheap. Third, raise interest rates to slow down the economy and force the population to suffer, you know, to pay us back.” Those are the regular instructions the IMF is still giving them.
What do we do? Exactly the opposite. We forget about the debt, let it explode. We reduce interest rates to zero to stimulate the economy. We pour money into the economy to get even bigger debts. We don’t privatize; we nationalize, except we don’t call it nationalization. We give it some other name, like “bailout” or something. It’s essentially nationalization without control. So we pour money into the institutions. We lectured the third world that they must accept free trade, though we accept protectionism.
Take the “too big to fail” principle, which the House committee is discussing today. But what does “too big to fail” mean? “Too big to fail” is an insurance policy. It’s a government insurance policy. Government means the public pays, which says, “You can take huge risks and make plenty of profit, and if anything goes wrong, we’ll bail you out.” That’s “too big to fail.” Well, that’s extreme protectionism. It gives US corporations like Citigroup an enormous advantage over others, like any other kind of protection.
"The public pays the costs and takes the risk of economic development, and if anything works, maybe decades later, it’s handed over to private enterprise to make the profits. And that’s a core element of the economy. Of course, we don’t permit the third world to do that. That’s considered a violation of free trade when they do it. But it’s the way our economy works. And it’s kind of complementary to the “too big to fail” doctrine of protectionism for financial institutions. But the general—we do not have a capitalist economy. We have kind of a state capitalist economy in which the public has a role: pay the costs, take the risks, bail out if they get into trouble. And the private sector has a role: make profit, and then turn to the public if you get into trouble."
Thursday, July 10, 2008
Jesus: The Guantanamo Years
From http://alaninbelfast.blogspot.com/2007/06/jesus-guantanamo-years-london-art.html
"Jesus: The Guantanamo Years (London Art Theatre, and back in Belfast in September)
A few months ago as part of the Cathedral Quarter Arts Festival (poorly funded, so they couldn’t afford to stage a full one!), Jesus: The Guantanamo Years played at lunchtime in The Black Box. I missed it, but had followed the link from the festival’s website to the comedian’s Bebo page, and left him a message asking if the show would be coming back.
Significantly more than forty days and forty nights later, Dublin-born Abie Philbin Bowman got back to me today, saying that he was currently with the show in London, but would be bringing it back to The Black Box in September. Put that date in your diaries.
Over in London for most of the week, I wandered down through Covent Garden towards Leicester Square and picked up a ticket for tonight’s show as the bell rang to announce five minutes to curtain up.
It was opening night for Jesus: The Guantanamo Years in the West End, playing in the small Arts Theatre (on Great Newport Street) to an even smaller audience. But packed into the first six rows were many followers fans of Abie’s stand, including one (in the picture below) who had especially flown across from Dublin for the opening night.
The premise is that God has decided to return to earth to set the record straight and explain what Christianity is really about. Fans who meet up once a week for an hour in a specially made building to talk about how good he is may not have got the whole point.
But God’s a bit old to start travelling at his age. Jesus’ previous comedy tours Jesus live on the Mount and the Miracle Tour (five thousand turned up) went down well with the crowds, so he’s offered to go back on the road for his father.
With only a stool, plastic cup of water and a mic to hide behind, a long-haired, bearded Jesus occupies the stage for the next hour wearing Moses sandals and a bright orange jump suit.
Lots of ad-libbing, and well able to deal with hecklers. A few first night problems with the simple lighting were covered over with a “Dad’s playing tricks on me again” gag. And even a topical joke about the Olympic logo (one of which is exactly the colour of Jesus’ garish jumpsuit).
Wanting to maximise the impact of his recommunication with humanity, Jesus caught a flight to the US to kick off his tour. Homeland Security though had a problem with him being born in Palestine, having a beard, no fix abode (though until recently lived with his father) ... and his Israeli record as a radical troublemaker willing to die for religion is the last straw.
“Welcome to the land of the free ... conditions apply!”
Shipped off to Guantanamo—there’s some brilliant material comparing it to KFC—Jesus is perhaps the only Jew incarcerated in the camp. And so we arrive at the point of the show. Having taken the opportunity for a range of jokes aimed at all kinds of religious targets, Abie gets down to business, taking pop after pop at the hypocrisy of the west’s war on terror.
Whereas Mozaam Begg (saw him at 2006 Belfast Festival) makes argument by being disarmingly honest and unnecessarily graceful about his treatment, Abie uses humour to cut away at the myths surrounding war-related prisoners who are detained at the pleasure of the US in Cuban battery hen cages, and makes a strong case for why Guantanamo is so unchristian. There’s a poignancy to his statement:
“Whatever you do to the least of these you do to me.”
(Jesus quoting from his old material, not the new stuff)
There’s a great moment after Jesus has escaped from Guantanamo when he explains that he needed to find somewhere to live (and tour) that he’d feel at home in religiously and also where they’d know how to deal with terrorists ... so he walks across the Gulf Stream to Belfast, where his orange jump suit, striking Belfast accent, and meet-up with the UDA quickly divert him down to Dublin.
Over the course of the hour long monologue:
- we learn that Jesus doesn’t believe in atheists;
- Jesus is being chased by the paparazzi—the Pope and the photographers!
- and most importantly, not all middle-eastern bearded men are terrorists.
I’m not sure if Judith Elliott will be popping up on Sunday Sequence or Arts Extra to review this show anytime soon, but if she does, it’ll be interesting to see what she says! The show takes few prisoners, so if you (and your faith) are easily offended, it’s not for you. But if you’re willing to look beyond the bluster and the sharp wit, you’ll find a comic using his talent to expose one of the shameful wonders of the modern world. And if you take the position that you shouldn't “refuse light from any quarter”, then you might ponder if Jesus would forgive Abie’s portrayal with a posh Dublin accent and join in the condemnation of Guantanamo?
If you’re in London this week, check it out. And if you’re intrigued, put it in your diary and book a ticket for the Belfast shows on 6th and 7th September.
The photo above shows Jesus relaxing in the theatre’s bar with some of his followers fans, still drinking water from his plastic cup!
Abie - thanks for the (un)timely email earlier today, and good luck with the West End run!"