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Friday, March 11, 2011

Weber e o Espírito do Capitalismo, part deux, Calvino en passant

(ver a parte 1 aqui)


O prefácio escrito por R. H. Tawney do livro de Max Weber contém um comentário curto sobre a Genebra de Calvino. Leia também um trecho do artigo de Virgil Vaduva aqui.



  Tradução livre do Gustavo novamente: 
  "A própria ideia de Calvino de organização social é revelada pelo sistema por ele ereto em Genebra. Foi uma teocracia administrada por uma ditadura de pastores. Na 'mais perfeita escola de Cristo jamais vista no mundo desde os dias dos Apóstolos', o domínio de vida era um coletivismo ferrenho."


  Logo mais adiante, no capítulo I Weber escreve: 


  "O exercício do poder do Calvinismo [...] como foi imposto no século XVI em Genebra e na Escócia, entre os séculos XVI e XVII em grandes partes da Holanda, no século XVII na Nova Inglaterra, e por um tempo na própria Inglaterra, seria para nós a forma mais absolutamente insuportável de controle eclesiástico do indivíduo que poderia existir." (página 37)

Thursday, March 10, 2011

Weber e o Espírito do Capitalismo, parte 1

Esses são comentários do livro "The Protestant Ethic and the Spirit of Capitalism" por Max Weber. SBN 684-71921-5. Edição de 1958, Charles Scribner's Sons. Tradução do original em Alemão para o Inglês por Talcott Parsons.
  As traduções aqui, portanto, são minhas a partir do Inglês. Sei que há uma edição em Português do livro, mas não conheço detalhes dela.
  Do prefácio, escrito por R. H. Tawney:
  "Para os Calvinistas, argumenta Weber, o chamado não é uma condição na qual o indivíduo nasce, mas um empreendimento árduo e exigente a ser escolhido por ele, e a ser perseguido com uma noção de responsabilidade religiosa. Batizada nas águas vitalizadoras, senão gélidas, da teologia Calvinista, a vida de negócios, antes vista como perigosa para a alma [...] adquire uma nova santidade. O trabalho não é só um meio econômico: é uma finalidade espiritual. A cobiça, se é perigo para a alma, é uma ameaça menos apavorante que a preguiça. Em vez de a pobreza ser digna de louvor, é um dever escolher uma profissão mais lucrativa. Em vez de haver um conflito inevitável entre fazer dinheiro e a piedade, elas são aliadas naturais, pois as virtudes que jazem sobre os eleitos - diligência, poupança, sobriedade, prudência - são o passaporte mais confiável para a prosperidade comercial. Logo a busca de riquezas, que antes era temida como inimiga da religião, era agora benvinda como sua aliada. [...] Se o capitalismo começa como o idealismo prático da burguesia ambiciosa, ela termina, como sugere Weber em suas páginas conclusivas, como uma orgia do materialismo."