"A economia capitalista de hoje é um imenso cosmo no qual o indivíduo nasce, e o qual se apresenta a ele, pelo menos como indivíduo, como uma ordem inalterável das coisas na qual ele deve viver. Ela força o indivíduo, desde que ele esteja involvido no sistema de relações de mercado, a se conformar às regras capitalistas de ação. O fabricante que agir a longo prazo contrariamente a essas normas será inevitavelmente eliminado da cena econômica assim como o trabalhador que ou não consegue ou não se adapta a elas será jogado nas ruas sem um emprego."
Trecho do livro "The Protestant Ethic and the Spirit of Capitalism" por Max Weber. Página 55.
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Friday, March 11, 2011
Thursday, March 10, 2011
Weber e o Espírito do Capitalismo, parte 1
Esses são comentários do livro "The Protestant Ethic and the Spirit of Capitalism" por Max Weber. SBN 684-71921-5. Edição de 1958, Charles Scribner's Sons. Tradução do original em Alemão para o Inglês por Talcott Parsons.
As traduções aqui, portanto, são minhas a partir do Inglês. Sei que há uma edição em Português do livro, mas não conheço detalhes dela.
Do prefácio, escrito por R. H. Tawney:
"Para os Calvinistas, argumenta Weber, o chamado não é uma condição na qual o indivíduo nasce, mas um empreendimento árduo e exigente a ser escolhido por ele, e a ser perseguido com uma noção de responsabilidade religiosa. Batizada nas águas vitalizadoras, senão gélidas, da teologia Calvinista, a vida de negócios, antes vista como perigosa para a alma [...] adquire uma nova santidade. O trabalho não é só um meio econômico: é uma finalidade espiritual. A cobiça, se é perigo para a alma, é uma ameaça menos apavorante que a preguiça. Em vez de a pobreza ser digna de louvor, é um dever escolher uma profissão mais lucrativa. Em vez de haver um conflito inevitável entre fazer dinheiro e a piedade, elas são aliadas naturais, pois as virtudes que jazem sobre os eleitos - diligência, poupança, sobriedade, prudência - são o passaporte mais confiável para a prosperidade comercial. Logo a busca de riquezas, que antes era temida como inimiga da religião, era agora benvinda como sua aliada. [...] Se o capitalismo começa como o idealismo prático da burguesia ambiciosa, ela termina, como sugere Weber em suas páginas conclusivas, como uma orgia do materialismo."
As traduções aqui, portanto, são minhas a partir do Inglês. Sei que há uma edição em Português do livro, mas não conheço detalhes dela.
Do prefácio, escrito por R. H. Tawney:
"Para os Calvinistas, argumenta Weber, o chamado não é uma condição na qual o indivíduo nasce, mas um empreendimento árduo e exigente a ser escolhido por ele, e a ser perseguido com uma noção de responsabilidade religiosa. Batizada nas águas vitalizadoras, senão gélidas, da teologia Calvinista, a vida de negócios, antes vista como perigosa para a alma [...] adquire uma nova santidade. O trabalho não é só um meio econômico: é uma finalidade espiritual. A cobiça, se é perigo para a alma, é uma ameaça menos apavorante que a preguiça. Em vez de a pobreza ser digna de louvor, é um dever escolher uma profissão mais lucrativa. Em vez de haver um conflito inevitável entre fazer dinheiro e a piedade, elas são aliadas naturais, pois as virtudes que jazem sobre os eleitos - diligência, poupança, sobriedade, prudência - são o passaporte mais confiável para a prosperidade comercial. Logo a busca de riquezas, que antes era temida como inimiga da religião, era agora benvinda como sua aliada. [...] Se o capitalismo começa como o idealismo prático da burguesia ambiciosa, ela termina, como sugere Weber em suas páginas conclusivas, como uma orgia do materialismo."
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